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AVISO IMPORTANTE: Estão sendo acrescentados os versículos faltantes, retirados do Velho Testamento na Bíblia hebraica, versão massorética, colocados em negrito a fim de facilitar a identificação. Fonte: Tradução Brasileira de 1917, com algumas correções e atualizações. Textos variantes, considerados de relevância, retirados da mesma fonte supracitada, são adicionados como notas de rodapé, e textos acrescentes são incorporados ao próprio texto da Septuaginta, sempre em negrito. Em alguns casos, o texto da Septuaginta foi substituído pelo da Hebraica Massorética, por este ser mais coerente, ou ter um grande peso de tradição. Quando isso acontece, o texto da Septuaginta aparece em negrito e itálico na nota de rodapé.

SEPTUAGINTA EM PORTUGUÊS - PDF - Revisada - Índice, Ilustrações, Mapas e Novos Recursos Acrescentados
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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 10

1 No ano cento e sessenta, Alexandre, filho de Antíoco, de sobrenome Epifânio, subiu e tomou Ptolemaida; pois o povo o havia recebido, e por esse motivo ele reinou ali. 
2 Ora, quando o rei Demétrio ouviu isso, reuniu um grande exército e saiu para lutar contra ele.
3 Além disso, Demétrio enviou cartas a Jônatas com palavras amigáveis, de modo que o engrandeceu. 
4 Pois disse: Vamos fazer as pazes com ele, antes que se una a Alexandre contra nós: 
5 Não sendo assim, lembrar-se-á de todos os males que fizemos contra ele, e contra seus irmãos e seu povo. 
6 Portanto, deu-lhe autoridade para reunir um exército e providenciar armas, a fim de que  pudesse ajudá-lo na batalha. Também ordenou que os reféns, os quais estavam na torre, lhe fossem entregues.
7 Então, veio Jônatas a Jerusalém, e leu as cartas aos ouvidos de todo o povo e dos que estavam na torre,
8 os quais ficaram muito amedrontados, quando ouviram que o rei lhe dera autoridade para reunir um exército. 
9 Logo, os da torre entregaram seus reféns a Jônatas, e ele os entregou a seus pais.
10 Feito isso, Jônatas estabeleceu-se em Jerusalém, começando a construir e reparar a cidade. 
11 Ele ordenou aos trabalhadores que construíssem os muros ao redor do monte Sião com pedras quadradas para fortificação; e eles o fizeram.
12 Depois disso, os estrangeiros, os quais estavam nas fortalezas que Báquides havia construído, fugiram, 
13 de modo que cada um abandonou o seu posto, indo para a sua terra. 
14 Somente em Betesur alguns daqueles que abandonaram a lei e os mandamentos permaneceram, porquanto era o seu lugar de refúgio.
15 Ora, quando o rei Alexandre ouviu das promessas que Demétrio tinha feito a Jônatas, e quando também lhe foram contadas das batalhas e atos nobres que ele e seus irmãos haviam praticado, e as dores que haviam suportado,
16 disse ele: Acharemos outro homem assim? agora, portanto, faremos dele nosso amigo e aliado.
17 Por esse motivo, ele escreveu uma carta e enviou-lhe, de acordo com estas palavras, dizendo: 
18 O rei Alexandre, a seu irmão Jônatas, envia saudações: 
19 Ouvimos falar de ti, que és um homem de grande poder, e adequado para que sejas nosso amigo. 
20 Portanto, agora, neste dia, nós te ordenamos para ser o sumo sacerdote de tua nação e a fim de ser chamado amigo do rei (e com isso ele lhe enviou um manto púrpura e uma coroa de ouro) confiando que estarás do nosso lado e manterás nossa amizade. 
21 Assim, no sétimo mês do ano cento e sessenta, na festa dos tabernáculos, Jônatas vestiu o manto sagrado, reuniu soldados e providenciou muitas armas.
22 Quando Demétrio soube disso, ficou muito arrependido e disse: 
23 O que fizemos nós, que Alexandre nos passou para trás, fazendo amizade com os judeus com o fim de se fortalecer? 
24 Também lhes escreverei palavras de encorajamento, e prometer-lhes-ei dignidades e dádivas, a fim de que possa ter sua ajuda. 
25 Enviou-lhes, portanto, o seguinte: O rei Demétrio ao povo dos judeus envia saudações.
26 Considerando que vocês guardaram alianças conosco e continuaram em nossa amizade, não se unindo a nossos inimigos, nós ouvimos a respeito disso e ficamos alegres. 
27 Portanto, agora, continuem a ser fiéis a nós, e bem vos recompensaremos pelas coisas que fizerem em nosso favor; 
28 pois lhes daremos muitas imunidades, e recompensá-los-emos.
29 Agora, eu te libero, e por amor de ti libero todos os judeus, de tributos e dos costumes do sal e dos impostos da coroa; 
30 e também daquilo que me pertence receber, ou seja, a terça parte das sementes e a metade do fruto das árvores, eu te libero de hoje em diante, para que não sejam tomados da terra da Judéia nem dos três governos que se somam a ela, fora do país de Samaria e Galileia, deste dia em diante, para sempre.
31 Seja também Jerusalém santa e livre, junto com os seus limites, tanto de dízimos como de tributos. 
32 Quanto à torre que está em Jerusalém, abro mão dela e a dou ao sumo sacerdote, a fim de que estabeleça nela os homens que escolher para guardá-la.
33 Além disso, libertei cada um dos judeus, os quais foram levados cativos da terra da Judéia para qualquer parte do meu reino, e ordeno que todos os meus oficiais desonerem os tributos até mesmo de seu gado. 
34 É minha vontade, igualmente, que todas as festas e sábados, e luas novas, e dias solenes, e os três dias antes e após a festa, sejam de anistia e liberdade para todos os judeus em meu reino. 
35 Nenhum homem, além disso, terá autoridade para se intrometer ou molestar qualquer um deles, em qualquer assunto.
36 Também quero que sejam alistados entre as forças do rei cerca de trinta mil homens dos judeus, aos quais o pagamento será dado, como é de praxe a todas as forças do rei.
37 Alguns deles serão colocados nas fortalezas do rei, dos quais também alguns serão estabelecidos sobre os negócios do reino que são de confiança; e também quero que seus superintendentes e governadores sejam deles mesmos, e que vivam segundo suas próprias leis, assim como o rei ordenou na terra da Judéia.
38 E quanto aos três governos que são acrescentados à Judéia do país de Samaria, que sejam unidos com a Judéia, com o fim de serem considerados como subordinados a um só governo, não obrigados a obedecer a qualquer outra autoridade que não seja a do sumo sacerdote.
39 Quanto a Ptolemaida e a terra pertencente a ela, dou-a como um presente gratuito ao santuário em Jerusalém, para as despesas necessárias do santuário. 
40 Além disso, dou, anualmente, quinze mil siclos de prata das contas do rei, dos lugares correspondentes. 
41 E todo o excesso que os oficiais não pagaram como antigamente, doravante será doado para as obras do templo.
42 Além disso, os cinco mil siclos de prata que eles tiraram dos usos do templo, das contas de todo ano, mesmo essas coisas serão liberadas, porque pertencem aos sacerdotes que ministram. 
43 E todos os que fugirem para o templo em Jerusalém, ou estiverem dentro da sua área, estando em dívida com o rei, ou por qualquer outro assunto, que estejam em liberdade com tudo o que tiverem em meu reino. 
44 Também para a construção e reparação das obras do santuário as despesas serão lançadas nas contas do rei.
45 Sim, e para a construção dos muros de Jerusalém, e a sua fortificação ao redor, as despesas serão lançadas das contas do rei, como também para a construção dos muros na Judéia.
46 Ora, quando Jônatas e o povo ouviram estas palavras não lhes deram crédito nem as receberam, porquanto se lembraram do grande mal que ele fizera em Israel; pois os havia afligido muito. 
47 Todavia, com Alexandre eles estavam bem satisfeitos, uma vez que foi o primeiro a implorar pela verdadeira paz com eles, que sempre estiveram confederados com ele.
48 Depois disso, reuniu grandes forças o rei Alexandre, acampando-se contra Demétrio. 
49 Mas assim que os dois reis travaram batalha, o exército de Demétrio fugiu; todavia. Alexandre o perseguiu e prevaleceu contra eles. 
50 E ele levou adiante a batalha, muito dura, até que o sol se pôs. E, naquele dia, Demétrio foi morto.
51 Depois disso, Alexandre enviou embaixadores a Ptolomeu, rei do Egito, com uma mensagem, dizendo: 
52 Visto que voltei ao meu reino, estando assentado no trono de meus progenitores; e obtive o domínio, e derrubei Demétrio, tendo recuperado nosso país  
53 (pois depois que eu entrei em batalha com ele, tanto ele quanto seu exército foram derrotados por nós, de modo que nos sentamos no trono de seu reino),
54 neste dia, portanto, façamos uma aliança de amizade; e dá-me, agora, tua filha para esposa. Eu serei teu genro, e darei presentes a ti e a ela, segundo a tua dignidade.
55 Então Ptolomeu, o rei, respondeu, dizendo: Feliz seja o dia em que retornaste à terra de teus pais e te sentaste no trono de seu reino. 
56 E, agora, farei contigo conforme escreveste.Encontra-te comigo em Ptolemaida, para que possamos nos ver; pois casarei minha filha contigo, de acordo com o teu desejo.
57 Então Ptolomeu saiu do Egito com sua filha Cleópatra, e eles chegaram a Ptolemaida no ano cento e sessenta e dois, 
58 onde o rei Alexandre o encontrou. E deu a ele sua filha Cleópatra, celebrando seu casamento em Ptolemaida com grande glória, como é costume dos reis.
59 Ora, o rei Alexandre havia escrito a Jônatas a fim de que viesse encontrá-lo. 
60 Ele foi, então, com honroso aparato, para Ptolemaida, onde encontrou os dois reis; e deu a eles e a seus amigos prata e ouro, e muitos presentes, achando graça aos olhos deles.
61 Naquele tempo, alguns homens pestilentos de Israel, homens de vida perversa, se reuniram contra ele, com o fim de acusá-lo; porém o rei não os ouviu. 
62 Sim, mais do que isso, o rei ordenou que tirassem suas vestes e o vestissem de púrpura, e eles o fizeram. 
63 E fê-lo sentar-se à parte, dizendo aos seus príncipes: Ide com ele ao meio da cidade, e fazei proclamação a fim de que ninguém se queixe contra ele a respeito de qualquer assunto, e que ninguém o perturbe por qualquer tipo de causa. .
64 Ora, quando seus acusadores viram que ele era honrado de acordo com a proclamação, estando vestido de púrpura, todos fugiram. 
65 Depois disso, o rei o honrou, e o inscreveu entre seus principais amigos, fazendo dele um general e participante de seu domínio. 
66 Logo após, Jônatas voltou a Jerusalém, com paz e alegria.
67 No ano cento e sessenta e cinco veio Demétrio, filho de Demétrio, de Creta para a terra de seus pais. 
68 Quando o rei Alexandre ouviu falar disso, ele ficou consternado e voltou para Antioquia.
69 Então Demétrio fez de Apolônio, o governador de Celessíria, seu general, o qual reuniu um grande exército, acampando-se em Jâmnia. E enviou mensageiros a Jônatas, o sumo sacerdote, dizendo: 
70 Somente tu te levantas contra nós, e eu sou ridicularizado e repreendido por tua causa; e por que vanglorias-te de teu poder contra nós, escondido nas montanhas?
70 Tu sozinho te levantas contra nós, e eu sou ridicularizado por tua causa, e insultado: e por que te vanglorias de teu poder contra nós nas montanhas?
71 Agora, portanto, se confias em tua própria força, desce a nós na planície, e lá vamos  medir forças: porque comigo está o poder das cidades. 
72 Pergunta, e aprenderás quem sou eu, e o restante que está de nosso lado; eles te dirão que não serás capaz de resistir diante de nossa face; pois teus pais foram duas vezes postos em fuga em sua própria terra. 
73 Portanto, agora, não poderás enfrentar os cavaleiros e tão grande exército na planície, onde não há pedra nem pederneira, nem lugar para onde fugir.
74 Logo, quando Jônatas ouviu estas palavras de Apolônio, ele ficou agitado em sua mente, e escolhendo dez mil homens saiu de Jerusalém onde Simão, seu irmão, o encontrou para ajudá-lo. 
75 E ele armou suas tendas contra Jope: todavia, os de Jope o expulsaram da cidade, porquanto Apolônio tinha uma guarnição lá.
76 Mas Jônatas a cercou, e então os da cidade o deixaram entrar, amedrontados; e assim Jônatas conquistou Jope. 
77 Apolônio, tendo ouvido acerca disso, tomou três mil cavaleiros, com uma grande hoste de infantaria, e foi para Azoto como se pretendesse atravessar a região, e com isso o atraiu para a planície, porquanto ele tinha um grande número de cavaleiros, nos quais confiava.
78 Então Jônatas o seguiu até Azoto, onde os exércitos travaram batalha. 
79 E Apolônio havia deixado mil cavaleiros em emboscada. 
80 Mas Jônatas sabia que havia uma emboscada atrás dele; pois haviam cercado seu exército e lançado dardos contra o povo, desde a manhã até a tarde.
81 O povo, entretanto, resistiu, como Jônatas lhes havia ordenado, e os cavalos dos inimigos se cansaram. 
82 Então trouxe Simão seu exército, e colocou-os contra a infantaria, (pois os cavaleiros estavam exaustos) que foi derrotada por ele, fugindo. 
83 Os cavaleiros também, sendo dispersos no campo, fugiram para Azoto, e foram para Bete-Dagom, o templo de seu ídolo, buscando segurança.
84 Porém Jônatas incendiou Azoto e as cidades ao redor, tomando seus despojos; e o templo de Dagom, com aqueles que fugiram para ele, queimou com fogo. 
85 Desse modo, foram queimados e mortos à espada quase oito mil homens. 
86 Dali Jônatas removeu seu exército, e acampou-se diante de Ascalon, onde os homens da cidade saíram e o encontraram com grande pompa. 
87 Depois disto, voltou Jônatas e o seu exército para Jerusalém, com todos os despojos.
88 Quando o rei Alexandre ouviu essas coisas, ele honrou Jônatas ainda mais. 
89 E enviou-lhe uma fivela de ouro, cujo uso deve ser concedido aos que são do mesmo sangue do rei; ele também deu a ele Acaron, com seu território, em posse.

domingo, 1 de outubro de 2023

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 9

1 Depois disso, quando Demétrio ouviu que Nicanor e seu exército foram mortos em batalha, ele enviou Báquides e Alcimo à terra da Judéia pela segunda vez, e com eles a principal força de seu exército, 
2 os quais saíram pelo caminho que conduz a Galgala, e armaram suas tendas diante de Masalot, que fica em Arbela; e, depois de vencê-la, mataram muita gente. 
3 Também no primeiro mês do ano cento e cinquenta e dois acamparam diante de Jerusalém, 
4 de onde partiram, indo para Beréia, com vinte mil soldados de infantaria e dois mil cavaleiros.
5 Ora, Judas havia armado suas tendas em Elasa, e três mil homens escolhidos estavam com ele, 
6 os quais, vendo a multidão do outro exército, ficaram com muito medo. Então, muitos abandonaram o exército, de modo que deles não restavam mais do que oitocentos homens.
7 Quando Judas, portanto, viu que seu exército escapulia e que a batalha o pressionava, ele ficou muito perturbado e angustiado, não tendo tempo de reuni-los. 
8 No entanto, aos que restaram, ele disse: Levantemo-nos e subamos contra nossos inimigos, se porventura pudermos lutar com eles. 
9 Todavia, eles o repreenderam, dizendo: De maneira alguma poderemos fazê-lo; agora, porém salvemos nossas vidas, e depois voltaremos com nossos irmãos e lutaremos contra eles, pois somos poucos.
10 Então, Judas disse: Deus me livre de fazer isso e fugir deles; se chegar a nossa hora, morramos virilmente por nossos irmãos, e não manchemos nossa honra. 
11 Depois disso, o exército de Báquides saiu de suas tendas e se posicionou contra eles, seus cavaleiros sendo divididos em duas tropas, com seus fundibulários e arqueiros indo adiante do exército. E aqueles que marchavam na frente eram todos homens poderosos.
12 Quanto a Báquides, ele estava na ala direita. Então o exército se aproximou, dividindo-se em duas partes, e tocou suas trombetas. 
13 Também os que estavam do lado de Judas tocaram suas trombetas, de modo que a terra tremeu com o barulho dos exércitos. E a batalha continuou desde a manhã até a noite. 
14 Ora, quando Judas percebeu que Báquides e a força de seu exército estavam do lado direito, ele levou consigo todos os homens valentes, 
15 os quais frustraram a ala direita e os perseguiram até o monte Azoras. 
16 Entretanto, quando os da ala esquerda viram que os da direita estavam derrotados, eles perseguiram Judas e os que estavam com ele, indo nos seus calcanhares.
17 Logo houve uma batalha feroz, de modo que muitos foram mortos em ambos os lados. 
18 Judas também foi morto, e o restante fugiu.
19 Então Jônatas e Simão levaram Judas, seu irmão, e o sepultaram no sepulcro de seus pais em Modin. 
20 Eles também o lamentaram, e todo o Israel fez grande lamentação por ele, pranteando-o por muitos dias, dizendo: 
21 Como caiu o homem valente que livrou Israel! 
22 Quanto às outras coisas a respeito de Judas e suas guerras, e os atos nobres que ele fez, e sua grandeza, estes não estão escritos, porque foram muitos. 
23 Ora, depois da morte de Judas os ímpios começaram a mostrar suas cabeças por toda a costa de Israel, e ali se dispuseram todos os que praticavam a iniquidade. 
24 Naqueles dias também houve uma fome muito grande, pelo que o país se revoltou, indo após eles. 
25 Então Báquides escolheu homens perversos e os fez senhores do país. 
26 Eles fizeram indagações e buscas pelos amigos de Judas, e os trouxeram a Báquides, que se vingou deles, usando-os e tratando-os com desdém. 
27 Deste modo, houve uma grande aflição em Israel, como nunca houvera desde o tempo em que um profeta não foi mais visto entre eles.
28 Por esta razão, todos os amigos de Judas se reuniram e disseram a Jônatas: 
29 Desde que teu irmão Judas morreu não temos ninguém como ele para sair contra nossos inimigos, contra Báquides e os de nossa nação que são nossos adversários.
30 Agora, portanto, nós te escolhemos neste dia para ser nosso príncipe e capitão em seu lugar, com o fim de que possas lutar nossas batalhas. 
31 Com isso, Jônatas assumiu o governo naquela época, levantando-se no lugar de seu irmão Judas. 
32 Mas quando Báquides obteve conhecimento disso, ele procurou matá-lo
33 Então Jônatas e Simão, seu irmão, e todos os que estavam com ele, percebendo isso, fugiram para o deserto de Técua, armando as suas tendas junto às águas do tanque de Asfar. 
34 Havendo Báquides sabido disto ele se aproximou do Jordão, com todo o seu exército, no dia de sábado. 
35 Ora, Jônatas havia enviado seu irmão João, capitão do povo, para rogar a seus amigos, os nabateus, a fim de que deixassem com eles a bagagem, que era grande. 
36 Mas os filhos de Iambri saíram de Medaba e levaram João, e tudo o que ele tinha; e seguiram seu caminho com ele.
37 Depois disso, veio a notícia a Jônatas e Simão, seu irmão, que os filhos de Iambri haviam realizado um grande casamento, e estavam trazendo de Nabata a noiva, com um séquito portentoso, sendo ela a filha de um dos maiores príncipes de Canaã. 
38 Lembraram-se, pois, de João, seu irmão; e subiram, escondendo-se sob o abrigo da montanha.
39 Então levantaram os olhos e observaram, e eis que havia muito barulho e grande aparato; e o noivo saiu, com seus amigos e irmãos, para encontrá-los com tambores, instrumentos musicais e muitas armas.
40 Logo Jônatas e os que estavam com ele se levantaram contra eles do lugar onde estavam emboscados, e os atacaram de tal maneira que muitos caíram mortos, fugindo o restante para a montanha. E levaram todos os seus despojos. 
41 Assim o casamento se transformou em luto, e o barulho de sua melodia em lamentação. 
42 E, depois de terem vingado totalmente o sangue de seu irmão, voltaram para as margens pantanosas do Jordão.
43 Quando Báquides ouviu falar disso, eis que ele veio, no dia de sábado, às margens do Jordão com um grande exército. 
44 Então Jônatas disse aos que estavam com ele: Subamos agora e lutemos por nossas vidas, pois não é hoje como no passado: 
45 Eis que a batalha está diante e atrás de nós, e as águas do Jordão de um lado e de outro lado, assim como o pântano e a floresta, não havendo lugar para nos desviarmos. 
46 Portanto, clamai agora ao céu para que vos livreis das mãos de vossos inimigos. 
47 Com isso, eles travaram a batalha, e Jônatas estendeu sua mão para ferir Báquides. Mas ele se afastou. 
48 Então Jônatas e os que estavam com ele pularam no Jordão e nadaram até a outra margem; todavia, os que estavam com Báquides não passaram o Jordão a fim de ir atrás deles. 
49 Assim, foram mortos do lado de Báquides naquele dia, cerca de mil homens.
50 Depois disso voltou Báquides a Jerusalém e reparou as cidades fortes na Judéia, a fortaleza em Jericó, e Emaús, Bete-Horom, Betel, Tamnata, Faratoni e Tefon. Estas ele fortaleceu com altos muros, com portões e trancas, 
51 e nelas colocou guarnições, com o fim de que pudessem importunar a Israel.
52 Fortificou também as cidades de Betsura, Gazara e a torre, colocando nelas fortalezas e provisão de alimentos. 
53 Além disso, ele tomou como reféns os filhos dos principais homens do país e os colocou na torre de Jerusalém a fim de serem guardados.
54 Ainda mais, no ano cento e cinquenta e três, no segundo mês, Alcimo ordenou que a parede do pátio interno do santuário fosse derrubada. Ele derrubou também as obras dos profetas. 
55 E quando começou a derrubar, naquela mesma época, Alcimo foi atormentado e seus empreendimentos impedidos. Porquanto sua boca ficou trancada, e ele foi tomado por uma paralisia, de modo que não podia mais falar qualquer coisa nem dar ordens a respeito de sua casa. 
56 Então Alcimo morreu, naquela tempo, com grande tormento.
57 Ora, quando Báquides viu que Alcimo estava morto, voltou para junto do rei; pelo que a terra da Judéia ficou em repouso por dois anos. 
58 Depois disso, todos os homens ímpios reuniram um conselho, dizendo: Eis que Jônatas e seus companheiros estão à vontade, habitando sem preocupações; agora, portanto, traremos Báquides para cá, que os aprisionará a todos em uma única noite. 
59 Então eles foram e o consultaram. 
60 Logo ele partiu, aproximando-se com um grande exército; e enviou cartas, em particular, aos seus partidários na Judéia, para que pegassem Jônatas e os que estavam com ele. 
61 Por este motivo eles tomaram dos homens do país, que eram autores deste mal, cerca de cinquenta pessoas; e os mataram.
62 Depois disso Jônatas, e Simão e os que estavam com ele, partiram para Betbasi, que fica no deserto, e repararam as suas decadências, fortalecendo-a. 
63 Sabendo disso, Báquides reuniu todo o seu exército e enviou uma mensagem aos que eram da Judéia.
64 Então ele foi e sitiou Betbasi. E lutaram contra ela por uma longa temporada, tendo fabricado máquinas de assalto. 
65 Entretanto, Jônatas deixou seu irmão Simão na cidade, e saiu ele mesmo para o campo, com um certo número de homens. 
66 E ele feriu Odonarquis e seus irmãos, e os filhos de Fasiron em sua tenda. 
67 Quando ele começou a atacá-los, subindo com suas forças, Simão e seus companheiros saíram da cidade e queimaram as máquinas de assalto, 
68 e lutaram contra Báquides, que foi por eles derrotado, tendo-o afligido grandemente; pois seu conselho e trabalhos foram em vão. 
69 Portanto, ele ficou muito irado com os homens iníquos que o aconselharam a entrar no país, tendo matado muitos deles, E pretendia retornar ao seu próprio país,
70 do que Jônatas teve conhecimento, enviando-lhe embaixadores a fim de fazer as pazes com ele e entregar-lhes os prisioneiros.
71 Então ele o aceitou, fazendo de acordo com suas exigências e jurando que nunca lhe faria mal por todos os dias de sua vida. 
72 Quando, portanto, ele lhe havia restituído os prisioneiros feitos anteriormente fora da terra da Judéia, ele voltou, indo para sua própria terra, e nunca mais entrou em suas fronteiras. 
73 Assim a espada cessou de Israel. Mas Jônatas habitou em Macmas, começando a governar o povo; e ele destruiu os homens ímpios de Israel.

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 8

1 Ora, Judas tinha ouvido falar da fama dos romanos, que eles eram homens poderosos e valentes, os quais aceitavam com amor todos os que se juntavam a eles; e faziam aliança de amizade com todos os que vinham ao seu encontro; 
2 e que eles eram homens de grande valor. Foi-lhe dito também a respeito de suas guerras e dos atos nobres que eles executaram entre os gálatas, e como os conquistaram, colocando-os sob tributos. 
3 E o que eles fizeram no país da Espanha, a fim de ganhar as minas de prata e ouro que lá estão. 
4 Que por sua política e paciência eles conquistaram todo o lugar, embora se encontrasse muito distante deles. E também a respeito dos reis que vieram contra eles desde os confins da terra, de como os derrotaram com uma grande derrota, de modo que o restante lhes pagava tributo todos os anos.
5 E o modo como derrotaram na batalha Filipe e Perseu, reis dos macedônios, com outros que se levantaram contra eles, subjugando-os. 
6 Como também Antíoco, o grande rei da Ásia que veio contra eles na batalha, tendo cento e vinte elefantes, com cavaleiros e carruagens, e um exército muito grande, foi derrotado por eles; 
7 e como eles o prenderam vivo, fazendo um pacto e estabelecendo que ele e os que reinassem depois dele pagariam um grande tributo, e entregariam reféns, e tudo o que havia sido combinado; 
8 E a respeito da Índia, da Média e da Lídia, e das excelentes regiões que eles tomaram dali, e deram ao rei Eumenes.
9 Além disso, como os gregos haviam decidido vir e destruí-los, 
10 e que eles, tendo conhecimento disso, enviaram contra eles um certo capitão. E, enfrentando-os, mataram muitos deles, levando cativos suas esposas e seus filhos. E os saquearam, e tomaram posse de suas terras, e derrubaram suas fortalezas, trazendo-os para serem seus servos até o dia de hoje.
11 Foi-lhe dito, além disso, como eles destruíram e colocaram sob seu domínio todos os outros reinos e ilhas que em algum momento lhes resistiram. 
12 Todavia, com seus amigos e com aqueles que confiavam neles mantiveram amizade. E que haviam conquistado reinos distantes e próximos, de modo que todos os que ouviam falar de seu nome os temiam. 
13 Também aqueles a quem eles ajudavam em seu reino, estes reinavam; e a quem queriam eles derrubavam. Finalmente, que eles haviam sido grandemente exaltados, 
14 e, no entanto, com tudo isso, nenhum deles usava uma coroa ou andava vestido de púrpura a fim de ser engrandecido por tais coisas. 
15 Além do mais, como eles haviam feito para si um senado, onde trezentos e vinte homens se reuniam diariamente em conselho, sempre consultando o povo a fim de que pudessem ser bem ordenados; 
16 e que entregavam seu governo para um homem a cada ano, alguém que governasse todo o seu país; e que todos eram obedientes a ele. E que não havia inveja nem emulação entre eles.
17 Em consideração a essas coisas, Judas escolheu Eupolemus, filho de João, filho de Accos, e Jason, filho de Eleazar, e os enviou a Roma com o fim de fazer uma aliança de amizade e confederação com eles, 
18 e com o fim de instar com eles para que tirassem deles o jugo; pois viam que o reino dos gregos oprimia Israel com servidão.
19 Eles foram, portanto, a Roma, o que era uma jornada muito longa, e chegaram ao senado, onde falaram e disseram: 
20 Judas Macabeu, com seus irmãos, e o povo dos judeus, nos enviaram a vós, para fazer um acordo de paz convosco, e para que possamos ser contados como seus confederados e amigos. 
21 De modo que esse assunto agradou aos romanos.
22 E esta é a cópia da epístola que o senado escreveu, como resposta, em tábuas de bronze, enviando para Jerusalém a fim de que lá eles pudessem ter em relação a eles um memorial de paz e aliança: 
23 Bom sucesso haja para os romanos e para o povo dos judeus, no mar e na terra, para sempre; a espada também, e o inimigo, esteja longe deles;
24 se ocorrer qualquer guerra, primeiro, contra os romanos, ou contra qualquer um de seus confederados em todo o seu domínio, 
25 o povo dos judeus os ajudará, conforme for possível naquela ocasião, com toda a boa vontade. 
26 Do mesmo modo, eles não darão nada àqueles que lhes fazem guerra, nem os ajudarão com alimentos, armas, dinheiro ou navios, como parecer bem aos romanos; todavia, eles deverão manter seus convênios sem levar nada em troca. 
27 Da mesma maneira, igualmente, se a guerra vier primeiro sobre a nação dos judeus os romanos os ajudarão de toda a boa vontade, conforme for possível naquela ocasião.
28 Nem se dará comida aos que tomarem partido contra eles, ou armas, ou dinheiro, ou navios, como parecer bem aos romanos; mas eles guardarão seus convênios, e isso sem engano.
29 De acordo com esses artigos, os romanos fazem uma aliança com o povo dos judeus. 
30 No entanto, se doravante uma parte ou outra decidir reunir-se para acrescentar ou diminuir qualquer coisa, eles poderão fazê-lo a seu bel-prazer, e tudo o que acrescentarem ou retirarem será ratificado.
31 E quanto aos males que Demétrio ocasiona aos judeus, nós lhe escrevemos, dizendo: Por que fizeste teu jugo pesado sobre nossos amigos e confederados, os judeus? 
32 Se, pois, ainda se queixarem de ti, lhes faremos justiça e pelejaremos contigo por mar e por terra.

sábado, 8 de julho de 2023

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 7

1 No ano cento e cinquenta e um, Demétrio, filho de Seleuco, partiu de Roma, subindo com alguns homens a uma cidade na costa do mar, e ali reinou.

2 Tão logo ele entrou no palácio de seus ancestrais, aconteceu que seus exércitos tomaram Antíoco e Lísias, com o fim de trazê-los até ele. 

3 Ao saber disso, disse: Não me deixem ver seus rostos! 

4 Então, seu exército os matou. Depois disso, quando Demétrio foi colocado no trono de seu reino, 

5 chegaram-se a ele todos os homens perversos e ímpios de Israel, tendo Alcimo, que desejava ser sumo sacerdote, por seu líder.

6 E eles acusaram o seu povo diante do rei, dizendo: Judas e seus irmãos mataram todos os teus amigos, e nos expulsaram de nossa própria terra. 

7 Agora, portanto, envia algum homem em quem confias, e deixa-o ir a fim de ver que destruição fez ele entre nós e na terra do rei. E que ele os castigue com todos os que os ajudam.

8 Então o rei escolheu Báquides, um seu amigo, que governou além do rio Eufrates, o qual era um grande homem no reino, e fiel ao rei. 

9 E o enviou com aquele perverso Alcimo a quem ele fez sumo sacerdote, ordenando que se vingasse dos filhos de Israel. 

10 Depois disso, eles partiram, e chegaram com um grande exército à terra da Judéia, onde enviaram mensageiros a Judas e a seus irmãos com palavras de paz enganosas. 

11 Contudo, eles não deram ouvidos às suas palavras; pois viram que vieram com um grande exército.

12 Mas reuniu-se com Alcimo e Báquides uma companhia de escribas, a fim de buscar uma solução justa. 

13 Ora, os assideus foram os primeiros entre os filhos de Israel a buscarem a paz com eles. 

14 Pois diziam: Um que é sacerdote da semente de Arão veio com este exército, e ele não nos fará mal. 

15 E ele lhes falou pacificamente, e jurou-lhes, dizendo: Não procuraremos o vosso mal nem o de vossos amigos. 

16 Por este motivo, creram nele. Entretanto, ele tomou deles sessenta homens e os matou em um único dia, conforme as palavras da Escritura: 

17 A carne de teus santos eles lançaram fora, e o seu sangue derramaram ao redor de Jerusalém; e não havia quem os enterrasse. 

18 Portanto, o medo e pavor deles caiu sobre todo o povo, que dizia: Não há verdade nem retidão neles; pois quebraram a aliança e o juramento que fizeram.

19 Depois disso, retirou-se  Báquides de Jerusalém, armando as suas tendas em Bete-Zete, para onde levou muitos dos homens que o haviam abandonado, e algumas pessoas do povo também. E quando ele os matou, lançou-os no grande poço. 

20 Depois disso ele entregou o país a Alcimo, deixando com ele um exército para ajudá-lo; e Báquides voltou para junto do rei. 

21 Entretanto, Alcimo disputou o sumo sacerdócio. 

22 E a ele recorreram todos os que perturbavam o povo, os quais, depois de terem tomado a terra de Judá em seu poder, causaram muitos danos em Israel.

23 Ora, quando Judas viu todo o mal que Alcimo e sua companhia haviam feito entre os israelitas, mais ainda do que os pagãos, 

24 saiu por todas as costas da Judéia, ao redor, e vingou-se daqueles que se revoltaram contra ele, de modo que eles não ousaram mais entrar no país.

25 Por outro lado, quando Alcimo viu que Judas e sua companhia haviam vencido, e conhecia não ser capaz de suportar a força deles, ele foi novamente ao rei e disse deles tudo o que podia de pior.

26 Então o rei enviou Nicanor, um de seus honrados príncipes, um homem que nutria ódio mortal contra Israel, com a ordem de destruir o povo. 

27 Nicanor veio a Jerusalém com um grande exército; e enviou mensageiros a Judas e seus irmãos, enganosamente, com palavras amigáveis, dizendo: 

28 Que não haja batalha entre mim e vós. Eu irei com alguns homens, a fim de que possa vê-lo em paz. 

29 Chegou, pois, a Judas, e saudaram-se pacificamente. No entanto, os inimigos estavam preparados para apanhar Judas, violentamente. 

30 O que depois, tendo sido conhecido por Judas, que ele viera ao seu encontro com engano, fez com que ele o temesse; e não queria mais ver o seu rosto.

31 Nicanor também, quando viu que seu conselho fora descoberto, saiu para lutar contra Judas ao lado de Cafarsalama, 

32 onde foram mortos, do lado de Nicanor, cerca de cinco mil homens; e o resto fugiu para a cidade de Davi.

33 Depois disso Nicanor subiu ao monte Sião, e alguns dos sacerdotes e dos anciãos do povo saíram do santuário para saudá-lo pacificamente e mostrar-lhe o holocausto que fora oferecido pelo rei. 

34 Mas ele zombou e riu-se deles, e insultou-os vergonhosamente; e falou soberbamente, 

35 e jurou em sua ira, dizendo: A menos que Judas e seu exército sejam agora entregues em minhas mãos, se algum dia eu voltar em segurança, irei queimar esta casa. Depois disso ele partiu, com muita raiva.

36 Então os sacerdotes entraram e se postaram diante do altar e do templo, chorando e dizendo: 

37 Tu, Senhor, escolheste esta casa para ser chamada pelo teu nome e com o fim de ser casa de oração e súplica para o teu povo.

38 Sejas tu vingado deste homem e de seu exército, e que eles pereçam pela espada; lembra-te de suas blasfêmias, e não permitas que ele ainda continue existindo.

39 Então Nicanor saiu de Jerusalém, armando as suas tendas em Bete-Horon, onde um exército da Síria o encontrou. 

40 Mas Judas acampou-se em Adasa com três mil homens; e ali ele orou, dizendo: 

41 Ó Senhor, quando aqueles que foram enviados do rei dos assírios blasfemaram, teu anjo saiu e feriu cento e oitenta e cinco mil deles. 

42 Do mesmo modo, destrói este exército diante de nós, neste dia, para que o restante saiba que ele falou blasfêmias contra o teu santuário. E julga-o de acordo com sua maldade.

43 Assim, no décimo terceiro dia do mês de Adar, as hostes entraram em batalha: mas o exército de Nicanor foi derrotado, ele próprio sendo morto na batalha.

44 Ora, quando o exército de Nicanor viu que ele estava morto, largaram as armas e fugiram. 

45 Então eles os perseguiram por um dia de jornada, de Adasa até Gazera, soando um alarme atrás deles com suas trombetas. 

46 E saíram de todas as cidades da Judéia ao redor, cercando-os; de modo que eles, voltando-se contra os que os perseguiam, fizeram todos mortos à espada, e nenhum deles foi poupado.

47 Depois disto, tomaram os despojos e a presa, e cortaram a cabeça de Nicanor e a sua mão direita que ele estendera com tanto orgulho. E os levaram e enforcaram nas proximidades de Jerusalém. 

48 Por este motivo o povo muito se alegrou. E guardaram aquele dia como um dia de grande alegria. 

49 Além disso, eles ordenaram guardar anualmente este dia, sendo o décimo terceiro dia de Adar.

50 Então, a terra de Judá descansou por um tempo.

terça-feira, 4 de julho de 2023

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 6

1 Por volta daquele tempo o rei Antíoco, viajando pelos países altos, ouviu dizer que Elimaida, na Pérsia, era uma cidade bastante conhecida pelas suas riquezas, prata e ouro;
2 e que havia nela um templo muito rico onde se encontravam véus de ouro, couraças e escudos que Alexandre, filho de Felipe, o rei macedônio, o qual reinara primeiro entre os gregos, ali deixara.
3 Por causa disso, ele veio e procurou tomar a cidade, com o fim de espoliá-la. Contudo, não pôde fazê-lo, porque os habitantes da cidade, tendo sido advertidos disso,
4 levantaram-se contra ele em batalha. Então ele fugiu, partindo dali com grandes perdas, e retornando para a Babilônia.
5 Além disso, veio alguém à Pérsia trazendo-lhe notícias e dizendo que os exércitos, os quais foram contra a terra da Judéia, haviam sido postos em fuga;
6 e que Lísias, o qual saíra primeiro, com um grande exército, fora expulso pelos judeus que haviam sido fortalecidos pelas armaduras e tropas, e pelos despojos que haviam obtido dos exércitos a quem eles tinham destruído.
7 E também que haviam posto abaixo a abominação que ele colocara no altar em Jerusalém, tendo cercado o santuário com altos muros, como dantes, assim como a sua cidade de Betesur.
8 Ora, quando o rei ouviu estas palavras, ele ficou atônito e penalizado. Depois disso, deitou-se sobre a sua cama, estando tomado de tristeza, porquanto não conseguira o que buscava.
9 E nesse estado continuou por muitos dias, pois o seu sofrimento aumentava cada vez mais, e ele acreditava que iria morrer.
10 Por este motivo, conclamou a todos os seus amigos e disse-lhes: O sono se afastou dos meus olhos, e o meu coração desfalece por causa das muitas preocupações.
11 Assim, pensei comigo mesmo: Em que tribulação entrei, e quão grande é esta inundação de miséria, imerso na qual agora me encontro! Pois eu era generoso e amado no meu poder.
12 Todavia, hoje me lembro dos males que fiz em Jerusalém, tendo tomado a todos os utensílios de ouro e prata que estavam ali, e dado ordens para destruir os habitantes da Judéia, sem causa.
13 Percebo, portanto, que por esse motivo todos estes problemas vieram sobre mim; e eis que pereço com grande dor em uma terra estranha.
14 Então, chamou Felipe um dos seus amigos, e o colocou como governante sobre todo o seu reino;
15 e deu-lhe a coroa, a sua túnica e o seu sinete, com o fim de criar o seu filho Antíoco e o preparar para reinar.
16 E o rei Antíoco morreu, no centésimo nono ano.
17 Ora, quando Lísias soube que o rei estava morto ele estabeleceu Antíoco, que era filho dele e a quem criara desde a sua juventude, a fim de reinar em seu lugar; e chamou seu nome Eupator.
18 Por volta desta época, os que estavam na torre impediram os israelitas de entrarem no santuário, e buscaram continuamente feri-los, com o fortalecimento dos pagãos.
19 Portanto, Judas, com o propósito de destruí-los, conclamou todas as pessoas a fim de sitiá-los.
20 Depois disso eles se juntaram e os sitiaram, no centésimo quinquagésimo ano, e fizeram rampas contra eles, assim como outras estratégias.
21 Mas alguns dos que foram assediados avançaram, aos quais se juntaram certos homens ímpios de Israel.
22 E, indo ao rei, disseram-lhe: Até quando demorará a fim de que executes o julgamento e vingues os nossos irmãos?
23 Temos estado dispostos a servir ao teu pai, para fazer o que ele quisesse e obedecer aos seus mandamentos;
24 Por este motivo, alguns de nossa nação assediaram a fortaleza, alienando-se de nós. Além disso, em quantos de nós puderam pôr as mãos eles mataram, arruinando a nossa herança.
25 E não estenderam a mão contra nós tão somente, mas também contra as tuas fronteiras.
26 Eis que neste mesmo dia estão sitiando a fortaleza em Jerusalém, a fim de tomá-la; também o santuário e a cidade de Betesur eles fortificaram.
27 Portanto, se não os impedires, rapidamente, farão coisas maiores do que estas, e não poderás governar sobre eles.
28 Ouvindo o rei isto, ficou zangado, reuniu todos os seus amigos, os capitães do seu exército e os comandantes da cavalaria.
29 Chegaram-se também a ele de outros reinos, e das ilhas do mar, bandos de soldados contratados,
30 até que o número do seu exército fosse de cem mil homens de infantaria e vinte mil cavaleiros, e trinta e dois elefantes acostumados na batalha.
31 Estes passaram pela Iduméia, e acamparam contra Betesur, assediando-a por muitos dias, tendo construído mecanismos de guerra. Mas os de Betesur saíram e os queimaram com fogo, lutando valentemente.
32 Depois disso, Judas retirou-se da fortaleza e acampou-se em Bete-Zacarias, contra o acampamento do rei.
33 Então o rei, levantando-se muito cedo, marchou ferozmente com o seu exército em direção a Bete-Zacarias, onde os exércitos se prepararam para a batalha, soando as trombetas.
34 Com o fim de provocarem os elefantes para a luta apresentaram-lhes o suco de uvas e de amoras. 
35 Também dividiram os animais entre os exércitos, e para cada elefante designaram mil homens armados com malhas de ferro, e com capacetes de bronze em suas cabeças. Além disso, para cada animal foram ordenados quinhentos cavaleiros dos melhores.
36 Estes estavam prontos em todas as ocasiões: onde quer que se encontrasse o animal, e aonde ele fosse, também eles iam; e não se apartavam dele.
37 Sobre os animais estavam fortes torres de madeira, encimando cada um deles, as quais eram presas neles com dispositivos; também havia, sobre todos, três homens fortes que pelejavam sobre eles, além do hindu que os guiava.
38 Quanto aos remanescentes dos cavaleiros, eles colocaram-nos deste lado e daquele lado, nas duas alas do exército, dando-lhes sinais do que fazer, e sendo aproveitados em todas as fileiras.
39 Ora, quando o sol resplandecia sobre os escudos de ouro e bronze, as montanhas se iluminavam e brilhavam como lâmpadas de fogo.
40 Assim, parte do exército do rei espalhando-se sobre as altas montanhas, e parte nos vales abaixo, eles marcharam com segurança e em ordem.
41 Logo, todos os que ouviram o barulho de sua multidão, a marcha da companhia e o chocalho dos arneses, ficaram consternados, pois o exército era muito grande e poderoso.
42 Então Judas e seu exército se aproximaram e entraram na batalha; e foram mortos pelo exército do rei seiscentos homens.
43 Eleazar também, cognominado Savaran, percebendo que um dos animais, revestido com arnês real, era maior do que todo o resto, e supondo que o rei estava sobre ele,
44 colocou a si mesmo em perigo com o fim de libertar o seu povo, e conquistar para si um nome eterno.
45 Por este motivo, correu corajosamente contra ele, no meio da batalha, matando à direita e à esquerda, de modo que foram divididos por ele, para ambos os lados.
46 Tendo feito isso, ele se arrastou debaixo do elefante, enfiando-se sob ele, e matou-o. Então o elefante caiu sobre ele, e, ali, ele morreu.
47 Contudo, o restante dos judeus, vendo a força do rei e a violência de seus exércitos, se afastou deles.
48 Depois disso, o exército do rei subiu a Jerusalém com o fim de encontrá-los; e o rei armou as suas tendas contra a Judéia e contra o monte Sião.
49 Entretanto, com os que estavam em Betesur ele fez a paz, porque saíram da cidade, não tendo ali víveres para suportar o cerco; pois era aquele um ano de repouso para a terra.
50 Então o rei tomou Betesur, colocando uma guarnição nela, a fim de mantê-la.
51 Quanto ao santuário, ele o sitiou durante muitos dias, colocando lá uma artilharia com máquinas e instrumentos para atirar fogo e pedras, e peças para lançar dardos, e, também, fundas.
52 Por este motivo eles fizeram máquinas contra as suas máquinas, e sustentaram a batalha por uma longa temporada.
53 No entanto, ao fim, seus depósitos estando sem víveres (por este era o sétimo ano, e aqueles na Judéia que haviam sido libertos dos gentios tinham comido o restante que estava armazenado),
54 ficaram poucos homens no santuário. Porquanto a fome prevalecera contra eles, de modo que se dispersaram, indo cada um para o seu lugar.
55 Naquela época, Lísias ouviu dizer que Filipe, a quem o rei Antíoco, enquanto vivia, tinha designado para cuidar de seu filho Antíoco, tornar-se-ia o próximo rei;
56 e que ele havia retornado da Pérsia e da Média, estando o exército do rei com ele. E que buscava tomar para si o poder.
57 Portanto ele foi, apressadamente, e disse ao rei e aos capitães do exército e da companhia: Nós nos enfraquecemos diariamente, nossos mantimentos são parcos e o lugar a que fazemos cerco é muito forte, e os assuntos do reino recaem sobre nós.
58 Agora, pois, sejamos amigos desses homens, e celebremos a paz com eles e com toda a sua nação;
59 façamos com eles um pacto, a fim de que vivam segundo as suas leis, como era antes. Pois estão descontentes e fizeram todas essas coisas porque abolimos as suas leis.
60 Então o rei e os príncipes ficaram satisfeitos. Por esse motivo, enviou-lhes emissários para fazer a paz. E eles concordaram.
61 Também o rei e os príncipes lhes fizeram um juramento, e saíram da fortaleza.
62 Logo, o rei entrou no monte Sião. Mas quando viu a força do lugar, ele quebrou o juramento que fizera, dando ordens para derrubar a parede ao redor.
63 Depois disso, partiu apressadamente, voltando para Antioquia, onde encontrou Filipe que havia se tornado senhor da cidade; então, lutou contra ele, tomando a cidade pela força.

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 5

1 Ora, quando as nações ao redor ouviram que o altar fora construído e o santuário renovado como antes, isto os desagradou muito.
2 Portanto, eles pensaram em destruir a geração de Jacó que se encontrava entre eles. Logo, começaram a matar e destruir o povo.
3 Judas lutou contra os filhos de Esaú na Iduméia e em Acrabatena, porquanto sitiaram a Gael. E impingiu-lhes grande derrota, fazendo murchar a sua coragem; e tomaram os seus despojos.
4 Também se lembrou da maldade dos filhos de Beã, que haviam sido uma armadilha e uma ofensa para as pessoas, na medida em que as esperavam nos caminhos.
5 Ele os encerrou, portanto, nas torres, acampando-se contra eles; e os destruiu completamente. Queimou as torres daquele lugar com fogo, e todos os que ali estavam.
6 Depois disso, ele passou para os filhos de Amom, onde encontrou um poderoso exército, e muitas pessoas com Timóteo, seu capitão,
7 travando muitas batalhas contra eles, até que ficaram desconcertados diante dele. E os feriu.
8 Tendo tomado Jazer, com as cidades a ela pertencentes, ele voltou para a Judéia.
9 Então os pagãos que se encontravam em Gileade ajuntaram-se contra os israelitas que estavam em seus territórios, com o fim de destruí-los. Entretanto, eles fugiram para a fortaleza de Datema
10 e enviaram cartas a Judas e aos seus irmãos, dizendo: As nações que estão ao nosso redor ajuntaram-se contra nós para nos destruir,
11 e se preparam a fim de vir e tomar a fortaleza para a qual fugimos, Timóteo sendo capitão do seu exército.
12 Vem agora, e nos livra de suas mãos, porque muitos dos nossos já estão mortos.
13 Sim, todos os nossos irmãos que estavam na região de Tobias foram mortos; as suas mulheres e os seus filhos eles também levaram cativos, e tomaram suas coisas. E destruíram, lá, cerca de mil homens.
14 Enquanto estas cartas ainda estavam sendo lidas, eis que vieram outros mensageiros da Galileia com suas roupas esfarrapadas, que relataram sobre isso,
15 e disseram: Os de Ptolemaida, de Tiro, de Sidom e de toda a Galileia dos gentios estão reunidos contra nós, com o fim de consumir-nos.
16 Ora, quando Judas e o povo ouviram estas palavras, ajuntaram uma grande congregação para consultar o que deveriam fazer pelos seus irmãos que estavam em apuros e acossados.
17 Então, disse Judas a Simão, seu irmão: escolhe homens para ti, e vai e livra os teus irmãos que estão na Galileia, porque eu e Jônatas, meu irmão, entraremos no país de Galaad.
18 E deixou José, filho de Zacarias, e Azarias, capitães do povo, com o restante do exército na Judéia, para guardá-la.
19 Deu-lhes também uma ordenança, dizendo: Tomai a responsabilidade deste povo, e vede que não façais guerra contra as nações até o momento em que voltarmos.
20 Ora, a Simão foram dados três mil homens com o fim de entrar na Galileia, e a Judas oito mil homens para irem ao país de Galaad.
21 Depois disso foi Simão à Galileia, onde lutou muitas batalhas com os pagãos, de modo que foram desbaratados por ele,
22 tendo-os perseguido até o portão de Ptolemaida. E foram mortos dos pagãos cerca de três mil homens, cujos despojos ele tomou.
23 E os que estavam na Galileia e em Arbates, com suas esposas e filhos, e tudo o que tinham, levaram-nos com eles. E os conduziram à Judéia com grande regozijo.
24 Também Judas Macabeu e seu irmão Jônatas foram até o Jordão, em três dias de viagem no deserto,
25 onde se encontraram com os nabateus, que vieram a eles de forma pacífica e contaram-lhes tudo o que havia acontecido com seus irmãos na terra de Galaad,
26 e como muitos deles foram aprisionados em Bosora, e em Bosor, Alima, Cásfora, Maced e Carnaim (todas estas são cidades grandes e fortificadas),
27 os quais também se achavam encerrados nas outras cidades do país de Galaad. E que tinham decidido com o fim de no dia seguinte trazer seu exército contra as fortificações e tomá-los, e para destruir todos eles em um único dia.
28 Então Judas e seu exército se voltaram, de improviso, pelo caminho do deserto, indo até Bosora. E quando ele tomou a cidade matou todos os do sexo masculino à espada, e levou os seus despojos, queimando a cidade com fogo,
29 e retirou-se dela a noite, deslocando-se até chegar à fortaleza.
30 Por volta do amanhecer eles ergueram os olhos, e eis que havia inúmeras pessoas com escadas e outros aparelhos de guerra, para tomar a fortaleza; porquanto os assaltaram.
31 Quando Judas viu que a batalha tinha começado, e que o clamor da cidade subira ao céu, com trombetas e um som formidável,
32 disse ele ao seu exército: Lutem, neste dia, por seus irmãos!
33 Depois disso, saiu após eles com três batalhões, que soaram as suas trombetas e elevaram a voz em oração.
34 Mas o exército de Timóteo, conhecendo que era Macabeu, fugiu dele. E, por causa disso, os feriu com um grande abate, de modo que foram mortos, naquele dia, cerca de oito mil homens.
35 Feito isto, Judas se voltou para Maspa e, depois de a ter assaltado, matou ali todos os que eram do sexo masculino, tomando os despojos; e a incendiou.
36 Partindo dali, apoderou-se de Casfo, de Maced, de Bosor e das outras cidades do país de Galaad.
37 Depois destas coisas, ajuntou Timóteo outro exército e acampou-se contra Rafon, além do ribeiro.
38 Então Judas enviou homens para espiar o exército, os quais trouxeram uma palavra, dizendo: Todas as nações que estão ao nosso redor se encontram reunidas com eles, um grande exército.
39 Ainda mais, ele contratou os árabes para ajudá-los, os quais armaram as suas tendas do outro lado da corrente, prontos para vir e lutar contra ti. Com isto, Judas saiu a encontrá-los.
40 Então, disse Timóteo aos capitães do seu exército: Quando Judas e suas tropas se aproximarem do ribeiro, se ele atravessar primeiro não poderemos resistir-lhe. Porque ele prevalecerá poderosamente contra nós.
41 Contudo, se temer e acampar-se além do rio passaremos e prevaleceremos contra ele.
42 Quando Judas aproximou-se do ribeiro, fez com que os escribas do povo permanecessem junto da torrente, e ordenou-lhes, dizendo: Não deixemos que ninguém permaneça no arraial; porém, que todos venham à batalha.
43 Então ele foi primeiro contra eles, e todo o povo após ele; e todas aquelas nações, sendo derrotadas diante dele, deixaram suas armas e fugiram para o templo que estava em Carnaim.
44 Entretanto, eles tomaram a cidade e queimaram o templo com todos os que ali se achavam. Deste modo foi Carnaim subjugada, e eles não podiam mais resistir a Judas.
45 Depois disso, Judas reuniu todos os israelitas que estavam no país de Galaad, desde o menor até o maior, com as suas mulheres e os seus filhos, e também as suas coisas, um grande exército, com o fim de entrarem na terra de Judá.
46 Logo chegaram a Efron (era esta uma grande cidade no caminho pelo qual deveriam passar, muito bem fortificada), e não podiam se desviar dela, nem pela direita nem pela esquerda; todavia, precisavam passar pelo meio dela.
47 Então os moradores da cidade se encerraram, e guarneceram as portas com pedras.
48 Judas enviou-lhes mensageiros, de forma pacífica, dizendo: Passaremos pela vossa terra a fim de entrarmos em nosso país, e ninguém vos ferirá. Tão somente passaremos a pé. Mas não o permitiram.
49 Portanto, Judas ordenou que fosse feita proclamação por todo o exército, para que todo homem armasse a sua tenda no lugar onde se encontrava.
50 Logo, os soldados acamparam e assediaram a cidade todo aquele dia e toda a noite, até que ela lhe caiu nas mãos.
51 Então mataram todos os do sexo masculino com o fio da espada, destruindo a cidade. E tomaram os despojos, andando pela cidade sobre os que foram mortos.
52 Após isso, eles atravessaram o Jordão indo para a grande planície diante de Betsã.
53 E Judas reuniu os que vinham atrás, exortando o povo pelo caminho até chegarem à terra de Judá.
54 E subiram ao monte Sião com grande regozijo, onde ofereceram holocaustos; porque nenhum deles fora abatido, até que retornaram em paz.
55 Ora, enquanto Judas e Jônatas estavam na terra de Galaad, e Simão, seu irmão, na Galileia, diante de Ptolemaida,
56 José, filho de Zacarias, e Azarias, chefes das guarnições, ouviram a respeito de seus atos valentes e das proezas que tinham feito.
57 Portanto, eles disseram: Que possamos também conquistar para nós um bom nome. Iremos, então, lutar contra os pagãos que estão ao nosso redor.
58 E dando encargo à guarnição que se encontrava com eles, foram para Jâmnia.
59 Logo vieram Górgias e seus homens da cidade a fim de lutar contra eles.
60 Mas aconteceu que José e Azarias foram postos em fuga, indo até as fronteiras da Judéia; e morreram naquele dia, do povo de Israel, cerca de dois mil homens.
61 Deste modo houve um grande abate entre os filhos de Israel, porquanto não obedeceram a Judas e a seus irmãos, mas pensaram em praticar atos corajosos.
62 Todavia, estes homens não vieram da semente daqueles por cuja mão a libertação fora dada a Israel.
63 Mas Judas e os seus irmãos tornaram-se muito conhecidos aos olhos de todo o Israel, e também aos de todas as nações onde o seu nome foi escutado,
64 de modo que as pessoas se reuniram a eles com aclamações alegres.
65 Depois disso, Judas foi com seus irmãos e lutou contra os filhos de Esaú, na terra ao sul, onde feriu a Hebrom e as suas cidades, derrubando a sua fortaleza; e queimou as suas torres ao redor.
66 De lá ele se retirou para entrar na terra dos filisteus, tendo passado por Samaria.
67 Naquele tempo, certos sacerdotes, desejosos de mostrarem seu valor, foram mortos na batalha, porquanto saíram para lutar sem estarem devidamente preparados.
68 Então Judas voltou-se para Azoto, na terra dos filisteus, e, tendo derrubado os seus altares, passado pelo fogo as suas imagens esculpidas e arruinado as suas cidades, ele voltou para a terra da Judéia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 4

1 Então Górgias tomou cinco mil soldados de infantaria, e mil dos melhores cavaleiros. E saíram do seu acampamento, de noite, 
2 com o intento de invadir o acampamento dos judeus e feri-los, repentinamente. E os homens da fortaleza eram seus guias. 
3 Ora, quando Judas soube disso, ele próprio se retirou, e os homens valentes com ele, a fim de derrotar o exército do rei que estava em Emaús, 
4 enquanto as forças ainda estavam fora do acampamento.
5 Nesse meio tempo, Górgias chegou de noite ao acampamento de Judas; e não encontrando ali ninguém, procurou-os nas montanhas.
6 Entretanto, logo que amanheceu, Judas apareceu na planície com três mil homens, os quais, no entanto, não tinham armaduras nem espadas para ajudá-los. 
7 Eles viram o acampamento dos pagãos, que era forte e bem guarnecido, e cercado de cavaleiros; e estes eram especialistas em guerra.
8 Então, disse Judas aos homens que estavam com ele: Não temais a sua multidão, nem o seu ataque. 
9 Lembrai-vos de como nossos pais foram libertos no mar Vermelho, quando Faraó os perseguiu com um exército. 
10 Agora, pois, clamemos ao céu, se porventura o Senhor se compadecer de nós e lembrar-se da aliança de nossos pais, destruindo este exército diante de nossa face, neste dia, 
11 a fim de que todos os gentios saibam que há alguém que livra e salva Israel.
12 Os estrangeiros levantaram os olhos e os viram vindo de encontro a eles. 
13 Logo saíram do acampamento para a batalha, mas os que estavam com Judas tocaram suas trombetas. 
14 Então travaram a batalha, e os pagãos, sendo derrotados, fugiram para a planície. 
15 No entanto, todos eles foram mortos à espada, porquanto os perseguiram até Gazara, e até as planícies de Iduméia, Azoto e Jâmnia. De modo que foram mortos três mil homens.
16 Feito isto, Judas retornou com seu exército, deixando de persegui-los, 
17 e disse ao povo: Não sejais cobiçosos do despojo, porquanto há uma batalha diante de nós, 
18 e Górgias e seu exército estão aqui, conosco, na montanha. Todavia, levantem-se agora contra nossos inimigos, e derrotem-nos. Depois disso vocês poderão, corajosamente, tomar os despojos.
19 Enquanto Judas ainda falava estas palavras, surgiram alguns dentre eles olhando da montanha, 
20 os quais, quando perceberam que os judeus haviam posto em fuga o seu exército e estavam queimando as tendas  (pois a fumaça que foi avistada tornava claro o que havia acontecido), 
21 quando, portanto, perceberam essas coisas, ficaram com muito medo. E vendo também o exército de Judas na planície, pronto para lutar, 
22 fugiram todos para a terra dos estrangeiros. 
23 Então Judas voltou para saquear as tendas, tendo conseguido muito ouro, prata, seda azul e púrpura marinha, e muitas riquezas.
 24 Depois disso, eles foram para casa e entoaram um cântico de ação de graças; e louvaram ao Senhor no céu, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. 
25 Deste modo, teve Israel um grande livramento naquele dia.
26 Todos os estrangeiros que haviam escapado vieram e contaram a Lísias o que havia acontecido. 
27 O qual, ouvindo isso, ficou confuso e desanimado, uma vez que nem o que ele queria tinha sido feito a Israel, nem o que o rei lhe ordenara havia acontecido.
28 No ano seguinte, portanto, Lísias reuniu sessenta mil homens escolhidos de infantaria e cinco mil cavaleiros, a fim de subjugá-los. 
29 Chegaram eles a Iduméia, e  armaram as suas tendas em Betesura. E Judas foi ao encontro deles com dez mil homens.
30 Quando viu aquele poderoso exército, ele orou, e disse: Bendito és tu, ó Salvador de Israel, que reprimiste a violência do valente pela mão de teu servo Davi, e entregaste o exército dos estranhos nas mãos de Jônatas, filho de Saul, e de seu escudeiro. 
31 Encerra este exército na mão do teu povo Israel, e que eles sejam confundidos em seu poder e em seus cavaleiros; 
32 faze-os perder a coragem, e faz também com que a ousadia de sua força se desfaça; e que eles tremam em sua destruição. 
33 Derruba-os com a espada daqueles que te amam, e que todos aqueles que conhecem o teu nome te louvem com ações de graças.
34 Então eles se juntaram para a batalha. E foram mortos, do exército de Lísias, cerca de cinco mil homens, caindo diante deles.
35 Ora, quando Lísias viu seu exército posto em fuga, e a virilidade dos soldados de Judas, e como eles estavam prontos para viver ou morrer valentemente, após isso ele foi para Antioquia, reunindo uma companhia de estrangeiros. Tendo aumentado o seu exército, pretendia voltar para a Judéia.
36 Mas disseram Judas e seus irmãos: Eis que os nossos inimigos estão derrotados; subamos, a fim de purificar e consagrar o santuário. 
37 Nisto, todo o exército se reuniu e subiu ao monte Sião. 
38 E quando viram o santuário desolado e o altar profanado, os portões queimados, com arbustos crescendo nos pátios como em uma floresta ou em uma das montanhas; sim, e as câmaras dos sacerdotes derrubadas,
39 eis que eles rasgaram as suas vestes e fizeram grande lamentação, e lançaram cinzas sobre as suas cabeças, 
40 prostrando-se com o rosto no chão. E tocaram um alarme com as trombetas, clamando ao céu.
41 Então Judas designou alguns homens para lutarem contra os que estavam na fortaleza, até que ele tivesse purificado o santuário. 
42 Escolheu, pois, sacerdotes de conduta irrepreensível, que tinham prazer na lei, 
43 os quais purificaram o santuário e levaram as pedras impuras para um lugar imundo.
44 E quando eles consultaram o que fazer com o altar de holocaustos, o qual havia sido profanado, 
45 depois disso eles acharam melhor derrubá-lo, para que não lhes fosse uma vergonha, porquanto os pagãos o haviam profanado. Portanto, eles o derrubaram, 
46 e colocaram as pedras na montanha do templo, em um lugar conveniente, até que devesse vir um profeta para mostrar o que haveria de ser feito com elas.
47 Então pegaram pedras inteiras, conforme a lei, e construíram um novo altar, de acordo com o primeiro.
48 E fizeram o santuário e as coisas que estavam dentro do templo, e santificaram os átrios. 
49 Fizeram também novos vasos sagrados, e trouxeram para o templo o castiçal, o altar dos holocaustos e do incenso, e a mesa.
50 Sobre o altar queimaram incenso, e acenderam as lâmpadas que estavam sobre o castiçal, a fim de iluminar o templo. 
51 Além disso, puseram os pães sobre a mesa, e estenderam os véus. E terminaram todas as obras que haviam começado a fazer.
52 No vigésimo quinto dia do nono mês, chamado mês de Quisleu, do ano cento e quarenta e oito, eles levantaram-se, de madrugada, 
53 e ofereceram o sacrifício, segundo a lei, sobre o novo altar de holocaustos, as oferendas que haviam feito. 
54 Na mesma hora e no mesmo dia em que os pagãos o haviam profanado, neste mesmo tempo ele foi dedicado com canções, com cítaras, harpas e címbalos. 
55 Então todo o povo prostrou-se com o rosto em terra, adorando e louvando ao Deus do céu, que lhes dera bom êxito.
56 Deste modo eles guardaram a dedicação do altar por oito dias, e ofereceram holocaustos com alegria; e sacrificaram o sacrifício de libertação e louvor. 
57 Enfeitaram também a fachada do templo com coroas de ouro e com escudos; e os portões e as câmaras eles renovaram, colocando portas sobre eles. 
58 Assim, houve grande alegria entre o povo, porque o opróbrio dos gentios fora afastado.
59 Além disso, Judas e seus irmãos, com toda a congregação de Israel, ordenaram que os dias da dedicação do altar fossem mantidos em sua estação, de ano para ano, pelo espaço de oito dias a partir do dia vinte e cinco do mês Quisleu, com grande alegria. 
60 Naquela época, eles também construíram altos muros e fortes torres ao redor do monte Sião, para que os gentios não viessem e o pisassem, como haviam feito antes; 
61 e estabeleceram ali uma guarnição para mantê-lo. E fortificaram Betesur, a fim de preservá-la e para que o povo pudesse ter uma defesa contra a Iduméia.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 3

1 Depois disso, seu filho Judas, chamado Macabeu, levantou-se em seu lugar,
2 e todos os seus irmãos o ajudaram. Assim também fizeram aqueles que estavam com seu pai, pelejando com alegria a batalha de Israel.
3 Ele trouxe grandes honras para o seu povo, vestindo-se de um peitoral, como um gigante. Pôs sobre si o aparato de um guerreiro, travando batalhas e protegendo o exército com a sua espada.
4 Em seu agir era ele como um leão, tal como o rugido de um filhote de leão buscando por sua presa;
5 pois perseguiu os ímpios, buscou-os e queimou aqueles que aborreceram o seu povo.
6 Os ímpios se encolheram por temor dele, e todos os obreiros da iniquidade se viram em apuros, uma vez que a salvação prosperou na sua mão.
7 Afrontou também muitos reis, fazendo Jacó alegrar-se com seus atos. Seu memorial é abençoado para sempre.
8 Além disso, atravessou as cidades de Judá, destruindo os ímpios no meio deles e afastando a ira de Israel.
9 Deste modo, tornou-se ele conhecido na maior parte da terra, e acolheu o que estava preparado para perecer.
10 Então Apolônio reuniu os gentios, e um grande exército de Samaria, a fim de lutar contra Israel.
11 O que, quando Judas o percebeu, saiu ao encontro dele e o feriu, matando-o. Muitos, também, caíram mortos; porém o restante fugiu.
12 Judas tomou seus despojos, assim como a espada de Apolônio, e com ela combateu durante toda a sua vida.
13 Ora, quando Serom, um príncipe do exército da Síria, ouviu dizer que Judas reunira uma multidão e uma companhia de fiéis a fim de sair com ele para a guerra,
14 eis que ele disse: Conquistarei para mim um nome e honra no reino; Pois irei lutar contra Judas e os que estão com ele, os quais desprezam o mandamento do rei.
15 Então preparou-se para subir. E foi com ele um poderoso exército dos ímpios a fim de ajudá-lo a vingar-se dos filhos de Israel.
16 Aproximando-se da subida de Bete-Horom, Judas saiu ao seu encontro com uma pequena companhia.
17  Eles viram o exército aproximar-se deles, e disseram a Judas: como poderemos, sendo poucos, lutar contra uma multidão tão grande e tão forte, ainda mais que estamos a ponto de desmaiar com o jejum por todo este dia? 
18 Ao que Judas respondeu: Não é uma coisa difícil muitos estarem encerrados nas mãos de poucos. E com o Deus dos céus é tudo a mesma coisa, salvar com uma grande multidão ou com uma pequena companhia;
19 pois a vitória na batalha não está na multidão de um exército. Todavia, a força vem do céu.
20 Eles vêm contra nós com muito orgulho e iniquidade com o fim de nos destruir, e a nossas esposas e filhos, e para despojar-nos.
21 Todavia, lutamos por nossas vidas e por nossas leis.
22 Portanto, o Senhor mesmo os derrubará diante de nossa face; e, quanto a vós, não tenhais medo deles.
23 Assim que acabou de falar, eis que ele acometeu-os, de repente. Deste modo, Seron e o seu exército foram derrubados diante dele. 
24 E perseguiram-nos desde a descida de Bete-Horom até a planície, onde foram mortos cerca de oitocentos homens deles. Mas o restante fugiu para a terra dos filisteus.
25 Então começou o temor de Judas e seus irmãos, e um grande pavor, a cair sobre as nações ao redor deles.
26 Também a sua fama chegou ao rei, e todas as nações falavam das batalhas de Judas.
27 Quando o rei Antíoco escutou estas coisas, ele ficou cheio de indignação. Por este motivo, enviou mensageiros e juntou todas as forças de seu reino, um exército muito forte.
28 Abriu também seu tesouro, e pagou seus soldados por um ano, ordenando que estivessem prontos sempre que precisasse deles.
29 No entanto, quando viu que o dinheiro de seus tesouros se esgotava, e que os tributos no país eram diminutos por causa da dissensão e da peste que ele havia trazido sobre a terra ao tirar as leis que eram desde os tempos antigos,
30 ele ficou temeroso de que não pudesse suportar os encargos por mais tempo, nem ter tais dádivas para entregar tão liberalmente, como dantes; porquanto havia tido em abundância, acima dos reis que eram antes dele.
31 Estando, por conseguinte, muito perplexo em sua mente, decidiu entrar na Pérsia para tomar de lá os tributos dos países, e ajuntar muito dinheiro.
32 Então ele deixou Lísias, um nobre de sangue real, a fim de supervisionar os assuntos do rei, desde o rio Eufrates alcançando as fronteiras do Egito,
33 e para guardar o seu filho Antíoco, até ele voltar.
34 Além disso, entregou-lhe a metade do seu exército, e os elefantes, e deu-lhe o encargo de todas as coisas que ele mesmo teria feito, como também sobre os que habitavam em Judá e Jerusalém,
35 a fim de que soubessem que iria enviar um exército contra eles para destruir e arrasar a força de Israel e o remanescente de Jerusalém, retirando o seu memorial daquele lugar;
36 e que ele deveria colocar estrangeiros em todos os seus lugares, e dividir suas terras por sorteio.
37 Depois disso, o rei tomou a metade das forças que permaneceram e partiu de Antioquia, sua cidade real, no centésimo quadragésimo sétimo ano. Tendo passado o rio Eufrates, ele atravessou os países altos. 
38 Então Lísias escolheu Ptolomeu, filho de Dorimenes, Nicanor e Górgias, homens poderosos dos amigos do rei.
39 Com eles enviou quarenta mil homens de infantaria e sete mil cavaleiros com o fim de entrar na terra de Judá e destruí-la, conforme o rei ordenara.
40 Saíram eles com todo o seu exército, e vieram e acamparam-se em Emaús, na planície.
41 Os mercadores do país, ouvindo a fama deles, tomaram muita prata e ouro, e servos, e entraram no acampamento com o objetivo de comprar os filhos de Israel para serem escravos. Também um exército da Síria e da terra dos filisteus juntou-se a eles.
42 Ora, quando Judas e seus irmãos viram que os problemas se multiplicavam, e que os exércitos se acampavam nas suas fronteiras, sabendo como o rei mandara destruir o povo e aboli-los completamente,
43 eis que eles disseram uns aos outros: Restauremos a sorte deteriorada de nosso povo; lutemos pelo nosso povo e pelo santuário.
44 E a congregação se juntou, a fim de que estivessem prontos para a batalha e para que orassem, pedindo misericórdia e compaixão.
45 Nesse tempo, Jerusalém estava vazia como um deserto, não havia nenhum de seus filhos que entrasse ou saísse: o santuário também fora pisado, e os estrangeiros mantinham o forte domínio. Os pagãos tinham a sua habitação naquele lugar. A alegria fora tirada de Jacó, a flauta com a harpa haviam silenciado. 
46 Portanto, os israelitas reuniram-se, e vieram a Mispa, em frente a Jerusalém; pois em Mispa encontrava-se o lugar onde rezavam, antes, em Israel.
47 Então eles jejuaram, naquele dia, vestiram-se de saco e puseram cinzas sobre as suas cabeças, e rasgaram as suas roupas.
48 ​​E abriram o livro da lei, no qual os pagãos tinham procurado pintar a semelhança de suas imagens.
49 Trouxeram também as vestes dos sacerdotes, as primícias e os dízimos; e chamaram os nazireus, os quais haviam cumprido seus dias.
50 Gritaram, então, com voz alta para o céu, dizendo: O que devemos fazer com estas coisas, e para onde as levaremos?
51 Porque o teu santuário é pisado e profanado, e os teus sacerdotes estão perturbados e abatidos. 
52 Eis que os pagãos estão reunidos contra nós para nos destruir; pois tu conheces o que eles imaginam contra nós.
53 Como poderemos defender-nos contra eles, a não ser que tu, ó Deus, sejas nossa ajuda?
54 Depois disso soaram as trombetas, e choraram com uma alta voz.
55 Então Judas ordenou capitães sobre o povo, sobre os milhares, sobre as centenas, sobre os grupos de cinquenta e sobre as dezenas.
56 Todavia, no que diz respeito àqueles que estavam edificando as suas casas, aos recém desposados, aos que haviam plantado vinhas e aos que estavam temerosos, se ordenou que deviam retornar cada um à sua casa, de acordo com a lei.
57 Logo o acampamento foi removido, estabelecendo-se ao lado sul de Emaús.
58 Disse Judas: armem-se, e sejam valentes. Estejais prontos, ao amanhecer, para pelejardes com estas nações que estão reunidas contra nós, com o fim de nos destruir e ao nosso santuário.
59 Pois é melhor que morramos na batalha do que contemplarmos as calamidades do nosso povo e do nosso santuário.
60 No entanto, seja feita a vontade de Deus que está no céu.

sábado, 26 de junho de 2021

Septuaginta - 1 Macabeus - Capítulo 2

1 Naqueles dias, surgiu Matatias, filho de João, filho de Simeão, sacerdote dos filhos de Joaribe, de Jerusalém, o qual morava em Modin. 
2 Teve ele cinco filhos: João, chamado Gadi; 
3 Simão, chamado Tessi; 
4 Judas, chamado Macabeu;
5 Eleazar, chamado Auarã; e Jônatas, chamado Afus.
6 Quando ele viu as blasfêmias cometidas em Judá e Jerusalém, 
7 disse: Ai de mim! Por que nasci para ver tal miséria do meu povo e da cidade santa e nada fazer, tendo sido entregue nas mãos do inimigo, e o santuário nas mãos dos estranhos?
8 Seu templo se tornou como um homem sem glória; 
9 seus vasos gloriosos são levados para o cativeiro. Seus bebês são mortos nas ruas, seus jovens, com a espada do inimigo. 
10 Que nação não teve parte em seu reino, e não se apoderou de seus despojos? 
11 Todos os seus ornamentos são tirados. De uma mulher livre ela se tornou em uma escrava. 
12 Eis que o nosso santuário, a nossa beleza e a nossa glória, foram destruídos; e os gentios o profanaram. 
13 Com que finalidade devemos viver mais?
14 Então Matatias e seus filhos rasgaram suas roupas, vestiram-se de saco e prantearam muito.
15 Enquanto isto, os oficiais do rei, como se desejassem obrigar o povo a se revoltar, entraram na cidade de Modin, a fim de fazê-los sacrificar. 
16 E quando muitos deles se chegaram a eles, Matatias e seus filhos também vieram.
17 Então falaram os oficiais do rei, e disseram a Matatias: És governador, homem honrado e grande nesta cidade, fortalecido com filhos e irmãos. 
18 Agora, pois, sejas tu o primeiro a cumprir o mandamento do rei, como todos os pagãos já o fizeram; sim, e também os homens de Judá e os que permanecem em Jerusalém. Desta forma, tu e a tua casa estarão no número de amigos do rei, e tu e os teus filhos sereis honrados com prata e ouro, e muitas recompensas.
19 Então Matatias respondeu, erguendo a sua voz: Ainda que todas as nações sob o domínio do rei lhe obedecem, afastando-se todos da religião de seus pais, dando consentimento às suas ordens, 
20 todavia, eu e meus filhos, e meus irmãos, caminharemos na aliança de nossos pais. 
21 Deus não permita que devamos abandonar a lei e as ordenanças. 
22 Nós não ouviremos as palavras do rei com o fim de desviar-nos de nossa religião, seja para a direita, seja para a esquerda.
23 Ora, quando ele acabou de falar estas palavras, veio um dos judeus, aos olhos de todos, para sacrificar no altar que estava em Modin, de acordo com o mandamento do rei. 
24 O que, quando Matatias o viu, ficando inflamado de zelo e sentindo que lhe estremeciam as entranhas, não pode deixar de mostrar a raiva que sentia, de acordo com o justo juízo. Por este motivo, correu e matou-o sobre o altar.
25 Também o comissário do rei, que obrigara os homens a sacrificar, ele matou naquele momento. E o altar ele derrubou. 
26 Deste modo agiu, zelosamente, pela lei de Deus, como fez Finéias a respeito de Zambri, filho de Salom.
27 E Matatias clamou por toda a cidade com grande voz, dizendo: Todo aquele que é zeloso da lei, mantendo a aliança, que me acompanhe. 
28 Então ele e seus filhos fugiram para as montanhas, e deixaram tudo o que tinham na cidade.
29 Muitos que procuravam pela justiça e pelo juízo desceram ao deserto, com o fim de habitar ali, 
30 tanto eles como os filhos deles, e as suas mulheres, e o seu gado. Porquanto as aflições aumentaram a dor sobre eles.
31 Quando foi dito aos servos do rei e ao exército que estava em Jerusalém, na cidade de Davi, que alguns homens, os quais haviam quebrado o mandamento do rei, saíram para esconder-se no deserto, 
32 eles os perseguiram em grande número, e, alcançando-os, acamparam-se contra eles, fazendo-lhes guerra no dia de sábado. 
33 E disseram-lhes: Seja suficiente o que fizestes até agora! Vinde, e fazei conforme o mandamento do rei, e vivereis.
34 Todavia, eles responderam: Não sairemos nem cumpriremos o mandamento do rei com o fim de profanar o dia de sábado. 
35 Então travaram a batalha contra eles, sem demora. 
36 Entretanto, não lhes responderam, nem lançaram uma pedra sobre eles, nem mesmo abandonaram os lugares onde se escondiam. 
37 Mas disseram: Morreremos, todos, em nossa inocência. O céu e a terra testemunharão por nós, que nos matastes injustamente. 
38 Depois disso todos se levantaram contra eles em batalha, no sábado, e os mataram com suas esposas e filhos, e seu gado, cerca de mil pessoas.
39 Quando Matatias e os seus companheiros souberam disso, choraram por eles com grande dor, 
40 e disseram uns aos outros: Se todos nós fizermos como os nossos irmãos fizeram, e não lutarmos por nossas vidas e leis contra os pagãos, eles, agora, nos exterminarão rapidamente da terra.
41 Naquele momento, portanto, decretaram, dizendo: Todo aquele que vier para lutar contra nós no dia de sábado, iremos lutar contra ele. Não morreremos, todos, como nossos irmãos que foram assassinados nos seus esconderijos.
42 Veio a ele uma companhia de assideus, homens poderosos de Israel, todos os quais eram voluntariamente devotos à lei. 
43 Também os que fugiram da perseguição se lhes ajuntaram, e permaneceram com eles. 
44 Então congregaram-se às suas forças, e feriram, na sua ira, os homens pecadores e os homens perversos; mas o restante fugiu para os pagãos a fim de obter socorro.
45 Depois disso, Matatias e seus amigos foram por todos os lugares, derrubando os altares.
46 As crianças que encontraram incircuncisas nas fronteiras de Israel, eles as circuncidaram por força. 
47 Perseguiram, igualmente, os homens orgulhosos; e a obra prosperou em suas mãos. 
48 Então, eles retiraram a lei da mão dos gentios e da mão dos reis, obstando o triunfo dos pecadores.
49 Quando o tempo se aproximou no qual Matatias deveria morrer, disse ele aos seus filhos: O orgulho e a repreensão se fortaleceram, um tempo de destruição e ira indignada. 
50 Agora, pois, meus filhos, sede zelosos pela Lei, e entreguem as vidas que tendes pela aliança de vossos pais. 
51 Trazei à lembrança o que fizeram nossos pais, em seu tempo. Deste modo, alcançareis grande honra e um nome eterno. 
52 Não foi Abraão achado fiel na tentação, o que lhe foi imputado para justiça? 
53 José, no tempo de sua angústia, guardou o mandamento, tendo sido feito senhor do Egito; 
54 Finéias, nosso pai, em ser zeloso e fervoroso obteve a aliança de um sacerdócio eterno;
55 Josué, por cumprir a palavra, tornou-se juiz em Israel; 
56 Calebe, tendo testemunhado diante da congregação, recebeu a herança da terra; 
57 Davi, por ser misericordioso, possuiu o trono de um reino eterno;
58 Elias, zeloso e fervoroso pela lei, foi levado ao céu;
59 Ananias, Azarias e Misael, por terem crido, foram salvos da chama; 
60 Daniel, por sua inocência, foi tirado da boca dos leões. 
61 Considerem, portanto, em todos os tempos, que ninguém será vencido dos que nEle confiam. 
62 Não temais, pois, as palavras de um homem pecador, porquanto a sua glória será esterco e vermes. 
63 Hoje ele deverá ser levantado, contudo, amanhã não irá ser achado; porque foi devolvido ao seu pó, e o seu pensamento tornou-se em nada.
64 Portanto, meus filhos, sede valentes e portem-se como homens, em favor da lei; porquanto por ela obterão glória. 
65 Mas eis que eu conheço ser o vosso irmão Simão um homem de conselho; dai-lhe ouvidos, sempre. Ele será um pai para vós. 
66 Quanto a Judas Macabeu, tem sido poderoso e forte desde a sua juventude; seja ele o vosso capitão, e lute a batalha do povo.
67 Ajuntem também a vós todos aqueles que observam a lei, e vinguem-se do mal feito ao seu povo. 
68 Dai o pago, plenamente, aos pagãos, atendendo aos mandamentos da lei. 
69 Então ele os abençoou, e foi reunido aos seus pais. 
70 E morreu, aos cento e quarenta e seis anos, e os seus filhos o sepultaram nos sepulcros de seus pais, em Modin. E todo o Israel fez grandes lamentos por ele.