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AVISO IMPORTANTE: Estão sendo acrescentados os versículos faltantes, retirados do Velho Testamento na Bíblia hebraica, versão massorética, colocados em negrito a fim de facilitar a identificação. Fonte: Tradução Brasileira de 1917, com algumas correções e atualizações. Textos variantes, considerados de relevância, retirados da mesma fonte supracitada, são adicionados como notas de rodapé, e textos acrescentes são incorporados ao próprio texto da Septuaginta, sempre em negrito. Em alguns casos, o texto da Septuaginta foi substituído pelo da Hebraica Massorética, por este ser mais coerente, ou ter um grande peso de tradição. Quando isso acontece, o texto da Septuaginta aparece em negrito e itálico na nota de rodapé.

SEPTUAGINTA EM PORTUGUÊS - PDF - Revisada - Índice, Ilustrações, Mapas e Novos Recursos Acrescentados
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sábado, 8 de março de 2014

Septuaginta - 2 Reis (2 Samuel) - Capítulo 5

1 As tribos todas de Israel vieram a Davi em Hebrom, e disseram- lhe: Eis que nós somos teus ossos e tua carne.
2 Até agora, Saul havendo reinado sobre nós, tu foste quem fizeste entrar e sair em Israel, e o Senhor também te disse: Apascentarás o meu povo de Israel, e serás um líder para meu povo de Israel.
3 Então todos os anciãos de Israel vieram ao rei, em Hebrom; e o rei Davi fez com eles um pacto ali, perante o Senhor. E eles ungiram a Davi rei sobre todo o Israel.
4 Davi tinha trinta anos de idade quando começou a reinar, e reinou quarenta anos.
5 Sete anos e seis meses ele reinou em Hebrom sobre Judá, e trinta e três anos reinou sobre todo o Israel e Judá, em Jerusalém.
6 Davi e os seus homens partiram para Jerusalém, para os jebuseus que habitavam a terra. E foi dito a Davi: Tu não entrarás aqui, porquanto os cegos e os coxos resistir-te-ão. Disseram, pois: Davi não entrará aqui.
7 E Davi tomou, primeiramente, a fortaleza de Sião. Esta é a cidade de Davi.
8 Disse Davi, naquele dia: Qualquer que ferir os jebuseus, que ele ataque com a sua espada tanto os coxos como os cegos, e todos aqueles que odeiam a alma de Davi. Por isso é que se diz: os coxos e os cegos não entrarão na casa do Senhor.
9 Davi habitou na fortaleza, a qual foi chamada cidade de Davi, construindo a cidade ao redor da cidadela; e edificou a sua própria casa.
10 E Davi progrediu, engrandecendo-se, pois o Senhor Todo-Poderoso estava com ele.
11 Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi com madeira de cedro, e carpinteiros e pedreiros; e eles construíram uma casa para Davi.
12 Davi sabia que o Senhor o havia preparado para ser rei sobre Israel, e que o seu reino era exaltado por amor do seu povo Israel.
13 Tomou Davi ainda mais esposas e concubinas de Jerusalém, depois que veio de Hebrom. Teve Davi, ainda, outros filhos e filhas que lhe nasceram.
14 E estes são os nomes dos que lhe nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão,
15 Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia,
16 Elisama, Eliada, Elifelete, Samá, Jessibá, Natã, Galaman, Jebar, Disas, Elifelete, Negede, Nefeque, Jenadã, Lisemis, Baal-Imate e Elifaate.
17 Os filisteus ouviram que Davi havia sido ungido rei sobre Israel e subiram, todos, em busca dele. Davi ouviu falar disso, e desceu à fortaleza.
18 Vieram os filisteus, e se reuniram no vale dos Gigantes.
19 Davi consultou ao Senhor, dizendo: Subirei contra os filisteus? Entregá-los-ás em minhas mãos? E o Senhor disse a Davi: Sobe; pois eu, certamente, entregarei os filisteus nas tuas mãos.
20 Deste modo, Davi veio das Brechas Superiores ferindo, lá, os filisteus. E disse: O Senhor destruiu os filisteus hostis diante de mim, tal como a água é dispersa. Por isso o nome daquele lugar foi chamado Brechas Superiores.
21 Deixaram ali os deuses que tinham com eles, e Davi e os seus homens os tomaram.
22 Os filisteus tornaram a subir, e acamparam-se no vale dos Gigantes.
23 Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: Não irás ao encontro deles; afasta-te, e encontrá-los-ás próximo ao lugar do Pranto.
24 Sucederá, quando escutares um som de marcha vindo do bosque do Pranto, que, então, irás ao encontro deles. Pois, em seguida, o Senhor sairá diante de ti a fazer estragos na batalha com os filisteus.
25 Davi fez como o Senhor lhe ordenara, e feriu os filisteus desde Geba até a terra de Gezer.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Septuaginta - 1 Reis (1 Samuel) - Capítulo 29

1 Os filisteus reuniram todos os seus exércitos em Afeque, e Israel acampou-se em En-Dor, que está em Jezreel.
2 Os chefes dos filisteus passaram com as suas centenas de milhares, e Davi e os seus homens iam na retaguarda, com Aquis.
3 Então os chefes dos filisteus disseram: Quem são estes que passam? E Aquis respondeu aos chefes dos filisteus: Não é este Davi, o servo de Saul, rei de Israel? Tem ele estado conosco já há algum tempo, sendo este o seu segundo ano; e eu não encontrei nenhuma falta nele, desde o dia em que se ligou a mim até hoje.
4 Mas os príncipes dos filisteus desagradaram-se dele, e disseram-lhe: Manda o homem embora, e que ele retorne para o seu lugar, onde o estabeleceste. Que ele não vá com a gente para a guerra, e não seja um traidor no acampamento. Pois como reconciliar-se-ia ele com o seu mestre? Não seria com as cabeças destes homens?
5 Não é este o mesmo Davi a quem comemoram nas danças, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares?
6 Então Aquis chamou Davi e disse-lhe: Como vive o Senhor, tu és justo e aprovado aos meus olhos, e assim é a tua saída e a tua entrada comigo no exército; e não encontrei nenhum mal que pudesse ser cobrado de ti, a contar do dia em que vieste para mim até o dia de hoje. Não és, entretanto, aprovado aos olhos dos príncipes.
7 Agora, pois, volta em paz; e assim fazendo não agirás mal aos olhos dos príncipes dos filisteus.
8 E disse Davi para Aquis: O que fiz para ti? E o que achaste no teu servo, desde o primeiro dia no qual eu estive diante de ti até hoje, que eu não deveria ir à guerra contra os inimigos do senhor, meu rei?
9 Então Aquis respondeu a Davi, dizendo-lhe: Bem sei eu que és bom aos meus olhos, mas os chefes dos filisteus disseram: Ele não virá conosco para a guerra.
10 Agora, pois levanta-te de manhã, bem cedo, tu e os servos de teu senhor que vieram contigo, e vai para o lugar onde te estabeleci; e não abrigues nenhum mau pensamento no teu coração, porque és bom aos meus olhos. Levanta-te cedo para a viagem, assim que houver luz, e parte.
11 Então Davi se levantou cedo, ele e os seus homens, para sair e guardar a terra dos filisteus; e os filisteus subiram a Jezreel para a batalha.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Septuaginta - 1 Reis (1 Samuel) - Capítulo 14

1 Certo dia, Jônatas, filho de Saul, disse ao jovem que levava a sua armadura: Vem, e passemos a Messabe dos filisteus, que está do outro lado. Entretanto, ele não o disse a seu pai.
2 Saul assentou-se no topo da colina, sob a romeira que está em Migrom; e havia com ele cerca de seiscentos homens.
3 Aías, filho de Aitube, irmão de Icabode, filho de Finéias, filho de Eli, era o sacerdote de Deus em Silo, e trazia o éfode. Todavia, o povo não sabia que Jônatas tinha ido.
4 No meio da passagem pela qual Jônatas tentava atravessar para o acampamento dos filisteus havia uma rocha escarpada de um lado, e outra do outro lado; o nome de uma era Bozes, e o da outra Sené.
5 Um caminho levava ao norte, indo para Micmás, e o outro levava ao sul, indo para Geba.
6 Disse Jônatas ao moço que carregava a sua armadura: Vem, passemos à Messabe destes incircuncisos, a ver se porventura o Senhor não irá fazer algo por nós; porquanto o Senhor não está constrangido a livrar com muitos ou poucos.
7 E seu escudeiro disse-lhe: Faze tudo o que teu coração se inclina para fazer; eis que eu estou contigo, meu coração é como o teu coração.
8 E disse Jônatas: Iremos passar para os homens e descer, de repente, sobre eles.
9 Se nos disserem: Permanecei afastados até lhes darmos uma palavra; iremos, então, ficar parados, e não avançaremos contra eles.
10 Porém, se nos disserem assim: Venham até nós! Então subiremos, pois o Senhor os entregou em nossas mãos; e isso será um sinal para nós.
11 E foram ambos para Messabe dos filisteus. E os filisteus disseram: Eis que já os hebreus estão saindo de suas cavernas, onde se tinham escondido.
12 Os homens de Messabe falaram para Jônatas e o seu escudeiro, dizendo: Subi a nós, e mostrar-vos-emos uma coisa. Então Jônatas disse ao seu escudeiro: Sobe após mim, porque o Senhor os entregou nas mãos de Israel.
13 Então Jônatas subiu, gatinhando, e o seu escudeiro com ele. Olharam eles no rosto de Jônatas, e ele os feriu; e o seu escudeiro também os feriu após ele.
14 O primeiro abate que Jônatas e o seu escudeiro efetuaram foi de vinte homens, com dardos e estilingues, e com pedras do campo.
15 Houve consternação no arraial e no campo, e todas as pessoas em Messabe, assim como os saqueadores, ficaram pasmados e já não podiam agir. A terra estava cheia de terror, e havia em tudo um desânimo da parte do senhor.
16 As sentinelas de Saul olharam, em Gibeá de Benjamim, e eis que o exército fora lançado em confusão por todos os lados.
17 Disse Saul ao povo que estava com ele: Contai-vos agora, e vede quem saiu dentre vós. Eles fizeram a contagem, e eis que nem Jônatas nem o seu escudeiro foram encontrados.
18 Então Saul disse a Aías: Traze a estola sacerdotal. Pois ele usava o éfode, naqueles dias, diante de Israel.
19 E sucedeu, enquanto Saul falava ao sacerdote, que o som no acampamento dos filisteus continuou a aumentar muito. Disse Saul ao sacerdote: Recolhe as tuas mãos.
20 Saul subiu, e todas as pessoas que estavam com ele, vindo para a batalha. E eis que a espada de cada um era contra o seu próximo, uma grande confusão.
21 Os servos hebreus, os quais tinham estado antes com os filisteus, e que tinham subido com o exército, voltaram-se também para juntar-se aos israelitas que estavam com Saul e Jônatas.
22 Os israelitas que estavam escondidos na montanha de Efraim ouviram que os filisteus haviam fugido, e eles também reuniram-se com eles para a batalha. O Senhor salvou a Israel naquele dia, passando a guerra além de Bete-Áven. E todas as pessoas com Saul eram cerca de dez mil homens.
23 E a batalha se estendeu a todas as cidades do monte de Efraim.
24 Naquele dia, Saul cometeu uma grande transgressão, por ignorância, colocando uma maldição sobre o povo, ao dizer: Maldito o homem que comer pão antes do entardecer! pois irei vingar-me do meu inimigo. E nenhuma das pessoas provou pão, apesar de que toda a terra já estava jantando.
25 Jaal era um bosque abundante em enxames de abelhas, à superfície da terra.
26 Chegou o povo ao lugar das abelhas, e eis que continuavam a falar. Contudo, não havia ninguém que levasse a sua mão à boca, porquanto o povo temia o juramento do Senhor.
27 Jônatas, entretanto, não tinha ouvido quando seu pai conjurara o povo. Estendeu a ponta do cajado que estava em sua mão, mergulhando-o no favo de mel; e levou a sua mão à boca. E os seus olhos voltaram a enxergar nitidamente.
28 Então uma das pessoas falou, dizendo: Teu pai, solenemente, conjurou o povo, dizendo: Maldito o homem que comer pão, hoje. E as pessoas estavam muito fracas.
29 Jônatas o soube, e disse: Meu pai tem destruído a terra! Vede como os meus olhos já recuperaram a vista, agora que provei um pouco deste mel.
30 Certamente, se as pessoas tivessem nesse dia comido livremente dos despojos de seus inimigos, que eles encontraram, o abate entre os filisteus teria sido maior.
31 E ele feriu, naquele dia, alguns dos filisteus em Micmás; mas as pessoas ficaram muito cansadas.
32 Voltou-se o povo para os despojos, e as pessoas tomaram das ovelhas, vacas e bezerros; e, degolando-os no chão, comiam com o sangue.
33 E foi relatado a Saul, dizendo: O povo pecou contra o Senhor, comendo com sangue. Então Saul disse: De Gedém, rolai uma grande pedra para mim, aqui.
34 Disse Saul: Espalhai-vos entre o povo, dizendo-lhes que tragam para cá cada um o seu bezerro e a sua ovelha; e que eles o matem sobre esta pedra. Todavia, não pequeis contra o Senhor, comendo com sangue. E as pessoas trouxeram, cada um, o que estava em sua mão; e os degolaram naquele lugar.
35 Saul edificou ali um altar ao Senhor. Foi este o primeiro altar que Saul construiu para o Senhor.
36 E disse Saul: Desçamos atrás dos filisteus, esta noite. Saquearemos entre eles até o raiar do dia, e não deixaremos entre eles um só homem. E eles lhe responderam: Faze tudo o que é bom aos teus olhos. E disse o sacerdote: Aproximemo-nos, aqui, de Deus.
37 Então Saul consultou a Deus: Se eu descer atrás dos filisteus, entregá-los-ás nas mãos de Israel? Contudo, ele não lhe respondeu naquele dia.
38 E disse Saul: Trazei todos os chefes de Israel, e conhecei e vede por quem este pecado foi cometido hoje.
39 Porque, como vive o Senhor que salvou a Israel, ainda se a resposta vier a ser contra o meu filho Jônatas, certamente, ele morrerá. E não havia ninguém de todas as pessoas que lhe desse resposta.
40 Então ele disse a todos os homens de Israel: Estareis sujeitos, como eu e Jônatas, meu filho, também estararemos sujeitos. E o povo respondeu a Saul: Faze o que é bom aos teus olhos.
41 E Saul falou: Ó Senhor, Deus de Israel, por que não tens respondido ao teu servo, neste dia? Está a maldade em mim ou no meu filho Jônatas? Senhor, Deus de Israel, manifesta-te claramente! E se a sorte dever declarar tal coisa, dá, peço-te, para teu povo de Israel, dá, peço-te, a santidade. E Jônatas e Saul foram indicados, mas as pessoas se livraram.
42 Então disse Saul: Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho, e aquele a quem o Senhor fizer que seja indicado por sorteio, que ele morra. E o povo disse a Saul: Tal coisa não deve ser feita. Mas Saul prevaleceu contra o povo, e lançaram sortes entre ele e Jônatas, seu filho; e Jônatas foi indicado por sorteio.
43 Disse Saul a Jônatas: Declara-me o que fizeste. E Jônatas respondeu-lhe, dizendo: Eu, de fato, provei um pouco de mel com a ponta do cajado que estava na minha mão; e eis que estou pronto para morrer.
44 Disse-lhe Saul: Deus faça para mim o que bem lhe aprouver, e mais ainda! Tu, certamente, morrerás neste dia.
45 Porém, o povo disse a Saul: Deverá aquele que operou esta grande salvação em Israel ser condenado à morte, neste mesmo dia? Como vive o Senhor, não irá cair no chão um só dos cabelos de sua cabeça; porque o povo de Deus tem tido hoje um grande sucesso. Assim, as pessoas intercederam por Jônatas naquele dia, e ele não morreu.
46 E Saul cessou de perseguir os filisteus, que partiram para o seu lugar.
47 Desta forma, Saul recebeu o reino. Através de sorteio ele herdou o cargo de governante sobre Israel, e pelejou contra todos os seus inimigos em redor: contra Moabe, contra os filhos de Amom, contra os filhos de Edom, contra Bete-Or, contra o rei de Zobá e contra os filisteus. Para onde quer que se voltou, ele foi vitorioso.
48 Agiu ele valentemente e feriu a Amaleque, resgatando Israel das mãos dos que o pisoteavam.
49 Os filhos de Saul eram Jônatas, Isvi e Malquisua; e estes eram os nomes de suas duas filhas: o nome da primogênita era Merabe, e, o da segunda, Mical.
50 O nome de sua esposa era Ainoã, filha de Aimaás. E o nome do capitão do seu exército era Abner, filho de Ner, filho de um parente de Saul.
51 Quis era o pai de Saul, e Ner, pai de Abner, era filho de Jemim, filho de Abiel.
52 A guerra foi constante contra os filisteus por todos os dias de Saul. E quando Saul encontrava algum homem poderoso, e qualquer homem valente, ele tomava-os para si.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Septuaginta - 1 Reis (1 Samuel) - Capítulo 13

1, 2 Então Saul escolheu para si três mil homens dos homens de Israel. Estavam ali com Saul dois mil homens em Micmás, e no monte Betel, e mil estavam com Jônatas em Gibeá de Benjamim; e ele mandou o resto das pessoas irem cada um para a sua tenda.
3 Jônatas feriu a Nasibe, o filisteu que habitava na colina, e os filisteus ouviram-no; Então Saul fez soar a trombeta por toda a terra, dizendo: Os servos se exaltaram.
4 Todo o Israel ouviu dizer: Saul feriu a Nasibe, o filisteu, e agora Israel tem se tornado abominável diante dos filisteus. E os filhos de Israel subiram para Saul, em Gilgal.
5 Reuniram-se os filisteus para a guerra com Israel. E vieram contra Israel trinta mil carros e seis mil cavaleiros, e pessoas como a areia à beira-mar, uma grande multidão; e subiram, acampando-se em Micmás, ao sul, no lado oposto de Bete-Horon.
6 Os homens de Israel viram que estavam em aperto, de modo que não podiam aproximar-se, e as pessoas se esconderam nas cavernas, nos currais, nas rochas, nas valas e nos poços.
7 Ora, alguns passaram, e atravessaram o Jordão indo para a terra de Gade e Gileade. Saul, no entanto, estava ainda em Gilgal; e todas as pessoas o seguiam, atemorizadas.
8 Ele permaneceu lá ainda sete dias, para o testemunho designado, conforme Samuel lhe dissera. Samuel, porém, não veio para Gilgal. E o seu povo afastou-se dele.
9 E Saul disse: Trazei as vítimas, a fim de que eu mesmo possa oferecer holocaustos e ofertas pacíficas. E ele ofereceu o holocausto.
10 Mas aconteceu, quando ele tinha acabado de oferecer o holocausto, que Samuel chegou, e Saul foi ao seu encontro, para o saudar.
11 Então, disse-lhe Samuel: Que fizeste? E Saul respondeu: Porquanto vi como o povo se afastava de mim, e não estavas presente conforme o combinado, de acordo com o tempo ajustado dos dias, e os filisteus se achavam reunidos em Micmás;
12 então disse: Agora, os filisteus chegaram até mim em Gilgal; contudo, eu não busquei a face do Senhor. Eis aí porque me obriguei a oferecer o holocausto.
13 Samuel falou para Saul: Procedeste loucamente, porquanto não guardaste a minha ordem, que o Senhor te ordenara. E hoje o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel, para sempre.
14 Porém, agora, o teu reino não te subsistirá, e o Senhor irá procurar para si um homem segundo o seu coração. O Senhor irá nomeá-lo para ser um governante de seu povo, porquanto não guardaste tudo o que ele te ordenou.
15 Então Samuel se levantou, partindo de Gilgal, e o resto do povo foi atrás de Saul para encontrá-lo, após os homens de guerra, quando eles tinham saído de Gilgal para Gibeá de Benjamim. Saul contou o povo que foi encontrado com ele, cerca de seiscentos homens.
16 Saul e Jônatas, seu filho, e as pessoas que se achavam com eles, pararam em Gibeá de Benjamin e choraram; e os filisteus se acamparam em Micmás.
17 Então os homens avançaram para saquear, vindos da terra dos filisteus em três companhias. Uma delas tomou o caminho de Ofra, em direção à terra de Sual,
18 a outra voltou-se em direção à Bete-Horom, e a terceira foi pelo caminho de Geba, que se desvia para Gai de Zeboim.
19 Ora, não se encontrava um só ferreiro em toda a terra de Israel, porquanto os filisteus tinham dito: Não façam os hebreus para si espada ou lança.
20 Porém todo o Israel descia à terra dos filisteus para forjar, cada um, a sua relha de arado e a sua enxada, o seu machado e a sua foice.
21 Aproximava-se a época da safra, e o amolar de suas ferramentas havia sido avaliado em três siclos para um arado, sendo que esta era também a taxa para o machado e a foice.
22 E sucedeu, nos dias da guerra de Micmás, que não havia uma só espada ou lança nas mãos de todo o povo que estava com Saul e Jônatas; porém, com Saul e Jônatas, seu filho, havia.
23 E saíram alguns do acampamento dos filisteus, indo para um lugar mais além de Micmás.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Septuaginta - 1 Reis (1 Samuel) - Capítulo 5

1 Tomaram os filisteus a arca de Deus, trazendo-a de Ebenézer para Asdode.
2 Os filisteus, então, lançaram mão da arca do Senhor e introduziram-na na casa de Dagom; e a puseram junto dele.
3 O povo de Azoto se levantou de madrugada, entrando na casa de Dagom. Olharam, e eis que Dagom estava caído sobre o seu rosto, perante a arca do Senhor; e levantaram a Dagom, colocando-o em seu lugar. Então a mão do Senhor pesou sobre os asdodeus, e ele os atormentou, ferindo-os em suas partes íntimas, a Asdode e as suas fronteiras.
4 E aconteceu, quando eles se levantaram de madrugada, que Dagom havia caído em seu rosto perante a arca da aliança do Senhor; a cabeça de Dagom e ambas as palmas das suas mãos estavam cortadas, diante do limiar, e os dedos de suas mãos estavam caídos no chão da varanda. Somente o tronco de Dagom fora deixado em seu lugar.
5 Por este motivo os sacerdotes de Dagom, e cada um que entra na casa de Dagom em Asdode, não pisam no seu limiar, até este dia, mas passam por cima dele.
6 Entretanto a mão do Senhor agravou-se sobre Asdode, trazendo-lhes o mal. Este irrompeu sobre eles nos navios, e ratos espalharam-se no meio do seu país, havendo uma grande e indiscriminada mortandade na cidade.
7 Os homens de Asdode viram que era assim, e disseram: A arca do Deus de Israel não ficará conosco, pois a sua mão é pesada sobre nós e sobre Dagom, nosso deus.
8 Então enviaram mensageiros conclamando os chefes dos filisteus a eles, e disseram: Que havemos de fazer com a arca do Deus de Israel? Porém, os gatitas disseram: Tragam a arca de Deus para nós. E a arca do Deus de Israel veio para Gate.
9 E sucedeu, depois que ela foi para Gate, que a mão do Senhor veio sobre a cidade. Houve uma grande confusão, e ele feriu os homens da cidade, pequenos e grandes, em suas partes íntimas. E os gatitas fizeram para si imagens de tumores.
10 Então enviaram a arca de Deus para Ecrom. E aconteceu, quando a arca de Deus entrou em Ecrom, que os ecronitas clamaram, dizendo: Por que trouxestes de volta a arca do Deus de Israel para nós, a fim de matar-nos e ao nosso povo?
11 Eles enviaram mensageiros, reunindo os chefes dos filisteus, e disseram: Enviai daqui a arca do Deus de Israel, e deixai-a ficar em seu lugar; e não deixeis que nos mate e ao nosso povo.
12 Pois houve uma grande confusão em toda a cidade quando a arca do Deus de Israel entrou ali; porquanto aqueles que sobreviveram foram feridos com tumores, e o clamor da cidade subiu até o céu.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Septuaginta - Juízes - Capítulo 16

1 Sansão foi a Gaza, e tendo visto lá uma prostituta relacionou-se com ela.
2 E foi relatado para os gazitas: Sansão tem chegado aqui. Então eles o cercaram, armando ciladas para ele durante toda a noite na porta da cidade; e ficaram aguardando em silêncio a noite toda, dizendo: Esperemos até o amanhecer, e o mataremos.
3 Sansão dormiu até a meia-noite, e, levantando-se na metade da noite, foi e pegou as duas meias portas da entrada da cidade com as suas duas ombreiras, erguendo-as com a tranca e pondo-as sobre os seus ombros; e foi até o topo da montanha que está diante de Hebrom, depositando-as lá.
4 E aconteceu, depois disso, que ele se enamorou de uma mulher no vale de Soreque, cujo nome era Dalila.
5 Os príncipes dos filisteus subiram a ela e disseram-lhe: Seduze-o, e vê em que a sua grande força consiste, e como haveremos de prevalecer contra ele, amarrando-o, para humilhá-lo; e te daremos, cada um, mil e cem peças de prata.
6 Então Dalila disse para Sansão: Diga-me, peço-te, onde reside a tua grande força, e com que hás de ser amarrado a fim de que sejas humilhado.
7 Respondeu-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete tendões úmidos, que ainda não tivessem sido usados, depois disto me enfraqueceria e seria como qualquer um dos homens.
8 Depois disso, os príncipes dos filisteus trouxeram para ela sete tendões úmidos que ainda não tinham sido usados; e amarrou-o com eles.
9 Mas os emboscados permaneceram com ela na câmara. E disse-lhe ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Todavia, ele rompeu as cordas como alguém arrebentaria um fio de estopa chamuscado. E em que consistia a sua força não foi conhecido.
10 E Dalila disse para Sansão: Eis que me enganaste, falando mentiras; agora, então, diz-me com que hás de ser amarrado.
11 E ele lhe disse: Se me amarrassem fortemente com cordas novas, com as quais nenhum trabalho foi feito ainda, então me tornaria fraco e seria como qualquer outro homem.
12 Dalila, então, tomou cordas novas e o amarrou com elas; e a emboscada saiu da câmara. E ela lhe disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Mas ele as arrancou de seus braços como se fossem um fio.
13 E disse Dalila para Sansão: Eis que me enganaste, e me falaste mentiras; diz-me, peço-te, com que hás de ser amarrado. Respondeu-lhe ele: Se puderes tecer as sete tranças da minha cabeça como uma teia, fixando-as com o pino na parede, então me tornaria fraco como qualquer outro homem.
14 E sucedeu, quando ele estava dormindo, que Dalila apanhou as sete tranças da sua cabeça e teceu-as como uma teia com o torno do tear, prendendo-as com um pino na parede. E ela disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Então ele despertou do seu sono, arrancando o pino do tear e a urdidura da teia para fora da parede.
15 E disse Dalila para Sansão: Como dizes tu: Amo-te; quando o teu coração não está comigo? Esta é já a terceira vez que me enganaste, e não me tens dito em que consiste a tua grande força.
16 E aconteceu, como ela constrangia-o com as suas palavras continuamente, oprimindo-o, que o seu espírito quase desfaleceu.
17 Então abriu-lhe todo o seu coração, e disse-lhe: Uma navalha não passou nunca na minha cabeça, porquanto tenho sido um santo de Deus desde o ventre de minha mãe. Se, pois, fosse raspado, a minha força se afastaria de mim e eu seria fraco como todos os outros homens.
18 Enxergou Dalila que ele lhe abrira todo o seu coração. Então ela mandou chamar os príncipes dos filisteus, dizendo-lhes: Subi, ainda esta vez, pois ele me revelou todo o seu coração. E os chefes dos filisteus subiram para ela, trazendo o dinheiro em suas mãos.
19 Dalila fez Sansão dormir sobre os seus joelhos, chamando, depois, um homem que raspou as sete tranças da sua cabeça. Ela começou a humilhá-lo, e a sua força se apartou dele.
20 Disse Dalila: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! e ele despertou do seu sono, dizendo: Soltar-me-ei, como nas vezes anteriores, e me livrarei. Contudo ele não sabia que o Senhor se tinha retirado dele.
21 Os filisteus, então, apoderaram-se dele e arrancaram-lhe os olhos, e o fizeram descer até Gaza, amarrando-o com cadeias de bronze. E foi lançado no cárcere. E obrigaram-no a mover um moinho no cárcere.
22 Entretanto, o cabelo da sua cabeça começou a crescer, tornando-se como era antes de ser raspado.
23 Os chefes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagon, e se alegraram, dizendo: Deus nos deu nas mãos o nosso inimigo, Sansão.
24 O povo o viu, e cantaram louvores ao seu Deus. Porque o nosso Deus, disseram eles, entregou-nos nas mãos o nosso inimigo, que devastou a nossa terra e multiplicou os nossos mortos.
25 E quando o seu coração estava alegre, então disseram: Tirai Sansão para fora do cárcere, e que ele nos divirta. Logo, tiraram Sansão para  fora do cárcere, e ele os divertiu. E bateram-lhe com as palmas das suas mãos, e o colocaram entre os pilares.
26 Disse Sansão ao jovem que segurava na sua mão: Permita-me sentir os pilares sobre os quais repousa a casa, e recostar-me-ei neles.
27 Estava a casa cheia de homens e mulheres, e também todos os chefes dos filisteus encontravam-se ali. Sobre o telhado se achavam cerca de três mil homens e mulheres, olhando para as brincadeiras que Sansão fazia.
28 Sansão chorou diante do Senhor, e disse: Ó Senhor, meu Senhor, lembra-te, peço-te, e fortalece-me, ó Deus, ainda esta vez; e irei dar uma recompensa aos filisteus, pelos meus dois olhos[1].
29 Então Sansão pegou nos dois pilares do meio da casa, nos quais ela se apoiava, e inclinou-se sobre eles, lançando mão de um com a sua mão direita, e de outro com a sua esquerda.
30 Disse Sansão: Que a minha vida pereça com a dos filisteus! Inclinou-se, então, poderosamente, com toda a sua força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que estava nela. E os mortos que Sansão causou com a sua morte foram mais do que aqueles que ele matou em sua vida.
31 Seus irmãos e a casa de seu pai desceram e levaram-no; subiram e sepultaram-no entre Zorá e Estaol, na sepultura de seu pai Manoá. Ele julgou a Israel por vinte anos.
[1] ao menos por um dos meus dois olhos