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AVISO IMPORTANTE: Estão sendo acrescentados os versículos faltantes, retirados do Velho Testamento na Bíblia hebraica, versão massorética, colocados em negrito a fim de facilitar a identificação. Fonte: Tradução Brasileira de 1917, com algumas correções e atualizações. Textos variantes, considerados de relevância, retirados da mesma fonte supracitada, são adicionados como notas de rodapé, e textos acrescentes são incorporados ao próprio texto da Septuaginta, sempre em negrito. Em alguns casos, o texto da Septuaginta foi substituído pelo da Hebraica Massorética, por este ser mais coerente, ou ter um grande peso de tradição. Quando isso acontece, o texto da Septuaginta aparece em negrito e itálico na nota de rodapé.

SEPTUAGINTA EM PORTUGUÊS - PDF - Revisada - Índice, Ilustrações, Mapas e Novos Recursos Acrescentados
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domingo, 25 de agosto de 2013

Septuaginta - Juízes - Capítulo 18

1 Naqueles dias não havia rei em Israel, e a tribo de Dã procurava para si uma herança onde habitasse; porque nenhuma herança tinha saído para ela até aquele dia, no meio das tribos dos filhos de Israel.
2 Os filhos de Dã enviaram de suas famílias cinco homens valorosos, partindo de Zorá e Estaol, a fim de espiar a terra e examiná-la. E disseram-lhes: Ide e examinai a terra. Vieram eles até o monte de Efraim, à casa de Mica, e passaram a noite ali.
3 Na casa de Mica reconheceram a voz do moço, do levita; viram-no ali, e disseram-lhe: Quem te trouxe para cá? O que fazes neste lugar? Que tens aqui?
4 Respondeu-lhes: Assim e assim Mica fez para mim; ele me contratou, e tornei-me seu sacerdote.
5 E eles lhe disseram: Consulta agora a Deus, e saberemos se o nosso caminho, no qual estamos indo, irá prosperar.
6 O sacerdote disse-lhes: Ide em paz; o caminho em que seguis está diante do Senhor.
7 Os cinco homens, então, partiram, vindo para Laís; e viram o povo no meio dela habitando em segurança, à vontade, como é o costume dos sidônios. Não havia ninguém que praticasse qualquer perversão ou coisa vergonhosa na terra, nenhum herdeiro extorquindo tesouros[1], estando eles longe dos sidônios e não tendo relações com ninguém.
8 Os cinco homens chegaram a seus irmãos em Zorá e Estaol, dizendo-lhes: Porque vos assentais aqui, ociosos?[2]
9 E disseram-lhes: Levantai-vos, subamos contra eles, porque vimos a terra e eis que é muito boa. Todavia, ainda vos detendes. Não demoreis a ir para entrar e possuir a terra!
10 Para onde quer que fordes encontrareis um povo confiado, e a terra é produtiva[3]. Deus a tem entregue nas vossas mãos, um lugar onde não há falta de qualquer coisa que a terra dá.
11 E partiram dali, das famílias de Dã, de Zorá e de Estaol, seiscentos homens cingidos com as suas armas de guerra.
12 Subiram e   acamparam-se em Quiriate-Jearim, em Judá; e, por esse motivo, aquele foi chamado o Lugar do acampamento de Dã[4], até o dia de hoje. Eis que está atrás[5] de Quiriate-Jearim.
13 Dali foram para o monte de Efraim, e chegaram à casa de Mica.
14 Os cinco homens que tinham ido espiar a terra de Laís falaram, e disseram a seus irmãos: Sabeis que há neste lugar um éfode e um terafim[6], uma imagem de escultura e uma de fundição? Considerai, agora, o que haveis de fazer.
15 Dirigiram-se, pois, para lá, e entraram na casa do jovem levita, na casa de Mica; e perguntaram-lhe como estava.
16 Os seiscentos homens dos filhos de Dã, cingidos com as suas armas de guerra, ficaram perto da entrada da porta.
17 Mas os cinco homens que foram espiar a terra subiram, e entraram na casa de Mica. E o sacerdote estava lá. Eles tomaram a imagem de escultura, o éfode, o terafim[7] e a imagem de fundição. O sacerdote estava em pé à entrada da porta com os seiscentos homens, armados em guerra.
18. Quando eles entraram na casa de Mica, e levaram a imagem de escultura, o efode, os terafins e a imagem de fundição, o sacerdote disse-lhes: Que estais fazendo?
19 Disseram-lhe eles: Cala-te, põe a tua mão sobre a boca e vem conosco; e sê-nos por pai e sacerdote. É melhor para ti ser o sacerdote da casa de um só homem ou ser o sacerdote de uma tribo e da casa de uma família em Israel?
20 Então o coração do sacerdote se alegrou, e ele tomou o éfode, o terafim, a imagem de escultura[8] e a imagem de fundição, indo para o meio do povo.
21 Eles se voltaram e partiram, colocando seus filhos, o seu gado, seus bens e sua bagagem adiante deles.
22 E foram até uma certa distância da casa de Mica. Mas eis que Mica e os homens que moravam nas casas perto da sua gritaram, e alcançaram os filhos de Dã.
23 Os filhos de Dã voltaram seus rostos e disseram para Mica: Qual é o problema contigo, porque gritas? Que queres, visto que vens com tanta gente?
24 Respondeu-lhes Mica: Visto que tomastes a minha imagem de escultura, a qual eu fiz, e o meu sacerdote, e partistes; e o que restou para mim? Que é isso, então, que vós me dizeis: Por que gritas?
25 Mas os filhos de Dã lhe disseram: Não deixes que a tua voz seja ouvida entre nós, a fim de que, porventura, homens enfurecidos não se lancem sobre vós, tirando a tua vida e as vidas de tua casa.
26 Em seguida, os filhos de Dã seguiram seu caminho. Mica viu que eles eram mais fortes do que ele, e voltou para sua casa.
27 Os filhos de Dã pegaram o que Mica havia feito, e o sacerdote que tinha, e vieram para Laís, a um povo quieto e confiado, e os feriram ao fio da espada; e queimaram a cidade com fogo.
28 E não houve quem a libertasse, porque a cidade estava longe dos sidônios e eles não tinham relações com outros homens, encontrando-se no vale da casa de Raabe. Eles reconstruíram a cidade, e habitaram nela.
29 E chamaram o nome da cidade Dã, de acordo com o nome de Dã, seu pai, que nasceu em Israel. Mas o nome da cidade, antes, era Ulamais[9].
30 Os filhos de Dã estabeleceram a imagem de escultura para si mesmos, e Jônatas, filho de Gerson, filho de Manassés, ele e seus filhos, foram sacerdotes da tribo de Dã até o momento da deportação da nação.
31 Deste modo, pois, estabeleceram para si a imagem esculpida que Mica havia feito, por todos os dias que a casa de Deus esteve em Silo. E assim era naqueles dias em que não havia rei em Israel.
[1] nenhuma autoridade que o oprimisse em coisa alguma
[2] os quais lhes perguntaram: Que dizeis vós?
[3] é muito espaçosa
[4] Maané-Dã
[5] ao ocidente
[6] e terafins
[7] os terafins
[8] os terafins e a imagem de escultura
[9] Laís


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Septuaginta - Juízes - Capítulo 8

1 Mas os homens de Efraim disseram a Gideão: Que é isso que fizeste para nós, uma vez que não nos chamaste quando foste lutar com Midiã? E contenderam com ele, asperamente.
2 E respondeu-lhes: Que fiz eu agora mais do que vós? Não é o respigar de Efraim melhor do que a vindima de Abiezer?
3 O Senhor entregou nas vossas mãos os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; e que mais eu poderia fazer do que vós? Então o seu espírito se acalmou em relação a ele, quando lhes falou esta palavra.
4 Gideão chegou até o Jordão, e atravessaram, ele e os trezentos que estavam com ele; famintos, contudo, ainda assim, perseguindo.
5 E disse ele aos homens de Sucote: Dai-nos, peço-vos, pão para alimentar a este povo que me segue, porque se encontram enfraquecidos; e eis que eu estou indo em perseguição a Zeba e Zalmuna, reis de Midiã.
6 Porém, os príncipes de Sucote disseram: Estão já as mãos de Zeba e Zalmuna na tua mão, para que demos pão ao teu exército?
7 Respondeu-lhes Gideão: Por causa disto, quando o Senhor entregar Zeba e Zalmuna na minha mão, irei rasgar a vossa carne com os espinhos do deserto, e com os abrolhos.
8 Dali subiu a Penuel, e falou-lhes da mesma forma. Todavia, os homens de Penuel lhe responderam como os homens de Sucote haviam respondido.
9 E Gideão disse aos homens de Penuel: Quando eu voltar em paz derribarei esta torre.
10 Zeba e Zalmuna estavam em Carcor, e o seu exército com eles, cerca de quinze mil, todos os restantes de todo o exército dos estrangeiros; pois os que caíram foram cento e vinte mil homens que arrancavam da espada.
11 Gideão subiu pelo caminho dos que habitavam em tendas, ao oriente de Noba e Jogbeá, ferindo o exército que se julgavam em segurança.
12 Zeba e Zalmuna fugiram, porém ele os perseguiu. E capturou os dois reis de Midiã, Zeba e Zalmuna; desbaratando todo o seu exército.
13 E Gideão, filho de Joás, voltou da peleja, descendo da batalha de Heres.
14 Tomou ele, preso, um rapaz dos homens de Sucote, e o interrogou; e ele escreveu-lhe os nomes dos príncipes de Sucote e dos seus anciãos, setenta e sete homens.
15 Gideão foi até onde estavam os príncipes de Sucote, e disse-lhes: Eis Zeba e Zalmuna, sobre quem vós me censurastes, dizendo, estão as mãos de Zeba e Zalmuna, agora, na tua mão, para que demos pão aos teus homens que estão cansados?
16 Tomou, então, os anciãos da cidade, e ajuntou espinhos e abrolhos do deserto; e com eles rasgou os homens da cidade.
17 Também destruiu a torre de Penuel, matando os homens da cidade.
18 E disse ele para Zeba e Zalmuna: Onde estão os homens que matastes em Tabor? E eles responderam: Como tu és, assim eram eles, conforme a semelhança do filho de um rei.
19 Respondeu Gideão: Eles eram meus irmãos, filhos de minha mãe. Tão certo como vive o Senhor que se os houvésseis preservado vivos eu não vos mataria.
20 E disse a Jeter, seu primogênito: Levanta-te, e mata-os. Todavia, o moço não puxou da espada, porque estava com medo; pois era ainda muito jovem.
21 Então Zeba e Zalmuna disseram: Levanta-te tu e cai sobre nós, pois tens o poder de um homem. E Gideão se levantou, matando Zeba e Zalmuna. E tomou os ornamentos redondos que estavam nos pescoços dos seus camelos.
22 Então os homens de Israel disseram a Gideão: Governa, meu senhor, sobre nós; tu, teu filho, e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão de Midiã.
23 Entretanto, Gideão respondeu-lhes: Não governarei, e meu filho também não irá governar sobre vós. O Senhor é quem governará sobre vós.
24 Disse-lhes mais Gideão: Far-vos-ei um pedido, e vós me dareis, cada homem, um brinco de seus despojos. Porquanto os inimigos[1] tinham pendentes de ouro, sendo ismaelitas.
25 E eles responderam: Nós, certamente, o daremos. Então ele abriu as suas vestes e cada homem deitou ali um pendente de seus despojos.
26 O peso das arrecadas de ouro, que ele pediu, foi de mil e setecentos siclos de ouro, além das meias luas, das cadeias, das vestes e dos panos de púrpura que estavam sobre os reis de Midiã; e além das cadeias que estavam nos pescoços dos seus camelos.
27 Gideão fez delas um éfode e o colocou em sua cidade, em Efrata; e todo o Israel se prostituiu ali, após ele. Aquilo tornou-se uma pedra de tropeço para Gideão e a sua casa.
28 Midiã foi abatido diante dos filhos de Israel, e não pôde levantar mais a sua cabeça. Por quarenta anos a terra teve sossego, nos dias de Gideão.
29 E Jerubaal, filho de Joás, foi e assentou-se em sua casa.
30 Gideão teve setenta filhos, gerados de seu corpo; pois ele tinha muitas mulheres.
31 A sua concubina estava em Siquém, e ela também deu à luz um filho, colocando-lhe o nome de Abimeleque.
32 Gideão, filho de Joás, morreu em sua cidade, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de seu pai Joás, em Ofra dos abiezritas.
33 E aconteceu, quando Gideão estava morto, que os filhos de Israel voltaram atrás e se prostituíram após os baalins, fazendo para si uma aliança com Baal-Berite, a fim de que ele se tornasse o seu deus.
34 Os filhos de Israel não se lembraram do Senhor, seu Deus, que os livrara das mãos de todos os que os afligiam ao redor.
35 Também não usaram de misericórdia para com a casa de Jerubaal, o qual é Gideão, de acordo com todo o bem que ele fizera a Israel.
[1] os ismaelitas