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AVISO IMPORTANTE: Estão sendo acrescentados os versículos faltantes, retirados do Velho Testamento na Bíblia hebraica, versão massorética, colocados em negrito a fim de facilitar a identificação. Fonte: Tradução Brasileira de 1917, com algumas correções e atualizações. Textos variantes, considerados de relevância, retirados da mesma fonte supracitada, são adicionados como notas de rodapé, e textos acrescentes são incorporados ao próprio texto da Septuaginta, sempre em negrito. Em alguns casos, o texto da Septuaginta foi substituído pelo da Hebraica Massorética, por este ser mais coerente, ou ter um grande peso de tradição. Quando isso acontece, o texto da Septuaginta aparece em negrito e itálico na nota de rodapé.

SEPTUAGINTA EM PORTUGUÊS - PDF - Revisada - Índice, Ilustrações, Mapas e Novos Recursos Acrescentados
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domingo, 28 de maio de 2017

Septuaginta - Ezequiel - Capítulo 37

1 Então a mão do Senhor veio sobre mim, e o Senhor me levou pelo Espírito, pondo-me no meio de uma planície. E ela estava cheia de ossos humanos.
2 E conduziu-me ao redor deles, em todas as direções; mas eis que eram muito numerosos sobre a face da planície, e estavam mui secos.
3 E disse-me: Filho do homem, irão viver estes ossos? Respondi-lhe: Senhor Deus, tu o sabes.
4 E ele me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Vós ossos secos, ouvi a palavra do Senhor! 
5 Assim diz o Senhor a estes ossos: Eis que trarei sobre vós o fôlego de vida;
6 porei nervos sobre vós, farei crescer carne sobre vós, irei espalhar pele sobre vós, e em vós colocarei o meu Espírito. Vivereis, e sabereis que eu sou o Senhor.
7 Então profetizei como o Senhor me ordenara. E sucedeu, enquanto eu profetizava, que houve um rebuliço e os ossos aproximaram-se, cada um, da sua junta.
8 Olhei, e eis que tendões e carne cresceram sobre eles, e a pele veio sobre eles; contudo, não havia neles o fôlego.
9 E ele me disse: Profetiza ao fôlego de vida, profetiza, ó filho do homem, e dize ao fôlego de vida: Assim diz o Senhor: Vem dos quatro ventos e assopra sobre estes mortos, e fá-los viverem.
10 Então profetizei como ele me ordenara. E o fôlego de vida entrou neles, e viveram; e puseram-se em pé, uma grande congregação.
11 E o Senhor me falou, dizendo: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Todavia eles dizem: Os nossos ossos se tornaram secos; nossa esperança pereceu, estamos desgastados.
12 Portanto, profetiza e dize: Assim diz o Senhor: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, fazendo-vos subir delas, e vos trarei à terra de Israel.
13 Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir as vossas sepulturas para que possa fazer subir delas o meu povo.
14 Porei o meu Espírito dentro de vós e vivereis, e estabelecer-vos-ei na vossa própria terra; e sabereis que eu sou o Senhor. Eu o falei, e irei cumpri-lo, diz o Senhor.
15 E a palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
16 Filho do homem, toma para ti uma vara e escreve nela: Judá e os filhos de Israel, seus companheiros. Tomarás para ti outra vara, e escreverás nela: José, a vara de Efraim, e todos os filhos de Israel que lhe pertencem.
17 Tu as levarás contigo, juntas, de modo que estejam ligadas em só uma vara. E elas estarão na tua mão.
18 E será que quando os filhos do teu povo te disserem: Porventura não irás falar-nos o que queres dizer com essas coisas?
19 que lhes dirás: Assim diz o Senhor: Eis que eu tomarei a tribo de José, que estava na mão de Efraim, e as tribos de Israel que lhe pertencem, e irei adicioná-las à tribo de Judá; e elas se tornarão uma só vara na mão de Judá.
20 E as varas em que fizeste a gravação estarão na tua mão, em sua presença.
21 Mas tu, dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que irei tirar toda a casa de Israel dentre as nações para o meio das quais eles foram, e os congregarei de todos os que estão ao seu redor. E irei trazê-los para a terra de Israel.
22 Farei deles uma nação na minha terra, nas montanhas de Israel. Eles terão um só príncipe, não haverá mais duas nações nem estarão mais divididos, de maneira alguma, em dois reinos,
23 a fim de que não mais se contaminem com os seus ídolos. Livrá-los-ei de todas as suas transgressões nas quais pecaram, e os purificarei. Eles serão o meu povo, e eu, o Senhor, serei o seu Deus.
24 O meu servo Davi será príncipe no meio deles, e haverá um só pastor para todos eles, pois andarão em meus estatutos e guardarão os meus juízos, e os cumprirão.
25 Habitarão na sua terra, a qual dei ao meu servo Jacó, onde seus pais moravam; habitarão nela, e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente.
26 Farei com eles um pacto de paz. Haverá uma aliança eterna com eles, e eu estabelecerei o meu santuário no meio deles para sempre.
27 O meu tabernáculo estará entre eles, eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
28 Então as nações saberão que eu sou o Senhor que os santifica, quando o meu santuário estiver no meio deles, para sempre.

domingo, 22 de julho de 2012

Septuaginta - Êxodo - Capítulo 37

1 Então Bezalel fez também de madeira de acácia a arca; de dois cúbitos e meio era o seu comprimento, de um cúbito e meio a sua largura e de um cúbito e meio a sua altura,
2 cobrindo-a de ouro puro por dentro e por fora, e fez sobre ela uma bordadura de ouro.
3 e fundiu-lhe quatro argolas de ouro, duas em um lado e duas no outro, seus quatro cantos, de largura suficiente para os varais.
4 Fez também varais de madeira de acácia, e cobriu-os de ouro.
5 Meteu os varais nas argolas ao lado da arca de modo que os homens pudessem levar a arca com eles.
6 Fez também o propiciatório sobre a arca, de ouro puro; de dois cúbitos e meio era o seu comprimento, e de um cúbito e meio a sua largura.
7 E os dois querubins de ouro; de ouro batido os fez, nas duas extremidades do propiciatório:
8 um querubim em uma extremidade do propiciatório, e o outro querubim na sua outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fez os querubins nas duas extremidades dele.
9 Os querubins estendiam as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo de sombra o propiciatório, com as suas asas, e tendo as faces voltadas uma à outra; as faces dos querubins olhavam para o propiciatório
10 E fez a mesa de ouro puro, de madeira de acácia. De dois cúbitos era o seu comprimento, de um cúbito a sua largura e de um cúbito e meio a sua altura;
11 Cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma bordadura de ouro.
12 Fez-lhe também um rebordo da largura de uma mão, ao redor do qual fez uma bordadura de ouro,
12 Fez-lhe também um rebordo da largura de uma mão, ao redor do qual fez uma bordadura de ouro,
13 fundindo-lhe quatro argolas de ouro, e meteu as argolas nos quatro cantos que estavam sobre os seus quatro pés, duas de um lado e duas do outro lado, amplas, de modo que os homens poderiam levantá-la com os varais que estavam nelas.
14 Perto do rebordo estavam as argolas, nas quais se meteram os varais para se levar a mesa.
15 E fez para se levar a mesa, os varais da arca e da mesa, de madeira de acácia, dourando-os com ouro.
16 E fez o mobiliário da mesa. Todos os pratos, os incensários, os copos e as taças com as quais se deveriam oferecer as libações eram de ouro puro.
17 Fez também o candelabro que dá luz, de ouro puro; de ouro batido o fez. Tanto o seu pedestal como a haste sólida,
18 e os ramos, de ambos os seus lados Seis ramos saíam dos seus lados: três ramos do candeeiro saíam de um lado dele, e três do outro.
19 e as flores provenientes de seus ramos, três deste lado e três do outro, feitas iguais umas às outras. Num ramo havia três copos a modo de flores de amêndoas, uma maçã e uma açucena; igualmente no outro ramo três copos a modo de flores de amêndoas, uma maçã e uma açucena: assim sucederam com os seis ramos que saíam do candeeiro.
20 No mesmo candeeiro havia quatro copos a modo de flores de amêndoas com os seus cálices e com as suas corolas.
21 E as suas lâmpadas, que estão nas extremidades, botões procedendo delas; e as bases procedendo deles, para que as lâmpadas pudessem estar sobre eles. E as sete bases, acima do candelabro, no seu topo, inteiramente de ouro puro. Havia uma maçã sob dois ramos, que formava com a haste uma só peça, e outra maçã sob dois outros, e ainda outra maçã sob os outros dois, e assim se fazia para os seis ramos que saíam da haste.
22 Os seus cálices e os seus braços formavam uma só peça com a haste; o todo era de obra batida de ouro puro.
23 E, no castiçal, sete lâmpadas de ouro, com os seus apagadores e os seus funis de ouro.
24 De um talento de ouro puro fez o candeeiro e todos os seus utensílios.
25 De madeira de acácia fez o altar do incenso; de um cúbito era o seu comprimento e de um cúbito a sua largura (era quadrado) e de dois cúbitos era a sua altura; os seus chifres formavam uma só peça com ele.
26 Cobriu-o de ouro puro: a sua parte superior, os seus la-dos ao redor e os seus chifres; e fez-lhe uma bordadura de ouro.
27 Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da borda-dura, em ambos os lados dele, e nelas se meteram os varais para se levar o altar.
28 De madeira de acácia fez os varais, e os cobriu de ouro.
29 Fez, ainda, o azeite da santa unção, e o composto do incenso, do trabalho puro do perfumista.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Septuaginta - Gênesis - Capítulo 37

1 Jacó habitava na terra onde seu pai peregrinara, na terra de Canaã.
2 Estas são as gerações de Jacó. José tinha dezessete anos, e ficava alimentando as ovelhas de seu pai, junto de seus irmãos, sendo ainda jovem. Estava ele com os filhos de Bila e com os filhos de Zilpa, as esposas de seu pai. E José trazia a Israel, seu pai, notícias sobre o seu mau comportamento.
3 Jacó amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque esse era o filho da sua velhice; e fez para ele uma túnica talar com mangas compridas, de várias cores.
4 Seus irmãos, tendo visto que seu pai gostava dele mais do que de todos os seus outros filhos, odiavam-no e não podiam falar nada pacificamente com ele.
5 José teve um sonho, relatando-o aos seus irmãos. E odiaram-no ainda mais.
6 E ele lhes disse: Ouvi este sonho, o qual sonhei.
7 Via eu que estáveis atando os molhos no meio do campo, e, então, o meu molho levantou-se, e se endireitou; e os vossos molhos viraram-se e se inclinaram ao meu molho.
8 E seus irmãos disseram-lhe: Deveras reinarás sobre nós? Ou tu, verdadeiramente, virás a tornar-te senhor nosso? Por esse motivo, odiaram-no ainda mais, por causa de seus sonhos e de suas palavras.
9 Sonhou, ele, ainda outro sonho, e relatou-o ao seu pai e aos seus irmãos, dizendo: Eis que eu sonhei um outro sonho. E era como se o sol, a lua e onze estrelas me fizessem reverência.
10 Então seu pai repreendeu-o, dizendo-lhe: Que sonho é este que sonhaste? Será verdade que eu, a tua mãe e os teus irmãos iremos nos curvar diante de ti, até a terra?
11 E seus irmãos o invejavam. Entretanto, seu pai guardava tudo o que fora dito.
12 Depois disso, foram eles, seus irmãos, apascentar as ovelhas de seu pai em Siquém.
13 E Israel disse a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.
14 Então ele lhe disse: Vai, e vê se os teus irmãos e as ovelhas estão bem, trazendo-me alguma palavra. E enviou-o do vale de Hebrom. Veio ele até Siquém,
15 e eis que um homem encontrou-o, vagando no campo. O homem interrogou-o, dizendo-lhe: Que procuras?
16 Respondeu ele: Estou procurando meus irmãos; dize-me, onde apascentam eles os rebanhos?
17 O homem respondeu-lhe: Já partiram daqui. Porque escutei-os, dizendo: Vamos para Dotã. E José foi atrás de seus irmãos, encontrando-os em Dotã.
18 Eles o observaram, de longe, antes que se aproximasse deles, e perversamente tomaram conselho para o matarem.
19 E disse cada um ao seu irmão: Eis que aí vem o sonhador.
20 Ora, então, vamos matá-lo, atirando-o num dos poços; e diremos: Uma fera selvagem o devorou E, aí, veremos o que será de seus sonhos.
21 Tendo Rúben escutado isso, salvou-o das mãos deles, dizendo: Não vamos matá-lo.
22 Disse-lhes Rúben: Não derrameis o seu sangue. Lançai-o em um destes poços do deserto, todavia não coloqueis as mãos sobre ele. Para que pudesse resgatá-lo de suas mãos e restaurá-lo ao seu pai.
23 E sucedeu, quando José chegou a seus irmãos, que eles o despiram da sua túnica multicolorida, da túnica talar com mangas compridas, a qual estava sobre ele,
24 e lançaram mão dele, lançando-o numa cova. Contudo a cova estava vazia, não havendo nela água.
25 Então eles se assentaram para comer pão, e, tendo levantado os olhos, viram, e eis que alguns ismaelitas viajantes vinham de Gileade. Os seus camelos estavam pesadamente carregados com especiarias, com resina e com mirra, e eles estavam levando-as para o Egito.
26 Judá disse a seus irmãos: Que proveito haverá em que matemos nosso irmão e encubramos o seu sangue?
27 Vinde, vamos vendê-lo a estes ismaelitas. Todavia, que as nossas mãos não estejam sobre ele, porque é nosso irmão e nossa carne. E seus irmãos o ouviram.
28 Os homens, os mercadores de Midiã, passavam; e eles puxaram, tirando José da cova. E venderam José para os ismaelitas por vinte moedas de ouro, levando-o eles para o Egito.
29 Entretanto, Rúben voltou ao poço, e, não enxergando José ali, rasgou as suas vestes.
30 E retornou a seus irmãos, falando-lhes: O menino não está lá. E eu, para onde irei, agora?
31 Então, apanhando a túnica de José, mataram um cabrito e mancharam-na com o seu sangue.
32 Tomaram a túnica talar com mangas compridas, de várias cores e a levaram para o seu pai, dizendo-lhe: Encontramos isto. Vê se é a túnica de teu filho, ou não.
33 Reconhecendo-a ele, disse: É a túnica de meu filho. Uma besta selvagem o devorou; uma fera carregou José[1].
34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, pôs um saco sobre os lombos e lamentou a seu filho, por muitos dias.
35 Todos os seus filhos e as suas filhas se congregaram, vindo para o consolar. Ele, porém, não queria ser consolado, e dizia: Descerei para meu filho, pranteando, até o Hades[2]. E, assim, seu pai o lamentou.
36 Mas os midianitas venderam a José, no Egito, para Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda.
[1] sem dúvida José foi despedaçado
[2] ao Sheol