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AVISO IMPORTANTE: Estão sendo acrescentados os versículos faltantes, retirados do Velho Testamento na Bíblia hebraica, versão massorética, colocados em negrito a fim de facilitar a identificação. Fonte: Tradução Brasileira de 1917, com algumas correções e atualizações. Textos variantes, considerados de relevância, retirados da mesma fonte supracitada, são adicionados como notas de rodapé, e textos acrescentes são incorporados ao próprio texto da Septuaginta, sempre em negrito. Em alguns casos, o texto da Septuaginta foi substituído pelo da Hebraica Massorética, por este ser mais coerente, ou ter um grande peso de tradição. Quando isso acontece, o texto da Septuaginta aparece em negrito e itálico na nota de rodapé.

SEPTUAGINTA EM PORTUGUÊS - PDF - Revisada - Índice, Ilustrações, Mapas e Novos Recursos Acrescentados
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sábado, 3 de junho de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 48

1 E são estes os nomes das tribos: desde o extremo norte, no lado da descida que se dirige à entrada de Hamate, até Hazar-Enom, o termo de Damasco para o norte, ao lado de Hamate, terão eles, desde as partes orientais até o mar, para Dã, uma porção;
2 e desde as fronteiras de Dã, ao oriente, até a costa marítima no oeste, para Aser, uma porção;
3 e desde as fronteiras de Aser, ao oriente, até as costas ocidentais, para Naftali, uma porção;
4 e desde as fronteiras de Naftali, ao oriente, até as costas ocidentais, para Manassés, uma porção;
5 e desde as fronteiras de Manassés, ao oriente, até as costas ocidentais, para Efraim, uma porção;
6 e desde as fronteiras de Efraim, ao oriente, até as costas ocidentais, para Rúben, uma porção;
7 e desde as fronteiras de Rúben, ao oriente, até as costas ocidentais, para Judá, uma porção;
8 E desde as fronteiras de Judá, ao oriente, até as costas ocidentais, esta é a oferta de primícias. Na sua largura vinte e cinco mil canas, e no comprimento a medida de uma das porções, desde o leste até a parte ocidental. E o santuário deverá estar no meio dela.
9 Quanto às primícias que oferecerão ao Senhor, estas deverão ser do comprimento de vinte e cinco mil canas e da largura de vinte e cinco mil.
10 Dessas serão as primícias das coisas sagradas para os sacerdotes: ao norte, vinte e cinco mil canas, ao oeste, dez mil, ao oriente, dez mil, e, ao sul, vinte e cinco mil; e a montanha do santuário deverá estar no meio delas.
11 Será para os sacerdotes, para os filhos consagrados de Zadoque que guardam os encargos da casa, os quais não erraram de acordo com o erro dos filhos de Israel, como o fizeram os levitas.
12 As primícias deverão ser dadas a eles dos primeiros frutos da terra, a porção mais santa das fronteiras dos levitas.
13 Os levitas, todavia, terão a sua parte junto às fronteiras dos sacerdotes, do comprimento de vinte e cinco mil canas e da largura de dez mil. O comprimento total será de vinte e cinco mil canas, e a largura de vinte mil.
14 Nenhuma parte dela será vendida nem medida como para venda, nem os primeiros frutos da terra serão colhidos, porquanto são santos ao Senhor.
15 Mas a respeito das cinco mil canas que permanecem na extensão das vinte e cinco mil, serão elas para um subúrbio da cidade, para habitação e para um espaço diante dela; e a cidade estará no meio delas.
16 E serão estas as suas dimensões: do lado do norte quatro mil e quinhentas canas, do lado do sul quatro mil e quinhentas, do lado oriental quatro mil e quinhentas, e, do lado ocidental, igualmente, quatro mil e quinhentas.
17 Haverá um arrabalde para a cidade: ao norte duzentas e cinquenta canas, ao sul duzentas e cinquenta, ao leste duzentas e cinquenta, e, ao oeste, igualmente, duzentas e cinquenta.
18 O restante do comprimento, ao lado das primícias da porção santa, será de dez mil canas para o oriente e de dez mil para o ocidente; e esses serão os primeiros frutos do santuário. Haverão de ser, os seus frutos, para o pão dos que trabalham na cidade.
19 Os que servem na cidade serão trabalhadores vindos de todas as tribos de Israel.
20 A oferta inteira compreenderá um quadrado de vinte e cinco mil por vinte e cinco mil canas. Devereis separar dessa as primícias do santuário, a partir da possessão da cidade.
21 O príncipe terá o restante, de um lado e do outro das primícias do santuário e da possessão da cidade, de vinte e cinco mil canas de comprimento, junto às fronteiras leste e oeste, de vinte e cinco mil junto às fronteiras ocidentais, junto aàs porções do príncipe. E as primícias das coisas sagradas e do santuário da casa estarão no meio dela.
22 Da possessão dos levitas e da possessão da cidade, no meio da possessão do príncipe; entre as fronteiras de Judá e as de Benjamin estará a porção do príncipe.
23 E quanto ao restante das tribos, das regiões orientais até o ocidente, Benjamim terá uma porção.
24 E desde as fronteiras de Benjamin, ao oriente, até as costas ocidentais, para Simeão, uma porção;
25 e desde as fronteiras de Simeão, ao oriente, até as costas ocidentais, para Issacar, uma porção;
26 e desde as fronteiras de Issacar, ao oriente, até as costas ocidentais, para Zebulom, uma porção;
27 e desde as fronteiras de Zebulom, ao oriente, até as costas ocidentais, para Gade, uma porção.
28 A desde as fronteiras de Gade, das partes orientais ao sudoeste, suas fronteiras desde Tamar e as águas de Meribá-Cades, por herança, até o mar Grande.
29 Essa é a terra que haveis de dividir por sorte às tribos de Israel, e essas são as suas porções, diz o Senhor Deus.
30 E são estas as saídas da cidade, em direção ao norte, da medida de quatro mil e quinhentas canas:
31 As portas da cidade serão conforme os nomes das tribos de Israel. Três portas para o norte: a porta de Rúben, a porta de Judá e a porta de Levi.
32 Ao oriente, quatro mil e quinhentas canas, e três portas: a porta de José, a porta de Benjamim e a porta de Dã.
33 Ao sul, quatro mil e quinhentas canas, e três portas; a porta de Simeão, a porta de Issacar e a porta de Zebulom.
34 E, ao ocidente, quatro mil e quinhentas canas, e três portas: a porta de Gade, a porta de Aser e a porta de Naftali.
35 Ao redor dela haverá dezoito mil canas. E o nome da cidade, desde o dia em que for completada, deverá ser o nome que ela tem.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 47

1 Levou-me ele à entrada da casa, e eis que jorrava água de debaixo do pórtico, para o oriente, porquanto a frente da casa olhava para o oriente; e a água descia pelo lado direito, ao sul do altar.
2 Ele me levou para fora pelo caminho da porta do norte, fazendo-me dar uma volta pelo caminho de fora até a porta do átrio que olha para o oriente; e eis que a água descia pelo lado direito,
3 na mesma direção em que o homem saia, afastando-se. Havia na sua mão um cordel de medir, e ele mediu mil côvados com a medida. 
4 E passou através da água, água como de uma fonte. Outra vez mediu mil côvados e passou pelas águas, e as águas subiam até as suas coxas. Mais uma vez mediu mil côvados e passou pelas águas, águas que iam até os seus lombos.
5 Mediu mil côvados, outra vez, e ele já não podia mais atravessar, porque as águas tornaram-se como as de uma torrente pela qual os homens não podem passar.
6 E ele me disse: Viste isto, filho do homem? Então me levou, conduzindo-me para a beira do rio,
7 conforme eu voltava; e eis que à beira do rio havia muitas árvores de um e de outro lado.
8 E disse-me: Esta é a água que sai para a Galileia, ao leste, descendo para o deserto e alcançando o mar, para nele desaguar; e deverá curar as suas águas.
9 Virá a suceder que todo o animal dentre as criaturas viventes e moventes, tudo aquilo que o rio alcançar, viverá. Haverá naquele lugar uma grande quantidade de peixes, pois essa água deverá descer para lá e os curará, e eles viverão. Tudo que estiver ao alcance do rio viverá.
10 E haverá lá também pescadores, desde En-Gedi até En-Eglaim. Deverá ser um lugar para se estenderem redes. Será um lugar diferente, e os peixes dele serão como os peixes do mar grande, em enorme quantidade.
11 Entretanto, na saída da água e em sua curva, e onde ele transborda dos seus bancos, esses lugares não serão curados; serão deixados para o sal.
12 Todas as árvores de frutos crescerão à beira do rio, em ambas as suas margens; não irão, as suas folhas, decair delas, nem o seu fruto falhará. Deverão fazer brotar as primícias da sua colheita temporã, pois para ali fluem as águas que saem do santuário. O seu fruto servirá para alimento, e a sua folha de remédio.
13 Assim diz o Senhor Deus: Vós herdareis estas fronteiras da terra. Elas serão dadas, por sorteio, para as doze tribos dos filhos de Israel.
14 Vós a herdareis, cada um de acordo com a porção de seu irmão, a terra a respeito da qual eu levantei a minha mão para dá-la a vossos pais. Esta terra vos cairá por sorteio.
15 E estas são as fronteiras da terra, partindo do norte, desde o mar grande que vem para baixo até a entrada de Zedade:
16 Berota, Sibraim, entre os termos de Damasco e os termos de Hamate, e Hazar-Haticom, lugares que estão acima da fronteira de Haurã.
17 Essas são as fronteiras desde o mar, desde Hazar-Enom, junto dos termos de Damasco e do norte.
18 E as fronteiras do leste, entre Haurã, Damasco, a terra de Gileade e a terra de Israel, o Jordão é a divisa até o mar, a oriente da cidade das Palmeiras. Essa será a fronteira leste.
19 As costas do sul e sudoeste são desde Tamar e a cidade das Palmeiras até as águas de Meribá-Cades, avançando para o mar grande. Essa é a parte sul e sudoeste.
20 Esta parte do mar grande forma uma fronteira até que se chega em frente à entrada de Hamate, tão longe como esta entrada. Essas são as fronteiras a oeste de Hamate.
21 Desta forma dividir-lhes-eis esta terra, para as tribos de Israel.
22 Lançareis sortes sobre ela, para vós mesmos e para os estrangeiros que habitam no meio de vós, os quais tem gerado filhos no meio de vós. Eles serão para vós como os naturais dentre os filhos de Israel. Comerão convosco na sua herança, no meio das tribos de Israel,
23 e estarão na tribo dos prosélitos, entre os prosélitos que estiverem junto deles. Dar-lhes-eis, ali, uma herança, diz o Senhor Deus.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 46

1 Assim diz o Senhor Deus: A porta que está no átrio interior, que olha para o oriente, estará fechada durante os seis dias que são de trabalho; todavia, deverá ser aberta no dia de sábado, e também no dia da lua nova.
2 O príncipe entrará pelo caminho do vestíbulo da porta interior, e permanecerá na entrada dela. Os sacerdotes deverão preparar os seus holocaustos e sacrifícios pacíficos, e ele adorará junto à entrada da porta, e então sairá; mas a porta não se fechará até a tarde.
3 E o povo da terra adorará à entrada desta porta, tanto nos sábados como nas luas novas, diante do Senhor.
4 O príncipe oferecerá holocaustos ao Senhor no dia de sábado: seis cordeiros sem mancha e um carneiro sem mancha;
5 e uma oferta voluntária, uma oferta de cereais para o carneiro e uma oferta de cereais para os cordeiros, como oferta da sua mão; e um him de azeite para cada oferta de cereais.
6 E no dia da lua nova um bezerro sem mancha e seis cordeiros; e também um carneiro sem mancha,
7 e uma oferta de cereais para o carneiro e uma oferta de cereais para o bezerro, como oferta voluntária; e, para os cordeiros, conforme o que puder dar. E um him de azeite para cada oferta de cereais.
8 Quando entrar o príncipe, ele deverá fazê-lo pelo caminho do vestíbulo da porta, e sairá pelo mesmo caminho.
9 Sempre que o povo da terra se apresentar perante o Senhor, nas festas, todo aquele que entrar pelo caminho da porta do norte para adorar sairá pelo caminho da porta do sul; e aquele que entrar pelo caminho da porta do sul sairá pelo caminho da porta do norte. Ele não voltará através da porta pela qual entrou, mas seguirá em frente.
10 O príncipe entrará com eles, no meio deles, quando entrarem; e ao saírem ele também sairá.
11 Nas festas e nas assembleias gerais a oferta voluntária deverá ser uma oferta de cereais para o bezerro, e também uma oferta de cereais para o carneiro e para os cordeiros, aquilo que puder fornecer; e um him de azeite para cada oferta de cereais.
12 Quando o príncipe preparar como oferta voluntária um holocausto de sacrifício pacífico ao Senhor, ele deverá abrir para si a porta que olha para o oriente, e oferecerá o seu holocausto e as suas ofertas pacíficas como faz no dia de sábado. Então ele deverá sair, e fechar a porta depois que tiver saído.
13 E haverá de prover, diariamente, como um holocausto ao Senhor, um cordeiro de um ano sem defeito. Na parte da manhã ele o preparará.
14 E deverá prover uma oferta voluntária junto com ele, na parte da manhã: a sexta parte de uma medida de flor de farinha e a terça parte de um him de azeite para misturar com ela, como uma oferta voluntária ao Senhor, por estatuto perpétuo.
15 Vós preparareis o cordeiro, a oferta voluntária e o azeite na parte da manhã, para um perpétuo holocausto.
16 Assim diz o Senhor Deus: Se o príncipe der de sua herança um presente a algum de seus filhos, esse será para seus filhos uma possessão por herança.
17 Entretanto, se der um presente a algum de seus servos, esse deverá permanecer com ele até o ano da liberação, e, depois disso, o retornará ao príncipe. Entretanto, quanto a herança de seus filhos, a posse continuará com eles.
18 O príncipe não tirará da herança do povo, de maneira alguma, para oprimi-los. Dará ele uma herança aos seus filhos de sua própria possessão, a fim de que o meu povo não seja espalhado, cada um, da sua possessão.
19 Levou-me ele para a entrada do lugar atrás da porta, dentro da câmara do santuário pertencente aos sacerdotes, olhando para o norte. E eis que havia um lugar separado.
20 E ele me disse: Este é o lugar onde os sacerdotes cozerão a oferta pela culpa e as ofertas pelo pecado; e ali se assará a oferta de cereais, continuamente, para não levá-las ao átrio exterior, e assim santificar o povo.
21 E levou-me para o átrio exterior, fazendo-me dar uma volta pelos quatro lados do átrio. Eis que havia um átrio em cada um dos cantos do átrio;
22 em cada canto um átrio, para todos os quatro cantos um átrio. Cada pequeno átrio pertencente ao átrio tinha de comprimento quarenta côvados e de largura trinta côvados; havia uma mesma medida para os quatro.
23 Havia câmaras em redor deles, ao redor dos quatro, e cozinhas montadas sob as câmaras em redor.
24 E ele disse-me: Estas são as cozinhas onde aqueles que servem a casa cozerão os sacrifícios do povo.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 45

1 Quando estiverdes a medir a terra por herança haveis de separar dela primícias para o Senhor, um espaço sagrado na terra, do comprimento de vinte e cinco mil canas e da largura de vinte mil. Ele será santo em todas as suas fronteiras ao redor.
2 Haverá nele um santuário de quinhentas canas de comprimento por quinhentas de largura, em quadrado; e, para além deste, um espaço vazio de cinquenta côvados em redor.
3 Dessa medida deverás medir um comprimento de vinte e cinco mil canas e uma largura de vinte mil; e ali estará o Santo dos Santos.
4 Da terra, uma parte deverá ser destinada para os sacerdotes que ministram no santo lugar, o qual pertencerá àqueles que se aproximam com o fim de ministrar ao Senhor. Ser-lhes-á um lugar de casas separadas, para seu ofício sagrado.
5 O comprimento será de vinte e cinco mil canas, e a largura de dez mil; e os levitas que ministram na casa terão cidades para habitar, por herança.
6 Dareis, para a possessão da cidade, cinco mil de largura, e de comprimento vinte e cinco mil, de conformidade com a regra das primícias da porção santa. Hão de ser para toda a casa de Israel.
7 O príncipe terá uma parte desta, e desta uma porção conforme as primícias do santuário e a possessão da cidade, em frente as primícias do santuário e em frente a possessão da cidade, para o ocidente, indo da parte ocidental até o oriente. O seu comprimento deverá ser a partir das fronteiras ocidentais e até as fronteiras orientais da terra.
8 Ele deverá mantê-lo como uma possessão em Israel, e os príncipes de Israel não mais oprimirão o meu povo. Entretanto, a casa de Israel herdará a terra, conforme as suas tribos.
9 Assim diz o Senhor Deus: Basta-vos, ó príncipes de Israel! Removei a injustiça e a miséria, executando o juízo e a justiça. Tirai a opressão do meu povo, diz o Senhor Deus.
10 Tereis uma balança justa e uma medida justa; e um bato, somente, para medida.
11 Haverá, da mesma maneira, um só bato e uma só medida. A décima parte do ômer será o bato, e a décima parte do ômer deverá ser a medida, em proporção igual para o ômer.
12 Os siclos serão de vinte geras, cinco siclos serão cinco siclos, dez siclos serão dez siclos, e cinquenta siclos será a vossa mina.
13 E estes são os primeiros frutos que ireis oferecer: a sexta parte de um ômer de trigo, e a sexta parte do efa de um ômer de cevada.
14 E dareis, de acordo com a medida designada de óleo, um bato de óleo em cada dez batos; pois dez batos são um ômer.
15 E uma ovelha do rebanho, de cada dez, como uma oferenda de todas as tribos de Israel, para sacrifícios, para holocaustos e ofertas pacíficas, a fim de fazer expiação por vós, diz o Senhor Deus.
16 Todo o povo deverá dar essas primícias ao príncipe de Israel.
17 Pelo príncipe serão oferecidos os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações nas festas, nas luas novas e nos sábados. E em todas as festas da casa de Israel ele deverá oferecer as ofertas pelo pecado, as ofertas de cereais, os holocaustos e as ofertas pacíficas, a fim de fazer expiação pela casa de Israel.
18 Assim diz o Senhor Deus: No primeiro mês, no primeiro dia do mês, tomareis um bezerro sem defeito, do rebanho, para fazer expiação pelo santo lugar.
19 O sacerdote tomará do sangue da expiação e o porá sobre os limites da casa, nos quatro cantos do templo, sobre o altar e sobre os limiares da porta do átrio interior.
20 Assim farás no sétimo mês: no primeiro dia do mês tomarás uma contribuição de cada um, e fareis expiação pela casa.
21 No primeiro mês, no dia catorze do mês, tereis a Festa da Páscoa. Por sete dias comereis pães ázimos.
22 O príncipe oferecerá, naquele dia, um bezerro para a oferta pelo pecado, por si mesmo e pela casa, e por todas as pessoas da terra.
23 Nos sete dias da festa ele oferecerá holocaustos ao Senhor: sete bezerros e sete carneiros sem mancha, a cada dia, durante os sete dias. E um cabrito a cada dia, como oferta pelo pecado. E uma oferta de cereais.
24 Preparará, também, um bolo para cada bezerro e para cada carneiro, e um him de azeite para cada bolo.
25 No sétimo mês, no décimo quinto dia do mês, farás o sacrifício da festa da mesma maneira, por sete dias, conforme os sacrifícios das ofertas pelo pecado, dos holocaustos, da oferta voluntária e do azeite.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 44

1 Então ele me fez voltar pelo caminho da porta exterior do santuário, que olha para o oriente; e ela estava fechada.
2 E o Senhor me disse: Esta porta ficará fechada, não deverá ser aberta, e ninguém passará por ela. Porquanto o Senhor Deus de Israel entrará por ela, e deverá permanecer fechada.
3 Com respeito ao príncipe, ele deverá sentar-se ali para comer o pão diante do Senhor; entrará pelo caminho do vestíbulo da porta e sairá por esse mesmo caminho.
4 Ele me levou pelo caminho da porta que olha para o norte, em frente à casa; olhei, e eis que a casa estava cheia da glória do Senhor. E caí sobre o meu rosto.
5 E o Senhor disse-me: Filho do homem, atenta com o teu coração, vê com os teus olhos e ouve com os teus ouvidos tudo quanto eu te digo, de acordo com todas as ordenanças da casa do Senhor e com todos os seus regulamentos. Atentarás bem à entrada da casa, à todas as suas saídas e à todas as coisas santas.
6 E dirás à casa provocante, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Basta-vos de ter cometido todas as vossas iniquidades, ó casa de Israel!
7 Pois trouxestes estrangeiros, incircuncisos de coração e incircuncisos de carne, para estarem no meu santuário, a fim de o profanarem, quando oferecestes o pão, a carne e o sangue. Pois transgredistes a minha aliança com todas as vossas iniquidades,
8 e designastes estranhos para manter os encargos em meu santuário.
9 Portanto, assim diz o Senhor Deus: Nenhum estrangeiro, incircunciso de coração ou incircunciso de carne, entrará no meu santuário, de todos os filhos dos estrangeiros que estão no meio da casa de Israel.
10 Entretanto, quanto aos levitas que se afastaram para longe de mim quando Israel se extraviou da minha presença, indo atrás de suas imaginações, eles levarão a sua iniquidade;
11 contudo ainda ministrarão no meu santuário, sendo porteiros às portas da casa, e servindo-a; eles matarão as vítimas e os holocaustos para o povo, e estarão perante eles para ministrar.
12 Porquanto ministraram-lhes diante dos seus ídolos, e isso tornou-se para a casa de Israel um castigo da sua iniquidade. Por esse motivo eu levantei a minha mão contra eles, diz o Senhor Deus.
13 Não se chegarão a mim para me servirem no ofício de sacerdotes, e não se aproximarão das coisas sagradas dos filhos de Israel nem de meu Santo dos Santos; mas levarão o seu opróbrio pelo erro que cometeram.
14 Contudo, deverão trazê-los a fim de manter os encargos da casa, para todo o serviço dela e para tudo o que deverão fazer.
15 Os sacerdotes, os levitas, filhos de Zadoque, que mantiveram os encargos de meu santuário quando a casa de Israel se extraviou da minha presença, esses deverão aproximar-se de mim para me servirem, e estarão diante de minha face com o fim de me oferecerem os sacrifícios, a gordura e o sangue, diz o Senhor Deus.
16 Esses entrarão no meu santuário e deverão aproximar-se da minha mesa, para me servirem; e guardarão os meus encargos.
17 E sucederá, quando entrarem pelas portas do átrio interior, que se vestirão de mantos de linho; pois eles não deverão colocar roupas de lã quando ministrarem na porta do átrio interior.
18 Terão mitras de linho sobre as suas cabeças, e calções de linho sobre os seus lombos. Todavia, não se cingirão apertadamente.
19 Quando saírem ao átrio exterior, indo para o povo, eles deverão tirar as suas vestes com as quais ministraram, e as porão nas câmaras do santuário, vestindo-se de outras vestes, a fim de que não santifiquem o povo com as suas vestes.
20 Não rasparão a cabeça nem lhe arrancarão os cabelos, porém deverão cobrir as suas cabeças, cuidadosamente.
21 Nenhum sacerdote beberá qualquer vinho quando vierem para o átrio interior.
22 Não tomarão para si uma esposa que é viúva ou aquela que é repudiada, mas uma virgem da descendência de Israel. Contudo, se acontecer de ser ela a viúva de um sacerdote, poderão tomá-la.
23 Ensinarão ao meu povo a distinguir entre o santo e o profano, dando-lhes a conhecer a diferença entre o imundo e o limpo.
24 São eles os que irão presidir a um julgamento de sangue, para decidi-lo. Eles deverão observar corretamente as minhas ordenanças, julgar os meus julgamentos e guardar os meus estatutos e mandamentos, em todas as minhas festas. E santificarão os meus sábados.
25 Não entrarão onde estiver o corpo de um homem morto para se contaminarem. Um sacerdote poderá contaminar-se tão somente por um pai ou uma mãe, um filho ou uma filha, um irmão ou uma irmã que não se tenha casado.
26 E depois que ele for purificado, que conte para si mesmo sete dias.
27 Em qualquer dia em que entrarem no átrio interior para ministrar no santo lugar eles trarão uma propiciação, diz o Senhor Deus.
28 E isto lhes será por herança: eu serei a sua herança, e não lhes será dada possessão entre os filhos de Israel; porquanto eu sou a sua possessão.
29 Eles comerão as ofertas de manjares, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa. E toda oferta especial em Israel pertencer-lhes-á.
30 Os primeiros frutos de todas as coisas, os primogênitos de todos os animais e de todas as ofertas, de todos os vossos primeiros frutos haverá uma porção para os sacerdotes. Também dareis as vossas primícias para o sacerdote, a fim de que ele possa trazer a bênção sobre as vossas casas.
31 Os sacerdotes não comerão nenhuma ave ou animal dos que morrem por si mesmos, ou que tenha sido tomado de animais selvagens.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 43

1 Depois disso ele me levou à porta olhando para o leste, e fez-me avançar.
2 E eis que a glória do Deus de Israel vinha pelo caminho oriental. Havia como a voz de um exército, como o som de uma multidão redobrando seus gritos, e a terra brilhava como a luz, por causa da glória em redor.
3 A visão que vi era como o da visão que eu vira quando fui para ungir a cidade; e a visão do carro que vi era como o da visão que eu vira no rio Quebar. Então, caí com o meu rosto em terra.
4 E a glória do Senhor entrou na casa, pelo caminho da porta olhando para o leste.
5 O Espírito pegou-me, levando-me ao átrio interior, e eis que a casa do Senhor estava cheia de glória.
6 Permaneci parado, e eis uma voz vinda de fora da casa, de alguém que falava comigo, e um homem postou-se perto de mim.
7 E me disse: Filho do homem, viste o lugar do meu trono e o lugar das plantas dos meus pés, no qual o meu nome habitará no meio da casa de Israel para sempre. A casa de Israel nunca mais profanará o meu santo nome, eles e os seus príncipes, nem com a sua prostituição nem com os assassinatos de seus príncipes no meio deles,
8 quando estabelecerem o meu limiar junto aos seus limiares, e as minhas ombreiras próximas às suas ombreiras; e quando levantarem o meu muro de modo a aproximar-me deles. Pois eles profanaram o meu santo nome com as suas iniquidades, as quais forjaram, e eu os destruí na minha ira, abatendo-os.
9 Agora, pois, que eles afastem de mim a sua prostituição e os assassinatos de seus príncipes, e habitarei no meio deles, para sempre.
10 E tu, ó filho do homem, mostra esta casa à casa de Israel a fim de que cessem de seus pecados; mostra-lhes o seu aspecto e a disposição do mesmo.
11 Levarão eles o seu castigo por todas as coisas que fizeram, e haverás de descrever-lhes a casa, as suas entradas e o plano dela, e todas as suas ordenanças. Far-lhes-ás conhecer todos os regulamentos da mesma. Descrevê-los-ás diante deles, e eles deverão guardar todos os meus mandamentos e todas as minhas ordenanças, e cumpri-las.
12 Mostrar-lhes-ás o plano da casa no topo da montanha. Todos os seus limites em redor serão santíssimos.
13 E são estas as medidas do altar, pela medida do côvado de um côvado e quatro dedos: A sua cavidade será de um côvado de profundidade, e de um côvado a largura. A borda do contorno ao seu redor será de um palmo. E esta será a altura do altar:
14 do início da parte inferior oca até o grande propiciatório haverá dois côvados, e a largura será de um côvado; e do pequeno propiciatório até o grande propiciatório, quatro côvados; e a largura será de um côvado.
15 O altar será de quatro côvados, e do altar à ponta dos chifres haverá um côvado.
16 O altar deverá ser do comprimento de doze côvados, e de doze côvados a sua largura: quadrado, com seus quatro lados.
17 O propiciatório terá catorze côvados de comprimento por catorze côvados de largura, em seus quatro lados; e haverá uma borda em redor dele, cercando-o, da metade de um côvado. A sua base será de um côvado, em redor, e os seus degraus olharão para o leste.
18 E disse-me: Filho do homem, assim diz o Senhor, Deus de Israel: São estes os estatutos do altar, no dia em que for feito, para oferecer sobre ele os holocaustos, e para derramar sangue sobre ele.
19 Também mostrarás aos sacerdotes, os levitas da linhagem da Zadoque que se aproximam de mim, diz o Senhor Deus, a fim de me ministrarem, um bezerro do rebanho para o sacrifício pelo pecado.
20 Eles tomarão do seu sangue, e deverão colocá-lo nas quatro pontas do altar, sobre os quatro cantos do propiciatório e sobre a sua base ao redor; e farão expiação por ele.
21 E tomarão o bezerro da oferta pelo pecado, o qual deverá ser consumido pelo fogo em um lugar afastado da casa, fora do santuário.
22 No segundo dia, tomarão dois cabritos sem defeito como oferta pelo pecado. E farão expiação pelo altar da maneira como fizeram a expiação com o bezerro.
23 Depois de terem terminado a expiação trarão do rebanho um novilho sem defeito, e um carneiro sem defeito.
24 E oferecê-los-eis perante o Senhor. Os sacerdotes polvilharão sal sobre eles e os oferecerão como um holocausto ao Senhor.
25 Sete dias oferecerás um cabrito, diariamente, para oferta pelo pecado, e um bezerro e um carneiro do rebanho. Eles deverão sacrificá-los, sem mácula, por sete dias;
26 e farão expiação pelo altar, purificando-o. E deverão consagrar-se.
27 E virá a acontecer, do oitavo dia em diante, que os sacerdotes irão oferecer os seus holocaustos sobre o altar, e as suas ofertas pacíficas. E eu vos aceitarei, diz o Senhor.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 42

1 E levou-me para o átrio interior, para o leste, e em frente ao portão norte. Ele me fez entrar, e eis que havia cinco câmaras perto do espaço vazio e da divisão que estava para o norte,
2 de cem côvados de comprimento em direção ao norte e da largura de cinquenta,
3 ornamentadas como as portas do átrio interior e de acordo com os peristilos do átrio exterior, em três andares, uns contra os outros.
4 Diante das câmaras havia um passeio de dez côvados de largura, o comprimento chegando a cem côvados. E as suas portas olhavam para o norte.
5 Os passeios superiores eram da mesma maneira, porque o peristilo projetava-se a partir deles, da série de colunas abaixo e do espaço entre elas; havia, portanto, uma série de colunas com espaços entre elas, e dois pórticos.
6 Porque eles eram triplos, e não tinham colunas como as colunas dos que eram exteriores, por isto, elas se projetavam desde as mais baixas e desde as do meio, vindas do chão.
7 O lado externo era iluminado, tal como era com as câmaras do átrio exterior olhando para a frente das câmaras do norte, o seu comprimento era de cinquenta côvados.
8 Pois o comprimento das câmaras que olhavam para o átrio interior era de cinquenta côvados, e ficavam fronteiras às outras; o todo era de cem côvados.
9 Havia portas, nessas câmaras, para a saída em direção ao leste, de modo que alguém poderia passar por elas, vindo do átrio exterior,
10 pela abertura do caminho na esquina; e as partes do sul estavam direcionadas para o sul, em direção ao espaço restante e às câmaras separadas. Assim eram as câmaras.
11 O passeio estava em frente delas, de acordo com as medidas das câmaras para o norte, com o comprimento delas e com a sua largura, e de acordo com todas as suas aberturas, com todas as suas esquinas, com as suas janelas e com as suas portas.
12 Assim eram as medidas das câmaras para o sul, de acordo com as portas na entrada do caminho, como da largura de uma cana, a fim de passar a luz, olhando para o leste conforme se entrava por elas.
13 E ele me disse: As câmaras para o norte e as câmaras para o sul, em frente aos espaços vazios, estas são as câmaras do santuário em que os sacerdotes, os filhos de Zadoque, os quais se aproximam do Senhor, comerão as coisas santíssimas. Ali eles porão as coisas mais santas, a oferta de cereais, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa; porque o lugar é santo.
14 Ninguém ali entrará exceto os sacerdotes, e eles não sairão do santuário para o átrio exterior, para que todos aqueles que se aproximam de mim possam ser continuamente santos e não encostem as suas roupas, com as quais ministram, em algo corrompido; porque são santificadas. E vestir-se-ão de outras vestes sempre que entrarem em contato com as demais pessoas.
15 Desta forma a medição da casa, por dentro, foi completada. E levou-me ele para fora pelo caminho da porta que olha para o oriente, medindo o plano da casa em redor, ordenadamente.
16 Postou-se atrás da porta olhando para o oriente e mediu quinhentas canas com a cana de medir.
17 Voltou-se para o norte, e mediu na frente do lado norte quinhentas canas com a cana de medir.
18 Voltou-se para o ocidente, e mediu na frente do lado sul quinhentas canas  com a cana de medir.
19 E voltou-se para o sul, e mediu na frente do lado sul quinhentas canas com a cana de medir.
20 Os quatro lados ele mediu com a mesma cana, tendo delimitado a casa e o  seu entorno, uma medida de quinhentas canas para o leste, e uma largura de quinhentas canas, a fim de fazerem uma divisão entre o santuário e o muro exterior que pertencia ao projeto da casa.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 41

1 E levou-me para dentro do templo, cujo pórtico ele mediu; seis côvados de comprimento de um lado, e seis côvados de largura do outro lado.
2 A largura da entrada era de dez côvados, e as peças laterais da porta da entrada eram de cinco côvados de um lado e cinco côvados do outro. E mediu o comprimento, de quarenta côvados; e a sua largura, de vinte côvados.
3 Então ele foi para o átrio interior e mediu os umbrais da entrada, dois côvados; e a entrada, seis côvados; e as peças laterais da porta, sete côvados de um lado e sete côvados do outro lado.
4 Também mediu o seu comprimento desde a porta, que era de quarenta côvados, e a sua largura, de vinte côvados, diante do templo; e disse: Este é o lugar santíssimo.
5 E mediu a parede da casa, seis côvados, e a largura de cada lado, quatro côvados em redor.
6 Os lados, um lado sobre o outro, eram trinta câmaras em três andares, dos dois lados. Havia um espaço na parede da casa, em redor, para que os guardas pudessem olhar a fim de que ninguém que se aproximasse viesse a tocar nas suas paredes.
7 A largura dos lados superiores havia sido feita de acordo com a projeção para fora da parede, contra a saliência do andar superior em redor da casa, para ser mais larga acima, e com o fim de que os homens pudessem subir para as câmaras superiores daquelas abaixo, e do nível do chão para o terceiro andar.
8 No alto da casa, ao redor, cada espaço entre os lados era igual a uma cana de seis côvados.
9 A largura da parede de cada lado, por fora, era de cinco côvados, e também o espaço que fora deixado entre os lados da casa.
10 O espaço entre as câmaras era da largura de vinte côvados, ao redor da casa.
11 As entradas das câmaras estavam voltadas para o espaço deixado por aquela porta que olhava para o norte, e por aquela que olhava para o sul; e a largura do espaço aberto restante era de cinco côvados de extensão, ao redor.
12 A edificação divisória em frente ao espaço restante, para o oeste, era de setenta côvados de largura. A largura da parede da edificação divisória era de cinco côvados em redor, e o seu comprimento de noventa côvados.
13 Mediu ele na frente da casa um comprimento de cem côvados, com o espaço restante, e as edificações divisórias; e as suas paredes eram do comprimento de cem côvados.
14 E a largura na frente da casa, e os espaços restantes antes dela, eram de cem côvados.
15 Também mediu o tamanho da construção em frente ao espaço deixado na parte de trás da casa, e os espaços deixados de um lado e do outro lado tinham o comprimento de cem côvados. O templo, até os seus cantos, e o pórtico exterior eram forrados.
16 As janelas tinham treliças, dando luz ao redor dos três andares, podendo-se olhar através delas. A casa e as partes adjacentes eram apaineladas ao redor, assim como o chão, e do chão até às janelas. Destas, as persianas dobravam-se para trás, em três partes, para que se pudesse olhar por elas.
17 Do lado interno e do externo, e sobre todo o muro em redor, por dentro e por fora,
18 foram esculpidos querubins, e palmeiras entre os querubins. Cada querubim tinha dois rostos.
19 O rosto de um homem olhava em direção a uma palmeira, deste lado e do outro lado, e o rosto de um leão olhava em direção a outra palmeira, deste lado e do outro lado. A casa era totalmente esculpida,
20 do piso ao teto havia querubins e palmeiras esculpidos.
21 Os lados do santo lugar e do templo eram quadrados, e a entrada do santuário tinha a mesma aparência.
22 Havia um altar de madeira cuja altura era de três côvados, o seu comprimento de dois côvados, e a sua largura também de dois côvados; ele tinha chifres, e a sua base e os seus lados eram de madeira. E ele me disse: Esta é a mesa que está perante a face do Senhor.
23 O templo tinha duas portas, e o santuário também duas portas, com duas folhas que giravam, para cada uma delas:
24 duas folhas para uma porta e duas folhas para a outra porta.
25 Havia sobre elas uma obra esculpida, querubins nas portas do templo, e também palmeiras, de acordo com a obra esculpida do santuário. E havia grossas traves de madeira na frente do pórtico, por fora.
26 Havia também janelas secretas. Ele mediu de um lado ao outro, até o forro do pórtico; e os lados da casa estavam completamente revestidos.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 40

1 E sucedeu que no ano vinte e cinco do nosso cativeiro, no primeiro mês, no décimo dia do mês, no décimo quarto ano após a tomada da cidade, naquele mesmo dia, a mão do Senhor esteve sobre mim;
2. e trouxe-me, em uma visão de Deus, para a terra de Israel, pondo-me sobre um monte muito alto sobre o qual havia como que a estrutura de uma cidade diante de mim.
3 Levou-me para lá, e eis que estava ali um homem cuja aparência tinha o brilho do bronze. Em sua mão havia um cordel de construtor e uma cana de medir, e ele estava parado no portão.
4 E o homem disse-me: Olha com os teus olhos para aquele que vês, filho do homem, ouve com os teus ouvidos e põe no teu coração todas as coisas que eu te mostrarei; pois foste trazido aqui com o fim de que eu possa mostrar-te isto. E anunciarás todas as coisas que vês à casa de Israel.
5 Eis que havia um muro em redor da casa, por fora dela, e na mão do homem estava uma cana, a medida da qual era de seis côvados, cada côvado com um palmo a mais. E ele mediu através do muro frontal. Sua largura era igual à da cana, e a sua altura também igual.
6 Entrou ele por sete degraus para a porta que olha para o oriente, e mediu através do limiar da porta, que era igual à medida da cana.
7 Cada câmara era igual em comprimento à cana, e igual também em largura. O espaço entre as câmaras media seis côvados. A segunda câmara era igual em largura à cana, e igual também em comprimento; e o seu batente era de cinco côvados.
8 A terceira câmara era de comprimento igual ao da cana, e igual também em largura.
9 O vestíbulo da entrada (perto do vestíbulo da porta) era de oito côvados, e as suas ombreiras eram de dois côvados; e o vestíbulo da porta estava por dentro.
10 As câmaras da porta, câmara em frente à câmara, eram três de um lado e três do outro lado, havendo uma só medida para as três. E havia uma mesma medida para os pórticos deste lado e para os do outro lado.
11 Mediu ele a largura da porta da entrada, dez côvados; e o comprimento da entrada, treze côvados.
12 O espaço diante das câmaras reduzia-se a um côvado à frente das câmaras, de um lado e de outro lado. Cada câmara tinha seis côvados de um lado, e seis côvados do outro lado.
13 E mediu desde a parede de uma câmara até a parede da outra câmara. A largura era de vinte e cinco côvados, uma porta em frente à outra porta.
14 O espaço aberto do vestíbulo da porta, fora, era de vinte côvados para as câmaras em redor da porta.
15 Desde o espaço aberto da porta exterior até o espaço aberto do vestíbulo da porta interior havia cinquenta côvados.
16 Havia também janelas secretas para as câmaras e para os pórticos que se encontravam para dentro da porta do pátio, em redor, e da mesma maneira janelas para os vestíbulos que se encontravam em redor, por dentro; e, nos pórticos, havia palmeiras de um lado e do outro lado.
17 Levou-me ele para o átrio interior, e eis que havia câmaras e peristilos ao redor do átrio; trinta câmaras dentro dos intervalos das colunas.
18 Ficavam, os pórticos, atrás das portas. O peristilo mais baixo era de acordo com o comprimento para as portas.
19 Ele mediu a largura do átrio, do espaço aberto da porta exterior, de seu lado interno, até o espaço aberto da porta olhando para fora. De cem côvados era a distância até a porta olhando para o oriente. Então ele me trouxe para o norte,
20 e eis uma porta olhando para o norte, no átrio exterior; e mediu-a, tanto no comprimento como na largura.
21 As suas câmaras eram três dum lado e três do outro lado. E as ombreiras, os pórticos e as palmeiras das mesmas estavam de acordo com as medidas da porta que olha para o oriente. O seu comprimento era de cinquenta côvados, e a sua largura de vinte e cinco côvados.
22 As suas janelas, os seus pórticos e as suas palmeiras estavam de acordo com as dimensões da porta olhando para o leste. Subia-se a ela por sete degraus, e os seus pórticos estavam por dentro.
23 Havia uma porta para o átrio interior, defronte à porta do norte, à maneira da porta olhando para a do oriente. Ele mediu o átrio de porta a porta, cem côvados.
24 Levou-me, então, para o lado do sul, e eis uma porta olhando nesta direção. Mediu-a, e as suas câmaras, as suas ombreiras e os seus pórticos estavam todos de acordo com as mesmas dimensões.
25 As suas janelas e os seus pórticos ao redor eram de acordo com as janelas do outro pórtico. O seu comprimento, igualmente, era de cinquenta côvados, e a sua largura de vinte e cinco côvados.
26 Havia sete degraus e pórticos interiores, e palmeiras nas ombreiras, uma de um lado e uma do outro lado.
27 E havia uma porta em frente à porta do átrio interior, olhando para o sul. Mediu ele o átrio, de porta a porta, cem côvados de largura em direção ao sul.
28 E levou-me para o átrio interior da porta do sul, medindo a porta de acordo com estas mesmas medidas.
29 As câmaras, as ombreiras e os pórticos eram de acordo com estas mesmas medidas. Havia, também, janelas para ela e para os pórticos em redor. O seu comprimento era de cinquenta côvados, e a sua largura de vinte e cinco côvados,
30, 31 Os arcos olhavam do pórtico para o átrio exterior. Havia palmeiras em suas ombreiras, e oito degraus.
32 E levou-me pela porta que olha para o oriente, medindo-a conforme estas medidas.
33 As suas câmaras, as ombreiras e os arcos eram de acordo com estas mesmas medidas; e havia também janelas para ela, e arcos em redor. O seu comprimento era de cinquenta côvados, e a sua largura de vinte e cinco côvados.
34 Havia arcos que se abriam para o átrio interior, e palmeiras nas ombreiras, deste lado e do outro lado; e havia nela oito degraus.
35 E levou-me pela porta do norte, e mediu-a conforme estas mesmas medidas,
36 e as suas câmaras, as suas ombreiras e os seus pórticos. Tinha ela janelas em redor, e nos seus pórticos. O seu comprimento era de cinquenta côvados, e a sua largura de vinte e cinco côvados.
37 Os seus pórticos olhavam para o átrio exterior, e havia palmeiras nas suas ombreiras, dos dois lados. Tinha ela oito degraus.
38 As suas câmaras, as suas entradas e os seus pórticos, na segunda porta, possuíam um dreno,
39 a fim de que matassem nela as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa.
40 E por trás do dreno para os holocaustos, ao norte, duas mesas para o oriente, atrás da segunda porta; e antes do pórtico da porta duas mesas, também para o oriente,
41 quatro de um lado e quatro do outro lado, atrás da porta; nelas matavam as vítimas, sobre essas oito mesas de sacrifícios.
42 Havia quatro mesas de pedras lavradas para os holocaustos. A largura delas era de um côvado e meio, o seu comprimento de dois côvados e meio, e a sua altura de um côvado. Sobre elas deveriam ser colocados os instrumentos com os quais matavam os holocaustos e as vítimas.
43 Tinham elas, por dentro, uma borda de pedra talhada em redor, da largura de quatro dedos; e sobre as mesas, no alto, telas para protegerem-nas da chuva e do calor.
44 Levou-me ele para o átrio interior, e eis que havia duas câmaras nele, uma atrás da porta olhando para o norte, mas levando para o sul, e outra atrás da porta do sul, mas olhando para o norte.
45 E ele me disse: Esta câmara que olha para o sul é para os sacerdotes que estão encarregados do serviço da casa.
46 Mas a câmara que olha para o norte é para os sacerdotes que estão encarregados do serviço do altar. Estes são os filhos de Zadoque, os da tribo de Levi que se aproximam do Senhor para servi-lo.
47 E mediu o átrio, cujo comprimento era de cem côvados, e cuja largura era também de cem côvados, nos seus quatro lados; e o altar em frente da casa.
48 Levou-me, então, para o pórtico da casa. E mediu as ombreiras do pórtico: a sua largura era de cinco côvados de um lado e cinco côvados do outro lado. A largura da porta era de catorze côvados, e as peças laterais da porta do pórtico eram de três côvados de um lado e três côvados do outro lado.
49 O comprimento do pórtico era de vinte côvados, e a sua largura de doze côvados. Subia-se a ele por dez degraus, e havia colunas para o pórtico, uma de um lado e outra de outro lado.

domingo, 28 de maio de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 39

1 Tu, ó filho do homem, profetiza contra Gogue, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, Meseque e Tubal.
2 Ajuntar-te-ei e te conduzirei, erguendo-te na extremidade do norte, e te farei subir aos montes de Israel .
3 Eu irei destruir o arco da tua mão esquerda e as flechas da tua mão direita, e lançar-te-ei para baixo, sobre as montanhas de Israel;
4 tu cairás, e tudo o que te pertence; e as nações que estão contigo serão entregues à multidões de aves, a todos os pássaros. Eu te tenho dado, também, à todas as feras do campo para seres devorado.
5 Tu cairás sobre a face do campo, pois eu o falei, diz o Senhor.
6 Enviarei um fogo sobre Gogue, e as ilhas serão habitadas em segurança; e saberão que eu sou o Senhor.
7 O meu santo nome será conhecido no meio do meu povo de Israel. Não deverá mais ser profanado o meu santo nome, e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel.
8 Eis que vem, e conhecerás que será assim, diz o Senhor Deus. Este é o dia sobre o qual já falei.
9 Então os que habitam as cidades de Israel sairão e farão uma fogueira com as armas, com os escudos e as lanças, com os arcos e as flechas, com os bastões de mão e os dardos, e manterão o fogo queimando com eles por sete anos.
10 Não tirarão mais qualquer lenha do campo nem cortarão madeira das florestas, mas queimarão as armas com fogo. Saquearão aos que os saquearam e despojarão aos que os despojaram, diz o Senhor.
11 Sucederá, naquele dia, que darei a Gogue um lugar de renome, um túmulo em Israel, um local de sepultamento próximo do mar. Construi-lo-ão ao redor da saída do vale, e lá deverão enterrar a Gogue e a toda a sua multidão. O lugar será, então, chamado o cemitério de Gogue.
12 A casa de Israel deverá enterrá-los, a fim de que a terra possa ser limpa, no espaço de sete meses.
13 Sim, todo o povo da terra os sepultará, e será para eles um lugar de renome no dia em que eu for glorificado, diz o Senhor.
14 Eles deverão nomear homens com o fim de passarem continuamente pela terra para enterrar aqueles que forem deixados na face dela, purificando-a após o espaço de sete meses. E eles irão procurá-los.
15 Todo aquele que passar pela terra, vendo um osso de homem deverá colocar uma marca junto dele, até que os sepultadores o tenham enterrado no vale, no cemitério de Gogue.
16 Porquanto o nome da cidade será Cemitério. E assim a terra será purificada.
17 Mas tu, ó filho do homem, diz, assim diz o Senhor: Dize à todas as aves e à todas as feras do campo: Reuni-vos, e vinde; ajuntai-vos de todos os lugares ao redor para o meu sacrifício que eu vos preparei, sacrifício grande nos montes de Israel. E comereis carne e bebereis sangue.
18 Comereis a carne de homens poderosos, e haveis de beber o sangue dos príncipes da terra, de carneiros, bezerros e bodes; todos eles bezerros cevados.
19 Comereis a gordura até vos saciardes, e bebereis o sangue até vos embriagardes, do meu sacrifício que eu preparei para vós.
20 Ficareis fartos na minha mesa, comendo cavalo e cavaleiro, e todo homem poderoso, e cada guerreiro, diz o Senhor.
21 Eu estabelecerei a minha glória entre vós, e todas as nações verão o meu juízo que tenho feito, e a minha mão que tenho trazido sobre eles.
22 E a casa de Israel saberá que eu sou o Senhor, o seu Deus, deste dia em diante.
23 Todas as nações saberão que os da casa de Israel foram levados cativos por causa de seus pecados, porquanto se rebelaram contra mim e eu escondi deles o meu rosto, entregando-os nas mãos de seus inimigos; e todos eles caíram pela espada.
24 De acordo com as suas imundícies e de acordo com as suas transgressões eu lidei com eles, e escondi deles o meu rosto.
25 Portanto, assim diz o Senhor Deus: Irei mudar, neste dia, o cativeiro de Jacó e me compadecerei da casa de Israel; e terei zelos, por causa do meu santo nome.
26 Eles levarão o seu opróbrio e a sua iniquidade que cometeram quando habitavam em paz na sua terra. Entretanto, não haverá ninguém para aterrorizá-los.
27 Quando eu os tornar a trazer de entre as nações, congregando-os dentre as suas terras, serei santificado no meio deles, na presença das nações.
28 E saberão que eu sou o Senhor seu Deus, quando tiver sido manifesto a eles entre as nações.
29 Não mais irei esconder deles o meu rosto, porquanto derramei o meu furor sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 38

1 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
2 Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, e contra a terra de Magogue,  príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal, e profetiza contra ele;
3 e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Senhor: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal.
4 Ajuntar-te-ei, e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestindo couraças, uma grande multidão com escudos, capacetes e espadas;
5 persas, etíopes e líbios, todos com capacetes e escudos;
6 Gômer, e todos os que lhe pertencem; a casa de Togarma, desde os confins do norte, e todos os que lhe pertencem; e muitas nações contigo.
7 Sê preparado, dispõe-te, tu e toda a tua multidão que se reuniu contigo, pois serás para mim por uma guarda.
8 Deverá ele estar preparado, depois de muitos dias, e virá no final dos anos, chegando à uma terra que se recuperou da espada, quando as pessoas tiverem sido ajuntadas de muitas nações, sobre a terra de Israel que estava inteiramente desolada. Virá ele das nações, e todos eles habitarão seguramente.
9 Subirás como chuva, chegando tal uma nuvem para encobrir a terra; e lá estarás, tu e todos os que se encontram ao teu redor, e muitas nações contigo.
10 Assim diz o Senhor Deus: Deverá também acontecer, naquele dia, que pensamentos subirão ao teu coração, e conceberás disposições malignas.
11 Pois dirás: Subirei à terra que foi rejeitada. Virei contra os que estão à vontade, em tranquilidade e habitando em paz. Todos eles habitando em uma terra na qual não há nenhum muro nem trancas, nem têm eles portas.
12 Virei para saquear e tomar o seu despojo; para voltar as minhas mãos contra a terra desolada que agora é habitada, e contra uma nação que foi ajuntada a partir de muitas nações, que adquiriu propriedades e que habita no meio da terra.
13 Sabá e Dedã, cartagineses comerciantes e todas as suas aldeias, irão dizer-te: Vieste para saquear, tomar a presa e obter despojos? Tens reunido a tua multidão a fim de levar a prata e o ouro, para carregar as posses e tomar grandes despojos?
14 Portanto, profetiza, ó filho do homem, e dize a Gogue: Assim diz o Senhor: Não subirás tu, naquele dia, quando o meu povo Israel estiver habitando em segurança,
15 saindo do teu lugar, do norte mais distante, e muitas nações contigo, todos eles montados em cavalos, uma grande multidão e um poderoso exército?
16 Pois subirás contra o meu povo Israel como uma nuvem para encobrir a terra. Virá a suceder, nos últimos dias, que eu te farei vir sobre a minha terra, a fim de que todas as nações me conheçam quando eu for santificado em ti, diante deles.
17 Assim diz o Senhor Deus a Gogue: Tu és aquele de quem eu disse nos tempos antigos, por intermédio de meus servos, os profetas de Israel, naqueles dias e anos, que te faria subir contra eles.
18 E sucederá naquele dia, no dia em que vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus,
19 que o meu furor e o meu zelo se levantarão, e irei falar no fogo da minha ira. Com certeza, naquele dia, haverá um grande tremor na terra de Israel.
20 Os peixes do mar se estremecerão na presença do Senhor, bem como as aves do céu e as feras do campo, os répteis todos que se arrastam sobre a terra e também todos os homens que estão sobre a face dela. As montanhas serão rasgadas e os vales cairão, e todo muro que há na terra desabará.
21 Congregarei contra ele todos os temores, diz o Senhor. A espada de cada um se voltará contra o seu irmão.
22 Julgá-lo-ei por meio da peste e do sangue, da chuva impetuosa e do granizo; farei chover sobre ele fogo e enxofre, e sobre todos os que estiverem com ele, sobre as muitas nações com ele.
23 Então serei engrandecido, santificado e glorificado. Serei conhecido na presença de muitas nações, e saberão que eu sou o Senhor.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 37

1 Então a mão do Senhor veio sobre mim, e o Senhor me levou pelo Espírito, pondo-me no meio de uma planície. E ela estava cheia de ossos humanos.
2 E conduziu-me ao redor deles, em todas as direções; mas eis que eram muito numerosos sobre a face da planície, e estavam mui secos.
3 E disse-me: Filho do homem, irão viver estes ossos? Respondi-lhe: Senhor Deus, tu o sabes.
4 E ele me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Vós ossos secos, ouvi a palavra do Senhor! 
5 Assim diz o Senhor a estes ossos: Eis que trarei sobre vós o fôlego de vida;
6 porei nervos sobre vós, farei crescer carne sobre vós, irei espalhar pele sobre vós, e em vós colocarei o meu Espírito. Vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor.
7 Então profetizei como o Senhor me ordenara. E sucedeu, enquanto eu profetizava, que houve um rebuliço e os ossos aproximaram-se, cada um, da sua junta.
8 Olhei, e eis que tendões e carne cresceram sobre eles, e a pele veio sobre eles; contudo, não havia neles o fôlego.
9 E ele me disse: Profetiza ao fôlego de vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego de vida: Assim diz o Senhor: Vem dos quatro ventos e assopra sobre estes mortos, e fá-los viverem.
10 Então profetizei como ele me ordenara. E o fôlego de vida entrou neles, e viveram; e puseram-se em pé, uma grande congregação.
11 E o Senhor me falou, dizendo: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Todavia eles dizem: Os nossos ossos se tornaram secos; nossa esperança pereceu, estamos desgastados.
12 Portanto, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, fazendo-vos subir delas, e vos trarei à terra de Israel.
13 Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir as vossas sepulturas para que possa fazer subir delas o meu povo.
14 Porei o meu Espírito dentro de vós e vivereis, e estabelecer-vos-ei na vossa própria terra; e sabereis que eu sou o Senhor. Eu o falei, e irei cumpri-lo, diz o Senhor.
15 E a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
16 Filho do homem, toma para ti uma vara e escreve nela: Judá e os filhos de Israel, seus companheiros. Tomarás para ti outra vara, e escreverás nela: José, a vara de Efraim, e todos os filhos de Israel que lhe pertencem.
17 Tu as levarás contigo, juntas, de modo que estejam ligadas em só uma vara. E elas estarão na tua mão.
18 E será que quando os filhos do teu povo te disserem: Porventura não irás falar-nos o que queres dizer com essas coisas?
19 que lhes dirás: Assim diz o Senhor: Eis que eu tomarei a tribo de José, que estava na mão de Efraim, e as tribos de Israel que lhe pertencem, e irei adicioná-las à tribo de Judá; e elas se tornarão uma só vara na mão de Judá.
20 E as varas em que fizeste a gravação estarão na tua mão, em sua presença.
21 Mas tu, dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que irei tirar toda a casa de Israel dentre as nações para o meio das quais eles foram, e os congregarei de todos os que estão ao seu redor. E irei trazê-los para a terra de Israel.
22 Farei deles uma nação na minha terra, nas montanhas de Israel. Eles terão um só príncipe, não haverá mais duas nações nem estarão mais divididos, de maneira alguma, em dois reinos,
23 a fim de que não mais se contaminem com os seus ídolos. Livrá-los-ei de todas as suas transgressões nas quais pecaram, e os purificarei. Eles serão o meu povo, e eu, o Senhor, serei o seu Deus.
24 O meu servo Davi será príncipe no meio deles, e haverá um só pastor para todos eles, pois andarão em meus estatutos e guardarão os meus juízos, e os cumprirão.
25 Habitarão na sua terra, a qual dei ao meu servo Jacó, onde seus pais moravam; habitarão nela, e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.
26 Farei com eles um pacto de paz. Haverá uma aliança eterna com eles, e eu estabelecerei o meu santuário no meio deles para sempre.
27 O meu tabernáculo estará entre eles, eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
28 Então as nações saberão que eu sou o Senhor que os santifica, quando o meu santuário estiver no meio deles, para sempre.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 36

1 E tu, ó filho do homem, profetiza aos montes de Israel. E dize aos montes de Israel: Ouvi a palavra do Senhor!
2 Assim diz o Senhor Deus: Visto que disse o inimigo contra vós: Ah, as antigas ruínas se tornaram uma possessão para nós!
3 Portanto, profetiza e dize: Assim diz o Senhor Deus: Porque fostes desonrados e odiados por aqueles ao vosso redor, a ponto de tornar-vos uma possessão para o restante das nações, e vos tornastes um provérbio e um motivo de opróbrio entre as nações;
4 portanto, ó montes de Israel, ouvi a palavra do Senhor! Assim diz o Senhor aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales, aos lugares que foram feitos desolados e destruídos, e às cidades que foram abandonadas para tornarem-se presa e serem pisoteadas pelas nações que foram deixadas ao seu redor;
5 assim diz o Senhor: Em verdade, no fogo da minha ira falei contra o resto das nações e contra todo o Edom, porquanto eles se apropriaram de minha terra para si mesmos como uma possessão, alegrando-se com isso e desprezando a vida dos seus habitantes, com o fim de destruí-la por pilhagem.
6 Portanto, profetiza sobre a terra de Israel, e dize aos montes, aos outeiros, aos vales e as florestas: Assim diz o Senhor: Eis que vos tenho falado no meu zelo e no meu furor, pois levastes sobre vós as censuras dos gentios.
7 Portanto, levantarei a minha mão contra as nações que estão ao redor de vós. Elas levarão o seu opróbrio.
8 Todavia, as vossas uvas e os vossos frutos, ó montes de Israel, o meu povo deverá comer. Pois eles estão esperando para vir.
9 Porque eis que eu sou por vós; terei consideração por vós, e sereis lavrados e semeados.
10 Multiplicarei homens sobre vós, toda a casa de Israel; sim, toda ela. As cidades serão habitadas e a terra assolada terá construções sobre si.
11 Multiplicarei homens e gado sobre vós, far-vos-ei ser habitados como dantes, e irei tratar-vos bem, como em vossos tempos antigos. E sabereis que eu sou o Senhor.
12 Multiplicarei homens sobre vós, o meu povo de Israel. Eles vos herdarão, e ser-lhes-eis por uma possessão. E nunca mais sereis despojados deles.
13 Assim diz o Senhor Deus: Porquanto disseram: És terra que devora homens, e tens sido despojada de sua nação.
14 Portanto não mais devorarás homens e nunca mais despojarás a tua nação, diz o Senhor Deus.
15 Nunca mais será ouvido contra vós o opróbrio das nações, e não mais suportareis os ultrajes dos povos, diz o Senhor Deus.
16 E a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
17 Filho do homem, a casa de Israel habitava na sua terra, mas eles a contaminaram com os seus caminhos, com os seus ídolos e com as suas imundícies. O seu caminho estava diante de mim como a imundícia de uma mulher menstruada.
18 Então eu derramei o meu furor sobre eles,
19 e os dispersei entre as nações, espalhando-os totalmente pelas terras; eu os julguei de acordo com o seu caminho e de acordo com o seu pecado.
20 Entraram eles nas nações para as quais foram, e profanaram o meu santo nome, enquanto se dizia deles: Estes são o povo do Senhor, os quais saíram da sua terra.
21 Eu, porém, os tenho poupado, por causa do meu santo nome que a casa de Israel profanou entre as nações para as quais eles foram.
22 Portanto, dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor: Não fiz isso, ó casa de Israel, por vossa causa, mas por causa do meu santo nome que tendes profanado entre as nações para as quais fostes.
23 Eu santificarei o meu grande nome que foi profanado entre as nações, que vós profanastes no meio delas; e as nações saberão que eu sou o Senhor quando for santificado entre vós, diante dos seus olhos.
24 Tomar-vos-ei dentre as nações, congregando-vos de todas as terras, e vos trarei para a vossa terra; 
25 espargirei água pura sobre vós, e sereis purgados de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos. Eu mesmo vos purificarei.
26 Dar-vos-ei um coração novo, e porei um espírito novo em vós; tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
27 Porei o meu Espírito em vós, farei que andeis nas minhas ordenanças e guardeis os meus juízos, praticando-os.
28 Vós, pois, habitareis sobre a terra que dei a vossos pais. Sereis para mim um povo e eu serei Deus para vós.
29 Livrar-vos-ei de todas as vossas imundícies. Mandarei vir o trigo e o multiplicarei, e não mais trarei a fome sobre vós.
30 Multiplicarei o fruto das árvores e os produtos do campo, para que não leveis o opróbrio da fome entre as nações.
31 Lembrar-vos-eis, então, dos vossos maus caminhos e das vossas práticas que não eram boas, e sereis odiosos aos vossos próprios olhos por causa das vossas transgressões e das vossas abominações.
32 Não é por amor de vós que eu faço isso, diz o Senhor Deus, como é bem conhecido de vós. Senti-vos, pois, envergonhados e confundidos por causa dos vossos caminhos, ó casa de Israel!
33 Assim diz o Senhor Deus: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniquidades também farei com que as cidades sejam habitadas. Os lugares devastados serão edificados,
34 e a terra assolada será cultivada, ainda que estava assolada aos olhos de cada um que passava por ela.
35 E dirão: Aquela terra desolada tornou-se como um jardim de delícias, e as cidades baldias, assoladas e destruídas, estão habitadas.
36 Então as nações, todas aquelas que forem deixadas ao redor de vós, saberão que eu, o Senhor, construí as cidades arruinadas e plantei os terrenos abandonados. Eu, o Senhor, o disse e o farei.
37 Assim diz o Senhor Deus: Ainda para este fim eu serei procurado pela casa de Israel, para os estabelecer; e irei multiplicá-los, tanto homens como ovelhas.
38 Como ovelhas santas, como as ovelhas de Jerusalém nas suas festas, assim as cidades desertas se encherão de rebanhos de homens. E saberão que eu sou o Senhor.

sábado, 27 de maio de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 35

1 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
2 Filho do homem, dirige o teu rosto contra o monte Seir, e profetiza contra ele,
3 e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó monte Seir, e estenderei a minha mão contra ti, fazendo-te arruinado; e serás desolado.
4 Farei desertas as tuas cidades, e serás uma desolação; e saberás que eu sou o Senhor.
5 Porquanto tens sido um inimigo perpétuo, e tens armado ciladas, ardilosamente, para a casa de Israel com a mão de inimigos armados de espada, no tempo da injustiça e no tempo do fim.
6 Portanto, como eu vivo, diz o Senhor Deus, verdadeiramente tens pecado até o sangue, e por isso o sangue te perseguirá.
7 Farei do monte Seir uma ruína, torná-lo-ei desolado e eliminarei de sobre ele os homens e os animais.
8 Encherei os teus montes e os teus vales com homens mortos, e em todas as tuas planícies cairão em ti os homens mortos com a espada.
9 Farei de ti uma desolação perpétua, e as tuas cidades nunca mais serão habitadas; e saberás que eu sou o Senhor.
10 Porquanto disseste: As duas nações e as duas terras serão minhas, e irei herdá-las, ainda que o Senhor se encontra lá!
11 Portanto, vivo eu, diz o Senhor, que irei falar contigo de acordo com a tua inimizade; e dar-me-ei a conhecer para ti, quando eu te julgar,
12 e saberás que eu sou o Senhor. Ouvi a voz das tuas blasfêmias, enquanto dizias: As montanhas do deserto de Israel foram dadas a nós para alimento.
13 E tens falado palavras vãs contra mim, com a tua boca. Eu as tenho ouvido.
14 Assim diz o Senhor: Enquanto toda a terra estiver se regozijando, farei de ti um deserto.
15 Tornar-te-ás deserto, ó monte Seir, e todo o Edom, o qual será totalmente consumido. E saberás que eu sou o Senhor, seu Deus.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 34

1 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
2 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel, profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ó pastores de Israel! Alimentam-se os pastores a si mesmos? Não alimentam, os pastores, às ovelhas?
3 Eis que vos alimentais com o leite, revesti-vos com a lã e matais as que são gordas. Contudo, vós não apascentais as minhas ovelhas.
4 A fraca não tendes fortalecido, da doente não tendes cuidado, a que está machucada não ligastes, a desviada não fizestes voltar e a que está perdida não fostes procurar; e a forte vós tendes sobrecarregado com trabalho.
5 As minhas ovelhas se espalharam, porquanto não havia pastores, tornando-se pasto à todas as feras do campo.
6 As minhas ovelhas foram espalhadas por todos os montes e por todo alto outeiro; sim, elas estavam espalhadas sobre a face da terra, e não havia ninguém para procurá-las nem para trazê-las de volta.
7 Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:
8 Vivo eu, diz o Senhor Deus, uma vez que as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e que as minhas ovelhas tornaram-se carne para todos os animais selváticos do campo, porquanto não havia pastores, e os pastores não procuravam as minhas ovelhas, e porque os pastores se alimentavam, mas não alimentavam as minhas ovelhas;
9 por esta razão, ó pastores,
10 assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores. Exigirei as minhas ovelhas de suas mãos, e irei removê-los para que nunca mais apascentem as minhas ovelhas. E os pastores já não irão alimentá-las. Eu livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e elas deixarão de ser carne para eles.
11 Pois assim diz o Senhor Deus: Eis que eu buscarei as minhas ovelhas, e irei visitá-las.
12 Como o pastor busca o seu rebanho no dia em que há escuridão e nuvens, indo no meio das ovelhas que estão dispersas, assim eu buscarei as minhas ovelhas e as farei voltar de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de escuridão e nuvens.
13 Irei trazê-las dos gentios e as congregarei dos países, introduzindo-as na sua terra; apascentá-las-ei sobre os montes de Israel e nos vales, e em cada lugar habitado da terra.
14 Eu irei alimentá-las em um bom pasto, em um alto monte de Israel; seus rebanhos deverão estar lá, e elas se deitarão e repousarão, em prosperidade perfeita; e pastarão em um pasto abundante nas montanhas de Israel.
15 Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, eu as farei repousar, e saberão que eu sou o Senhor. Assim diz o Senhor Deus.
16 Pois irei buscar a que está perdida, recuperar a que se desviou, ligar a que está quebrada, fortalecer a que desfalece e guardar as que estão fortes; e alimentá-las-ei com a justiça.
17 Quanto a vós, ovelhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu irei distinguir entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.
18 Não é suficiente para vós que vos alimentastes em um bom pasto, que ainda pisoteais com os pés o restante de vosso pasto? Que bebestes da água tranquila, e ainda turvais o restante com os vossos pés?
19 Pois as minhas ovelhas alimentaram-se com o que tínheis pisado com os vossos pés, e beberam da água que havia sido turvada por vossos pés.
20 Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu irei fazer separação entre as ovelhas fortes e as ovelhas fracas.
21 Vós empurrastes com vossos lados e ombros, arremetestes com vossos chifres, e cruelmente tratastes a todas as adoentadas.
22 Portanto, livrarei as minhas ovelhas, e elas não deverão servir mais de presa; e julgarei entre carneiro e carneiro.
23 Levantarei um pastor sobre elas, o qual irá cuidar delas, o meu servo Davi; ele será o seu pastor.
24 Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e Davi será príncipe no meio delas. Eu, o Senhor, o disse.
25 Farei com Davi uma aliança de paz, e destruirei totalmente as feras da terra. Elas habitarão seguras no deserto, e dormirão nas florestas.
26 Estabelecê-las-ei ao redor da minha montanha e dar-lhes-ei a chuva, a chuva de bênçãos.
27 As árvores que estão no campo darão o seu fruto, a terra dará a sua força, e elas habitarão na confiança de paz, em suas terras. Saberão que eu sou o Senhor, quando quebrar o seu jugo; pois livrá-las-ei da mão dos que se serviam delas.
28 Nunca mais virão a servir de presa para as nações, e as feras da terra nunca mais as devorarão; habitarão em segurança e não haverá quem as espante.
29 Eu levantarei para elas uma plantação de paz, e não mais morrerão de fome sobre a terra; e nunca mais carregarão o opróbrio das nações.
30 Saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, e elas o meu povo. Ó casa de Israel, diz o Senhor Deus, 
31 vós sois as minhas ovelhas, as ovelhas do meu rebanho, e eu sou o Senhor, vosso Deus, diz o Senhor Deus.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 33

1 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Filho do homem, fala aos filhos do teu povo, e dize-lhes: Em qualquer terra sobre a qual eu trouxer uma espada, e o povo daquela terra tomar um homem dos seus, constituindo-o por seu atalaia;
3 se ele vir a espada vindo sobre a terra e tocar a trombeta, e soar um alarme para as pessoas,
4 se aquele que ouve o som da trombeta ouvir de fato, e ainda assim não tomar cuidado, e a espada vir sobre ele, trespassando-o, o seu sangue estará sobre a sua cabeça.
5 Porquanto ele ouviu o som da trombeta, contudo não teve cuidado, o seu sangue será sobre ele. Mas o outro, porque tomou cuidado, livrou a sua alma.
6 Entretanto, se o atalaia vir que vem a espada, mas não tocar a trombeta, e as pessoas não vigiarem; e se a espada vier, tomando uma alma dentre eles, essa alma terá sido tomada por causa da sua iniquidade. Todavia, o seu sangue eu o requererei da mão do atalaia.
7 E quanto a ti, ó filho do homem, eu te constituí como vigia sobre a casa de Israel, e ouvirás a palavra da minha boca.
8 Se eu disser ao pecador: Certamente morrerás; e tu não falares para desviar o ímpio do seu caminho, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade. O seu sangue, porém, eu o requererei da tua mão.
9 Entretanto, se avisares o ímpio do seu caminho para que se afaste dele, todavia ele não se converter do seu caminho, morrerá na sua iniquidade; tu, porém, livraste a tua alma.
10 E tu, ó filho do homem, dize à casa de Israel: Assim haveis falado, dizendo: Os nossos erros e as nossas iniquidades pesam sobre nós, e desfalecemos neles. Como, então, viveremos?
11 Dize-lhes: Assim diz o Senhor: Como eu vivo, não desejo a morte do ímpio, mas que ele se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, de coração, do vosso caminho. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel?
12 Dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia em que errar, e a iniquidade do ímpio não o prejudicará no dia em que se converter da sua maldade; o justo, porém, se errar não deverá ser capaz de livrar-se.
13 Quando eu disser ao justo: Viverás; e ele, confiando na sua justiça, praticar a iniquidade, nenhuma das suas obras de justiça será lembrada; em sua injustiça, que tem feito, nela deverá morrer.
14 E quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e ele se converter do seu pecado, praticando juízo e justiça,
15 e devolver o penhor, e pagar o que roubou, e andar nos preceitos da vida de modo a não fazer nada de errado, certamente ele viverá, não morrerá;
16 nenhum de seus pecados que cometeu será lembrado. Porquanto ele tem praticado o juízo e a justiça, por elas viverá.
17 Todavia, os filhos do teu povo irão dizer: O caminho do Senhor não é reto; ainda que o seu próprio caminho não é reto.
18 Quando o justo se afastar de sua justiça, cometendo iniquidades, então ele morrerá nelas.
19 E quando o pecador se apartar da sua iniquidade, fazendo juízo e justiça, viverá por esses.
20 Entretanto, isto é o que dizeis: O caminho do Senhor não é reto. Eu vos julgarei, ó casa de Israel, cada um por seus caminhos!
21 E sucedeu que no décimo ano do nosso cativeiro, no décimo segundo mês, no quinto dia do mês, um que tinha escapado de Jerusalém veio a mim, dizendo: A cidade está tomada.
22 Ora, a mão do Senhor havia vindo sobre mim pela tarde, antes que o que tinha escapado chegasse, e ele abriu a minha boca quando aquele veio a mim na parte da manhã. E a minha boca estava aberta, já não mais se mantinha fechada.
23 E a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
24 Filho do homem, os que habitam nos lugares desolados sobre a terra de Israel dizem: Abraão era um só, contudo possuiu a terra! e nós somos mais numerosos. Para nós a terra é dada em possessão.
25, 26, 27 Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Como eu vivo, os que estão em lugares desolados cairão pelas espadas, os que estão na planície aberta serão dados por alimento às feras do campo, e os que estão nas cidades fortificadas e nas cavernas eu os matarei com a pestilência.
28 Tornarei a terra deserta, e a soberba da sua força perecerá; os montes de Israel tornar-se-ão desolados por motivo de nenhum homem passar mais por eles.
29 Saberão que eu sou o Senhor, porquanto irei fazer deserta a sua terra, e ela deverá tornar-se desolada por causa de todas as abominações que cometeram.
30 E quanto a ti, filho do homem, os filhos do teu povo são os que falam a teu respeito junto aos muros e nas varandas das casas. E eles falam um para o outro, dizendo: Vamos reunir-nos e ouvir as palavras que procedem do Senhor!
31 Eles vêm ter contigo como um povo reunido, assentam-se diante de ti e ouvem as tuas palavras. Todavia, não irão praticá-las, porquanto há falsidade em sua boca e o seu coração vai atrás das suas corrupções.
32 Tu és para eles como o som de um doce saltério bem afinado. Eles irão ouvir as tuas palavras, mas não as cumprirão.
33 Entretanto, quando tudo isto vier a suceder, irão dizer: Eis que aconteceu! E saberão que houve um profeta no meio deles.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 32

1 Sucedeu que no ano duodécimo, no décimo mês, no primeiro dia do mês, a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
2 Filho do homem, levanta uma lamentação sobre Faraó, rei do Egito, e dize-lhe: Tu te tornaste como um leão entre as nações, e como o dragão que está no mar; chafurdavas nos teus rios e agitavas a água com os pés. Pisoteavas os teus rios.
3 Assim diz o Senhor: Também lançarei sobre ti as redes de muitas nações; far-te-ei subir com o meu anzol,
4 estendendo-te sobre a terra. Os campos deverão ser cobertos por ti; farei com que todos os pássaros do céu venham pousar sobre ti, e encherei contigo todas as feras da terra.
5 Porei as tuas carnes sobre os montes e os saturarei com o teu sangue.
6 Então a terra deverá encharcar-se com o teu esterco, por causa da tua multidão sobre os montes; pois encherei os vales contigo.
7 Encobrirei os céus quando fores extinto, e escurecerei as suas estrelas; taparei o sol com uma nuvem, e a lua não dará a sua luz.
8 Todos os corpos que dão luz no céu escurecer-se-ão sobre ti, e trarei trevas sobre a terra, diz o Senhor Deus.
9 Provocarei à ira o coração de muitas pessoas quando eu te conduzir em cativeiro entre as nações, para uma terra que não conheces.
10 Muitas nações se lamentarão sobre ti, e os seus reis ficarão totalmente espantados quando a minha espada voar diante de seus rostos, enquanto elas esperarem por sua própria queda, desde o dia da tua queda.
11 Pois assim diz o Senhor Deus: A espada do rei de Babilônia virá sobre ti,
12 com as espadas dos valentes derrubarei a tua força. Eles são os destruidores das nações, e destruirão o orgulho do Egito; e toda a sua força será esmagada.
13 Exterminarei todo o seu gado que está junto a multidão de águas. O pé de um homem não a turbará mais, e o pisotear do gado não mais deverá passar sobre ela.
14 Então as suas águas estarão em repouso, e os seus rios correrão como o azeite, diz o Senhor,
15 quando eu entregar o Egito à destruição. A terra será assolada com toda a sua plenitude quando eu dispersar todos os que habitam nela, e eles saberão que eu sou o Senhor.
16 Uma lamentação há, e tu a entoarás. As filhas das nações deverão entoá-la pelo Egito, e lamentar-se-ão por ele, por toda a sua força, diz o Senhor Deus.
17 E sucedeu que no ano duodécimo, no primeiro mês, no décimo quinto dia do mês, a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
18 Filho do homem, lamenta sobre a força do Egito, pois as nações irão trazer as suas filhas, mortas, para a profundidade da terra, para junto dos que descem à cova.
19 20 Elas cairão junto com ele no meio daqueles que foram mortos à espada, e toda a sua força perecerá. Também os gigantes irão dizer-te:
21 Estás na profundidade do abismo, a quem és superior? Sim, desce e deita-te com o incircunciso, no meio daqueles que foram mortos à espada.
22 Lá está Assur e toda a sua companhia. Todos os seus mortos foram depositados lá.
23 O seu sepultamento foi na profundidade da cova, e a sua companhia está em redor, sobre o seu túmulo, todos os mortos que caíram à espada, os quais fizeram com que o seu terror estivesse sobre a terra dos viventes.
24 Lá está Elão e todo o seu exército ao redor de seu túmulo, todos os mortos que caíram pela espada, os incircuncisos que descem para as profundezas da terra, os quais fizeram com que o seu terror estivesse sobre a terra dos viventes. Já receberam eles a sua punição com os que descem à cova,
25 no meio dos mortos.
26 Lá foram depositados Meseque e Tubal com toda as suas forças ao redor de seu túmulo; todos os seus homens que foram mortos, todos os incircuncisos mortos à espada, os quais fizeram com que o seu terror estivesse na terra dos viventes.
27 Foram eles colocados junto com os gigantes que caíram na antiguidade, que desceram ao Inferno com as suas armas de guerra, e que puseram as suas espadas debaixo das suas cabeças; entretanto, as suas iniquidades estavam sobre os seus ossos, porquanto todos os homens foram por eles aterrorizados durante a sua vida.
28 Deitar-te-ás no meio dos incircuncisos, com os que foram mortos à espada.
29 Lá estão estirados os príncipes da Assíria, que entregaram a sua força aos golpes da espada; esses estão deitados com os mortos, com os que descem à cova.
30 Lá estão os príncipes do norte, todos os capitães da Assíria que desceram, mortos, ao Inferno; jazem incircuncisos entre os mortos à espada, juntamente com o seu terror e a sua força. Já receberam eles a sua punição, junto com aqueles que descem à cova.
31 O rei Faraó os verá e se consolará a respeito de todo o seu exército, diz o Senhor Deus.
32 Pois eu fiz com que o seu terror estivesse sobre a terra dos viventes, contudo ele se deitará no meio dos incircuncisos, com os que foram mortos à espada; Faraó e toda a sua multidão com ele, diz o Senhor Deus.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 31

1 E sucedeu que no ano undécimo, no terceiro mês, no primeiro dia do mês, a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
2 Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à sua multidão: A quem tens comparado a ti mesmo, na tua arrogância?
3 Eis que a Assíria era um cipreste no Líbano, de belos ramos e de elevada estatura. Seu topo alcançava entre as nuvens.
4 A água o nutriu, e a profundidade o fez crescer e ficar alto. Espalhou ele os seus rios em torno da sua plantação, enviando as suas correntes para todas as árvores do campo.
5 Portanto, a sua estatura foi exaltada acima de todas as árvores do campo, os seus ramos se espalharam ao longe por causa do socorro das muitas águas.
6 Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos, e debaixo da sua copa as feras do campo foram criadas; a multidão das nações habitava à sua sombra.
7 Era ele formoso na sua altura, por causa da multidão de seus ramos; porquanto as suas raízes estavam em meio a muita água.
8 Ciprestes como este encontravam-se no paraíso de Deus, e não havia pinheiros com renovos tais como os seus, nem abetos com ramos semelhantes aos seus. Nenhuma árvore no paraíso de Deus comparava-se com ele na sua formosura,
9 por causa da multidão dos seus ramos. E todas as árvores do paraíso das delícias de Deus o invejavam.
10 Portanto, assim diz o Senhor: Porque têm crescido muito, tendo colocado o seu topo no meio das nuvens (pois eu vi o quanto ele era exaltado),
11 por isso o entreguei nas mãos do príncipe das nações, o qual levou a cabo a sua destruição.
12 Estrangeiros terríveis das nações o têm destruído, derrubando-o sobre as montanhas; os seus ramos caíram em todos os vales e os seus renovos foram quebrados em todos os campos da terra. Todas as pessoas das nações se retiraram da sua sombra, deixando-o derrubado.
13 As aves todas do céu se instalaram em seu tronco caído, e todas as feras do campo se apoderaram de seus ramos,
14 a fim de que nenhuma das árvores que estão junto às águas venham a exaltar-se por causa de seu tamanho. Ainda que elas tenham estabelecido o seu topo no meio das nuvens, contudo não permaneceram em seu estado elevado, em seu próprio lugar, todas as que bebiam da água; foram, todas elas, condenadas à morte, às profundidades da terra no meio dos filhos dos homens, com os que descem à cova.
15 Assim diz o Senhor Deus: No dia em que desceu ao Inferno, o profundo ficou de luto por ele. Pois eu fiz cessarem as suas correntezas e contive a sua abundância de água. O Líbano entristeceu-se por ele, e todas as árvores do campo, por causa dele, desfaleceram.
16 Ao som da sua queda as nações tremeram, quando o levei ao Inferno com os que descem à cova; e todas as árvores do Éden o confortaram em seu coração, juntamente com as plantas escolhidas do Líbano, todas as que bebem água.
17 Porquanto desceram ao Inferno com ele, entre os mortos à espada. E a sua semente, todos aqueles que habitavam à sua sombra, pereceram na metade de sua vida.
18 A quem és tu comparado? Desce e sê aviltado, junto com as árvores do paraíso, para a profundidade da terra. Deitar-te-ás no meio dos incircuncisos, com os que foram mortos à espada. Assim deverá ser com Faraó e a multidão do seu exército, diz o Senhor Deus.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 30

1 A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
2 Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: Ai, ai daquele dia!
3 Porque o dia do Senhor está próximo, um dia de nuvens. Deverá ser o fim das nações.
4 A espada virá sobre os egípcios. Haverá tumulto na Etiópia, e no Egito os homens cairão mortos juntamente; e ruirão os seus fundamentos.
5 Persas, cretenses, lídios, líbios e toda a multidão mista, junto com os filhos da minha aliança, cairão à espada nele.
6 Os sustentáculos do Egito cairão; o orgulho da sua força virá abaixo, de Migdol até Sevene. Cairão à espada nele, diz o Senhor.
7 Ficarão desolados no meio de países desolados, e as suas cidades se tornarão em assolação no meio de cidades assoladas.
8 E saberão que eu sou o Senhor, quando enviar fogo sobre o Egito e quando todos os que o ajudam forem quebrados.
9 Naquele dia sairão mensageiros, apressadamente, para destruir completamente a Etiópia, e haverá tumulto entre eles, no dia do Egito. Pois eis que ele vem.
10 Assim diz o Senhor Deus: Também destruirei a multidão dos egípcios pela mão de Nabucodonosor, rei da Babilônia,
11 por meio de sua mão e de seu povo. São eles pragas enviadas das nações para destruir a terra, e irão todos desembainhar as suas espadas contra o Egito; e a terra se encherá de mortos.
12 Farei de seus rios um deserto, e irei destruir a terra e a sua plenitude pelas mãos de estranhos. Eu, o Senhor, o disse.
13 Pois assim diz o Senhor Deus: Também destruirei os nobres de Mênfis, e os príncipes de Mênfis da terra do Egito. E eles não serão mais.
14 Destruirei a terra de Patros, enviarei fogo sobre Zoã e exercerei vingança em Nô.
15 Derramarei o meu furor sobre Sim, a força do Egito, e destruirei a multidão de Mênfis.
16 E enviarei fogo sobre o Egito. Sevene estará extremamente perturbada, Nô será quebrada, e as águas se derramarão.
17 Os jovens de Heliópolis e de Pi-Besete cairão à espada, e as suas mulheres irão para o cativeiro.
18 O dia se escurecerá em Tafnes, quando eu quebrar, ali, os cetros do Egito, e o orgulho de sua força perecerá naquele lugar. Uma nuvem a encobrirá, e as suas filhas deverão ser feitas prisioneiras.
19 Executarei juízo sobre o Egito, e saberão que eu sou o Senhor.
20 E sucedeu que no ano undécimo, no primeiro mês, no sétimo dia do mês, a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
21 Filho do homem, eu quebrei o braço de Faraó, rei do Egito, e eis que ele não foi atado para ser curado, nem foi ele engessado a fim de ser fortalecido e apoderar-se da espada.
22 Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra Faraó, rei do Egito, e irei quebrar seus braços fortes e estendidos, e farei cair a espada de sua mão.
23 Dispersarei os egípcios entre as nações, e os espalharei, completamente, entre as terras.
24 Fortalecerei os braços do rei de Babilônia, pondo a minha espada na sua mão, e ele a levará ao Egito; tomará da sua pilhagem e saqueará os seus despojos.
25 Sim, eu fortalecerei os braços do rei de Babilônia, mas os braços de Faraó se abaixarão. E eles saberão que eu sou o Senhor quando colocar a minha espada na mão do rei de Babilônia e ele estendê-la sobre a terra do Egito.
26 Dispersarei os egípcios entre as nações, e espalhá-los-ei, completamente, entre as terras. E todos eles saberão que eu sou o Senhor.

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 29

1 No ano décimo, no décimo mês, no primeiro dia do mês, a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
2 Filho do homem, dirige o teu rosto contra Faraó, rei do Egito, e profetiza contra ele e contra todo o Egito,
3 e dize: Assim diz o Senhor: Eis que eu estou contra Faraó, o grande dragão que está no meio dos seus rios, e que diz: Os rios são meus, eu os fiz.
4 Todavia eu porei anzóis nos teus queixos, e farei o peixe do teu rio apegar-se aos teus lados, tirando-te para fora, do meio do teu rio;
5 derrubar-te-ei de uma vez, a ti e a todos os peixes do teu rio. Hás de quedar sobre a face da planície, e de modo algum serás recolhido. Não deverás ser ajuntado: eu te dei por alimento às feras da terra e às aves do céu.
6 Todos os moradores do Egito saberão que eu sou o Senhor, porquanto tens sido um bordão de cana para a casa de Israel.
7 Quando eles apoiaram-se em ti com a sua mão tu te quebraste; quando cada mão bateu palmas contra eles, e se apoiaram em ti, totalmente te quebraste e rasgaste os lombos de todos eles.
8 Portanto, assim diz o Senhor: Eis que eu trarei sobre ti uma espada, eliminando de ti o homem e o animal,
9 e a terra do Egito tornar-se-á arruinada e deserta. E saberão que eu sou o Senhor. Pois dizes: Os rios são meus, eu os fiz!
10 Eis que eu sou contra ti e contra todos os teus rios, e entregarei a terra do Egito à desolação, à espada e à destruição, de Migdol e Sevene até as fronteiras dos etíopes.
11 Nenhum pé de homem passará por ela, nenhum pé de animal a atravessará, e não será habitada por quarenta anos.
12 Farei com que a sua terra seja totalmente arrasada no meio das terras arrasadas, e as suas cidades se tornarão em desolação por quarenta anos no meio das cidades desoladas. Eu dispersarei o Egito entre as nações, espalhando-os totalmente entre as terras.
13 Assim diz o Senhor: Depois de quarenta anos ajuntarei os egípcios dentre os povos entre os quais foram espalhados,
14 farei voltar do cativeiro os egípcios, fazendo com que habitem na terra de Patros, na terra de onde foram tomados.
15 Será ele um reino humilde além de todos os outros reinos, não mais se exaltará sobre as nações. Eu os farei poucos em número, para que não sejam grandes entre as nações.
16 Nunca mais serão eles para a casa de Israel uma fonte de confiança, quando estes forem após eles, trazendo à memória a sua iniquidade; e saberão que eu sou o Senhor.
17 E sucedeu, no vigésimo sétimo ano, no primeiro dia do mês, que a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
18 Filho do homem, Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez com que o seu exército me prestasse um grande serviço contra Tiro. Toda cabeça tornou-se calva, e de todo ombro descascou-se a pele. Entretanto, não houve recompensa para ele ou para o seu exército por haverem me servido contra Tiro, para o serviço com o qual eles me serviram contra ela.
19 Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu darei a Nabucodonosor, rei da Babilônia, a terra do Egito, e ele a saqueará e tomará os seus despojos. Será isto uma recompensa para o seu exército.
20 Em troca de seu serviço, com o qual serviu contra Tiro, eu lhe tenho dado a terra do Egito; assim diz o Senhor Deus.
21 Naquele dia brotará um chifre para toda a casa de Israel, e irei dar-te uma boca para falar livremente no meio deles. E saberão que eu sou o Senhor.